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Ciee anuncia 2,2 mil vagas para estágio e aprendizagem até março de 2020; veja cidades


Interessados devem morar em municípios da regiões de Campinas e Piracicaba. Do total, 170 vagas são para aprendizagem. Empresas abrem vagas para estágio e aprendizagem em cidades das regiões de Campinas e Piracicaba.
Reprodução/TV Globo
O Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee) divulgou 2.200 vagas para estágios e aprendizagem em cidades das regiões de Campinas (SP) e Piracicaba (SP). A previsão do órgão é que elas sejam preenchidas entre fevereiro e início de março de 2020. Os interessados já podem se candidatar para as oportunidades pela internet.
2030 vagas para estágio
170 vagas para aprendizes
As cidades contempladas são: Campinas, Sumaré, Americana, Santa Bárbara, Nova Odessa, Hortolândia, Monte Mor, Elias Fausto, Paulínia, Cosmópolis, Artur Nogueira, Vinhedo, Valinhos e Indaiatuba, Jaguariúna.
O órgão afirma que o número de oportunidades representa um aumento de 1,5% em relação à projeção de vagas do ano passado.
Quem pode concorrer para estágio
Estudantes do ensino médio a partir de 16 anos
Nível técnico
Nível tecnológico
Ensino superior
Cadastro no site do Ciee
Bolsa-auxílio começa em torno de R$ 550 e passa de R$ 800, dependendo da vaga.
As áreas de atuação que se destacam são: administração, pedagogia, marketing, publicidade e propaganda, direito, tecnologia da informação e engenharias.
Quem pode concorrer para aprendizagem
Jovens de 14 a 24 anos
Com ensino médio completo ou cursando
Cadastro no site Aprendiz Legal
A remuneração tem cálculo sobre horas trabalhadas, mas costuma se aproximar do valor de um salário mínimo, que tem previsão de passar dos R$ 1 mil. A contratação é no regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
O adolescente ou jovem aprendiz precisa ter capacitação. Após se inscrever para a vaga e ser selecionado pela empresa, a capacitação é feita em unidades do Ciee. Algumas das áreas que o jovem pode escolher são: administrativa, agronegócio, práticas bancárias e varejo.
Informações atualizadas
Quem já possui cadastro, deve manter as informações atualizadas, pois elas são consultadas pelas empresas que buscam os estagiários e aprendizes. As companhias solicitam junto ao Ciee a participação dos candidatos nos processos seletivos.
Veja mais notícias da região no G1 Campinas

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O que é o QA e por que ele pode ser mais importante que o QI no mercado de trabalho


Conforme muda o mercado de trabalho, é suficiente ser inteligente? Conheça um novo adjetivo desejável para o sucesso na carreira: a habilidade de se adaptar. Um mundo do trabalho em evolução já nos trouxe o QI, o QE e agora… o QA
GETTY IMAGES via BBC
Há algum tempo, se você quisesse avaliar as perspectivas de alguém crescer na carreira, poderia considerar pedir um teste de QI, o quociente de inteligência, que mede indicadores como memória e habilidade matemática.
Mais recentemente, passaram a ser avaliadas outras letrinhas: o quociente de inteligência emocional (QE), uma combinação de habilidades interpessoais, autocontrole e comunicação. Não só no mundo do trabalho, o QE é visto como um kit de habilidades que pode nos ajudar a ter sucesso em vários aspectos da vida.
Tanto o QI quanto o QE são considerados importantes para o sucesso na carreira. Hoje, porém, à medida que a tecnologia redefine como trabalhamos, as habilidades necessárias para prosperar no mercado de trabalho também estão mudando. Entra em cena então um novo quociente, o de adaptabilidade (QA), que considera a capacidade de se posicionar e prosperar em um ambiente de mudanças rápidas e frequentes.
“O QI é o mínimo que você precisa para conseguir um emprego, mas a QA é indicador de sucesso a longo prazo”, diz Natalie Fratto, vice-presidente da Goldman Sachs em Nova York que se interessou pelo QA enquanto investia em novas empresas de tecnologia. Depois, ela apresentou uma palestra popular na plataforma TED sobre o assunto.
Fratto diz que o QA não é apenas a capacidade de absorver novas informações, mas de descobrir o que é relevante, deixar para trás noções obsoletas, superar desafios e fazer um esforço consciente para mudar. Esse quociente envolve também características como flexibilidade, curiosidade, coragem e resiliência.
À medida que a sociedade muda, o QA pode se tornar mais importante do que o QI? Em caso afirmativo, como identificar e aprimorar o seu QA?
Adaptação ou obsolescência
Amy Edmondson, professora de Administração da Harvard Business School, diz que é a velocidade vertiginosa das mudanças no mercado de trabalho que fará o QA vencer o QI.
A tecnologia mudou bastante a forma como alguns trabalhos são feitos, e a tendência continuará — nos próximos três anos, 120 milhões de pessoas nas 12 maiores economias do mundo possivelmente precisarão ser recolocadas por causa da automação, de acordo com um estudo da IBM deste ano.
Qualquer função que envolva detectar padrões nos dados — advogados revisando documentos legais ou médicos buscando o histórico de um paciente, por exemplo — é fácil de se automatizar, diz Dave Coplin, diretor da The Envisioners, consultoria de tecnologia sediada no Reino Unido. Isso ocorre porque um algoritmo pode executar essas tarefas com mais rapidez e precisão do que um humano.
Para evitar a obsolescência, os trabalhadores que cumprem essas funções precisam desenvolver novas habilidades, como a criatividade para resolver novos problemas, empