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Audi admite 'irregularidades' nas emissões dos modelos A6 e A7 a diesel


Carros teriam softwares que desaceleram o uso de um neutralizador de poluição nos últimos 2.400 km de sua vida útil. Audi admite irregularidade em emissões dos modelos A6 e A7
Michael Dalder/Reuters
A fabricante de luxo Audi anunciou ter detectado “irregularidades” nos controles de emissões dos modelos recentes A6 e A7 a diesel, abrindo uma nova etapa do escândalo “dieselgate”, do Grupo Volkswagen, da qual faz parte.
A confissão da Audi veio à tona após o Ministério de Transporte da Alemanha dizer que a KBA, autoridade de licenciamento de veículos, estava investigando suspeitas de que a montadora tinha instalado um novo “aparelho de manipulação ilegal” em cerca de 60 mil modelos A6 e A7 a diesel – não vendidos no Brasil.
As revelações foram divulgadas primeiramente pela revista Der Spiegel, que afirmou que grandes recalls eram “altamente prováveis”. Cerca de metade dos carros afetados foram vendidos na Alemanha.
De acordo com a Spiegel, os carros têm softwares que deliberadamente desaceleram o uso de um fluido especial neutralizador de poluição nos últimos 2.400 km de sua vida útil, para evitar que os condutores tenham que reabastecer o chamado líquido AdBlue entre as atualizações regulares de serviço.
Mas a redução do funcionamento do AdBlue também diminui drasticamente sua efetividade na neutralização das emissões poluentes de óxidos de nitrogênio do motor, tornando os carros a diesel muito mais poluentes nesse período.
Esse é o último escândalo relacionado ao diesel no grupo Volkswagen, ainda se recuperando da acusação do ex-CEO Martin Winterkorn nos Estados Unidos por seu papel no “dieselgate” – escândalo que abala o grupo desde 2015.
‘Revelação completa’
Audi A6
Divulgação
A Audi, subsidiária da VW, disse em nota que ela própria tinha relatado as irregularidades para as autoridades assim que foram detectadas em testes de rotina e “interrompeu imediatamente as entregas” dos modelos A6 e A7.
O CEO da Audi, Rupert Stadler, disse que a empresa agiu rapidamente “porque a revelação completa é do nosso maior interesse”.
Os consumidores seriam notificados e poderão receber uma atualização de softwares, disse a Audi.
Ele acrescentou que cooperaria com os inquéritos lançados pela autoridade de transporte KBA, que anteriormente disse ter solicitado esclarecimentos à Audi.
Não é a primeira vez que a indústria automobilística alemã é acusada de adulteração de AdBlue. Daimler e Volkswagen enfrentaram a ameaça de recalls por acusações semelhantes em fevereiro.
O alegado esquema fraudulento do AdBlue é diferente do que provocou a crise do “dieselgate” da Volkswagen, que envolveu um software instalado em cerca de 11 milhões de carros a diesel no mundo, que poderiam detectar quando um veículo estava passando por testes de poluição e reduzir as emissões neste momento.
Fora do laboratório, no entanto, os carros eram muito mais poluentes, expelindo até 40 vezes mais gases tóxicos do que o permitido legalmente.
O escândalo, que envolveu os carros da marca VW, mas também os da Audi, Porsche, Skoda e Seat, custou ao grupo mais de 25 bilhões de euros em recompras, multas e indenizações.
No Brasil, cerca de 17 mil carro foram afetados, mas a Volkswagen ainda não definiu indenizações, nem pagou multas.

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Estagiários da Volkswagen criam Golf GTI com 411 cv e TV no porta-malas


Conceitos serão apresentados no tradicional encontro anual de GTIs em Wörthersee. Volkswagen Golf GTI Next Level
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Mais de 20 estagiários, 9 meses de trabalho e liberdade para sonhar. Foi o necessário para criar um Volkswagen Golf GTI de 411 cv, com som turbinado e uma televisão gigante no porta-malas.
Mostrado nesta quarta-feira (9), o conceito Golf GTI Next Level será uma das atrações do encontro anual de fãs da sigla GTI, que ocorre neste fim de semana no lago Wörthersee, na Áustria.
Criado por estagiários, Volkswagen Golf GTI Next Level tem motor de 411 cv
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O motor é o mesmo 2.0 turbo, que tem 220 cv na versão disponível no Brasil. Isso quer dizer que é possível quase dobrar a potência do propulsor.
Além de trabalhar no motor, os estagiários de Wolfsburg usaram técnicas de computação gráfica e impressão em 3D para fabricar o interior e adaptar o “equipamento” no porta-malas.
Interior do Volkswagen Golf GTI Next Level
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Para dar lugar ao alto-falantes e subwoofers, a segunda fileira de bancos foi retirada completamente. Então nada de levar a família para passear com este carro.
A tela retrátil de LED e a iluminação interna podem ser configurados a partir de aplicativos em smartphone ou tablet.
Segunda fileira de bancos deu lugar a som turbinado e televisão retrátil
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Outra equipe de 14 estagiários desenvolveu um conceito mais amigo da natureza: uma Golf Variant movida a gás natural com 131 cv.
Além dos dois conceitos criados por estagiários, o encontro terá a estreia do Golf GTI TCR – este criado pelos adultos da Volkswagen e com expectativa de venda (não no Brasil).
O Golf GTI TCR é inspirado nas pistas de corrida e terá 290 cv. A Volkswagen diz que poderá remover o limitador de velocidade, levando a máxima até 264 km/h.
Volkswagen Golf GTI TCR será outra novidade do encontro neste fim de semana
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Detran do Piauí decide extinguir taxa de R$ 200 para emissão da CNH digital


Levantamento publicado na terça-feira (8) pelo G1 mostrou que apenas Goiás e Piauí cobravam pelo serviço, enquanto em outros estados era gratuito. CNH digital
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O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) do Piauí decidiu extinguir a taxa que seria cobrada para a emissão da CNH digital. Levantamento publicado na terça-feira (8) pelo G1 mostrou que apenas Goiás e Piauí cobravam pelo serviço, enquanto em outros era gratuito. O valor de mais de R$ 200 foi alvo de críticas nas redes sociais. O órgão informou que se pronunciará apenas por meio de nota.
O Detran informou que, a partir de agora, a emissão da CNH eletrônica ocorrerá sem nenhum ônus para os condutores porque os serviços serão executados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).
Pelo menos 100 pessoas, segundo o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), tiveram o documento emitido no Piauí. O Detran informou, contudo, que não será necessário ressarcir os condutores, pois ninguém chegou a pagar a taxa pela CNH-e. Isso porque todos já possuíam o certificado digital, uma assinatura eletrônica com a mesma validade da assinatura física, que possibilita realizar operações pela internet. Esses, então, solicitaram a CNH digital de forma gratuita, conforme previsto pelo Denatran.
Detran informou que vai extinguir as taxas para CNH-e
Lorena Linhares/G1
O Detran explicou que a emissão do documento eletrônico, mesmo sem a taxa, continua dependendo da renovação ou emissão da CNH física em sua nova versão, com QR Code. Para a emissão da segunda via da CNH física o valor é de R$ 82,25 e para a renovação, R$ 171,08.
Como era
A taxa de emissão do documento eletrônico era de R$ 207 para categoria A (motociclistas) e R$ 222,07 para as demais categorias. Havia ainda uma cobrança prevista para a renovação do documento, no valor de R$ 153,97 a ser paga a cada cinco anos. No total, o valor para renovação da versão física e da digital custaria R$ 325,05.
O diretor geral do Detran no Piauí, Arão Lobão, havia informado ao G1 que o valor tinha relação com os custos do serviço. O órgão informou que, agora, se pronunciará apenas por meio de nota.
Veja a íntegra da nota do Detran:
Nota:
O Estado do Piauí estabeleceu taxas de emissão da Carteira Nacional de Habilitação Eletrônica (CNH-e). Todavia, os serviços de emissão da CNH-e, pela regulamentação vigente, estão sendo executados pelo Denatran, por meio do site: portalservicos.denatran.serpro.gov.br
A CNH-e, de caráter facultativo, será disponibilizada para os habilitados do Estado do Piauí sem nenhum ônus para o interessado, desde que já possua CNH física com QR Code ou quando da emissão de 2ª via ou renovação da CNH.

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Maia defende que Câmara vote projetos da agenda econômica

Receita líquida cresceu 4,8% na comparação anual, alcançando R$ 4,14 bilhões. A operadora de telefonia TIM Participações teve lucro líquido de R$ 250 milhões no primeiro trimestre, alta de 89,1% sobre o mesmo período de 2017, informou a empresa na noite de terça-feira (8).
A receita líquida cresceu 4,8% na comparação anual, alcançando R$ 4,14 bilhões.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado subiu 16,4%na comparação anual para R$ 1,470 bilhão.

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Toyota registra desenho do Yaris sedã no Brasil


Modelo foi confirmado em janeiro pelo presidente da marca, em entrevista ao G1. Citroën e General Motors também conseguiram patente de modelos que inéditos no país. Toyota Yaris sedã
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A Toyota do Brasil obteve o registro dos desenhos do Yaris, nas carrocerias hatch e sedã. A informação foi publicada nesta terça-feira (8) pela revista do Inpi, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial.
Em janeiro, o presidente da Toyota, o peruano Rafael Chang, confirmou ao G1 que o modelo teria a carroceria sedã. A marca ainda não divulgou informações de motorização e equipamentos dos modelos.
Veja a entrevista completa do presidente da Toyota
Registro do Toyota Yaris no Brasil
Reprodução
O Yaris deve ser lançado nos próximos meses, e deve ser o veículo mais importante da marca desde 2012, quando o Etios chegou ao país.
Com ele, a marca japonesa promete brigar em melhores condições com outros carros recentes, como os Volkswagen Polo e Virtus e os Fiat Argo e Cronos.
Toyota Yaris que será feito no Brasil
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Para fabricar o Yaris no Brasil, a Toyota está investindo R$ 1 bilhão. Outra ação é ativar o terceiro turno de produção nas fábricas de Sorocaba e Porto Feliz (motores). Com isso, as unidades irão operar 24 horas por dia.
Outros modelos
Registro do Chevrolet Traverse no Brasil
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Além da Toyota, a General Motors e a Citroën obtiveram o registros de alguns novos modelos no Brasil.
Vale lembrar que, apesar de ter o registro de determinado carro, isso não é garantia de que ele vá ser lançado.
Chevrolet Traverse
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No caso da GM, a marca americana registrou dois SUVs. Um deles é o Chevrolet Traverse, modelo de porte grande e que leva 7 passageiros. Nos Estados Unidos, onde tem seu principal mercado, é posicionado acima do Equinox.
Tem 5,20 metros de comprimento, e é maior inclusive do que o Trailblazer (4,89 m), produzido e vendido no Brasil. O Traverse, portanto, ficaria acima, caso a GM ofereça o veículo por aqui.
Registro do GMC Terrain no Brasil
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O outro modelo é o GMC Terrain, “irmão” do Equinox, vendido com a marca GMC, focada em veículos utilitários.
Procurada, a GM afirmou que pede o registro para proteger sua marca e seus produtos, e que não comenta futuros lançamentos.
GMC Terrain
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Já a Citroën registrou alguns componentes de seu sedã compacto, o C-Elysée. O modelo até chegou a ser cogitado para o Brasil, mas a marca descartou sua venda por aqui. Ele tem porte semelhante ao de Volkswagen Virtus e Chevrolet Cobalt, e é produzido na Espanha.
A Citroën afirma que não tem intenção de lançar o C-Elysée no Brasil.
Registro de componentes do Citroën C-Elysée no Brasil
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Citroën C-Elysée
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Janela inteligente de carro permite que deficiente visual


Ainda como protótipo, criação da Ford com start-up italiana usa foto e vibrações no vidro para ‘traduzir’ o que não pode ser visto ao longo do caminho. Janela inteligente permite ‘sentir’ o relevo da paisagem por meio de vibrações no vidro
Divulgação
Uma tecnologia poderá ajudar deficientes visuais a perceberem a paisagem do lado de fora do carro. A janela inteligente, criada pela Ford e a start-up italiana Aedo, usa fotos e vibrações para “traduzir” o que está ao redor.
Ainda como um protótipo, o aparelho chamado “Feel the view” (“sinta a visão”) é colocado sobre o vidro do veículo. Ele tira fotos que são transformadas em imagens de alto contraste em preto e branco, que depois são reproduzidas por meio de LEDs especiais.
Quando se toca na imagem, os diferentes tons de cinza vibram em uma escala de 255 intensidades, permitindo reconstruir na mente os detalhes da paisagem (assista ao vídeo no canal da montadora no YouTube), diz a Ford.
Ao mesmo tempo, um assistente de voz conectado ao sistema de áudio do carro, com inteligência artifical, ajuda a situar o contexto da imagem descrevendo o que está sendo tocado.
“Procuramos melhorar a vida das pessoas e vimos nesse projeto uma oportunidade fantástica de ajudar quem tem deficiência visual a experimentar um dos melhores aspectos das viagens de carro. A tecnologia é avançada, mas o conceito é simples e pode transformar passeios comuns em viagens memoráveis”, diz Marco Alù Saffi, porta-voz da montadora.

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Embraer apresenta conceito de 'carro voador' nos EUA; veja


Modelo, desenvolvido para a Uber, deve entrar em fase de testes em 2020. Autonomia média do veículo deve ser de 100 quilômetros. Protótipo foi apresentado pela Embraer em Los Angeles
Embraer/Divulgação
A Embraer X, organização ligada à fabricante brasileira de aeronaves, apresentou nesta terça-feira (8), em Los Angeles, o primeiro conceito de veículo elétrico de decolagem e pouso verticais ‘carro voador’. A companhia brasileira desenvolve, desde abril do ano passado, um modelo para equipar um sistema de tráfego aéreo para a Uber.
Conhecido pela sigla eVTOL, a expectativa é que os testes do protótipo sejam feitos em 2020, com operação em 2023. O veículo foi apresentado em uma feira na Califórnia e ainda não começou a ser montado.
Os ‘carros voadores’ serão uma alternativa de meio de transporte em centros urbanos. No contrato firmado com a Uber, a Embraer também tem que desenvolver um ‘ecossistema’ para operação dos veículos com rotas e plataformas que vão funcionar como pontos de embarque e desembarque de passageiros. O valor do contrato entre as empresas não foi revelado.
Ainda em fase de desenvolvimento, o ‘carro voador’ deve ter uma média de autonomia de 100 km, velocidade entre 200 e 250 km/h e a altitude alcançada vai considerar uma faixa acima da altura de edifícios e abaixo das rotas operadas por aeronaves.
Conceito foi apresentado em evento em Los Angeles
Embraer/Divulgação

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Governo brasileiro tem 30 dias para cobrir calote de US$ 275 milhões da Venezuela


Governo venezuelano não pagou parcela de dívida para financiar obras vencida em janeiro; operação é segurada por fundo vinculado ao Ministério da Fazenda, que deve ressarcir bancos credores. O governo brasileiro, por meio do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), tem 30 dias a partir desta terça-feira (8) para ressarcir em US$ 275 milhões bancos que financiaram exportações para a Venezuela, entre eles o BNDES. O valor corresponde a uma parcela de dívida vencida em janeiro e terá de ser reembolsado caso as tentativas de renegociação não tenham sucesso.
O FGE é um fundo vinculado ao Ministério da Fazenda e foi criado para dar cobertura a garantias prestadas pela União em operações de seguro para a exportações brasileiras. Essas garantias asseguram que as empresas nacionais recebam pelos serviços e produtos vendidos lá fora mesmo em caso de calote do comprador.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas, na quarta-feira (4)
Reuters/Marco Bello
A dívida atrasada Venezuela é referente ao pagamento de garantias dadas pelo Tesouro Nacional a empresas brasileiras que fizeram obras de infraestrutura no país. Elas foram dadas dentro de um convênio para exportações entre países latinoamericanos, o Convênio de Pagamentos e Créditos Recíprocos (CCR).
Na prática, essas empreiteiras receberam de bancos no Brasil (em reais) o dinheiro necessário para custear as obras no país vizinho e o governo venezuelano, o importador dos serviços, passou a ter uma dívida (em dólares) com esses bancos.
Como a Venezuela não fez o pagamento em janeiro, o FGE precisa indenizar os bancos, a menos que a dívida seja renegociada.
“A parcela vencida em janeiro de 2018 e ainda não paga pela Venezuela (US$ 274,96 milhões) poderá ser honrada pelo FGE a partir de 8 de maio. Os garantidos devem notificar o não pagamento e o FGE terá 30 dias para honrar a indenização. Há tratativas em curso para a renegociação da dívida”, explicou a Fazenda em nota.
Segundo o Ministério da Fazenda, as garantias do fundo para financiamentos à exportação para a Venezuela envolvem várias operações cursadas no CCR e cobrem operações feitas pelo BNDES, Credit Suisse e Bank of China. O órgão não revelou a quantia devida a cada banco individualmente.
O G1 entrou em contato com o BNDES e aguarda informações sobre a dívida com o banco público.
Outros atrasos
Essa não é a primeira vez que a Venezuela fica inadimplente com bancos no Brasil. Em agosto do ano passado, o país também atrasou pagamentos dentro do Convênio de Pagamentos e Créditos Recíprocos, mas a dívida foi renegociada e o governo brasileiro não precisou indenizar os credores.
Além do país vizinho, Moçambique também tem uma parcela de garantia em atraso que deve ser ressarcida pelo FGE no valor de US$ 7,3 milhões. Os outros países com débitos cobertos pelo fundo estão com os pagamentos em dia, segundo a Fazenda.
Dinheiro para o fundo
O Congresso Nacional aprovou no último 2 um projeto que libera R$ 1,1 bilhão do orçamento da União para capitalizar o FGE e cobrir as garantias atrasadas da Venezuela e de Moçambique. O texto ainda precisa ser sancionado pelo presidente Michel Temer.
O dinheiro virá do cancelamento de despesas previstas pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

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CVM reagenda leilão da Eletropaulo para 4 de junho


Movimento é mais um capítulo em uma forte disputa entre a Neoenergia e a italiana Enel pela aquisição da maior distribuidora do país em faturamento.  Linha de Transmissão de energia da Eletropaulo, em São Paulo
Marcelo Brandt/G1
A Neoenergia, do grupo espanhol Iberdrola, pediu instauração de procedimento arbitral na Câmara de Arbitragem do Mercado (CAM) devido a questões relacionadas a um acordo de investimento assinado junto à Eletropaulo, informou a distribuidora paulista em fato relevante nesta terça-feira.
O movimento é mais um capítulo em uma forte disputa entre a Neoenergia e a italiana Enel pela aquisição da Eletropaulo, a maior distribuidora de energia do Brasil em faturamento.
O pedido de arbitragem vem após a Neoenergia ter assinado em abril um acordo com a Eletropaulo para comprar até todos os papéis em uma emissão de ações em preparação pela empresa e posteriormente apresentar uma oferta pela aquisição até da totalidade da companhia.
Mas a Eletropaulo cancelou a oferta de ações após receber uma nova proposta de aquisição, pela italiana Enel, a um valor maior que o ofertado pela rival.
A Eletropaulo disse que “entende que o pedido apresentado (pela Neoenergia) é improcedente, tendo sido o Acordo de Investimento cumprido integralmente, o que será demonstrado ao longo do procedimento”.
O acordo entre Neoenergia e Eletropaulo, divulgado em 17 de abril, previa que a empresa ficaria com as novas ações a serem emitidas pela Eletropaulo por R$ 25,51 por papel.
No mesmo dia, no entanto, a Enel apresentou uma oferta de R$ 28 por ação pela distribuidora.
A elétrica italiana chegou a questionar na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e em anúncios pagos em jornais o acordo de investimento entre Neoenergia e Eletropaulo, que segundo a empresa prejudicaria a competição pelo negócio.
Os espanhóis da Iberdrola, por sua vez, acionaram a Comissão Europeia, em carta em que defenderam que a Enel estaria praticando concorrência desleal pela aquisição. No documento, a empresa disse inclusive estudar “ações legais”.
Em meio à briga, as elétricas voltaram a elevar seus lances, e no momento a proposta mais alta sobre a mesa é da Enel, de R$ 32,20por ação da Eletropaulo, o que poderia envolver cerca de R$ 5,39 bilhões pela totalidade da companhia, contra oferta de R$ 32,10 da Neoenergia.
As propostas pela Eletropaulo serão apresentadas aos acionistas da elétrica em um leilão agendado pela CVM para 4 de junho, durante o qual ainda existe a possibilidade de serem feitos novos lances.
A briga entre Enel e Iberdrola pela compra da Eletropaulo representa também uma disputa pela liderança do mercado brasileiro de distribuição de eletricidade –qualquer dos grupos europeus que ficar com a empresa vai se tornar a maior do setor, ultrapassando a atual líder, CPFL Energia, da chinesa State Grid.
Procurada, a Neoenergia não comentou de imediato a instauração da arbitragem.

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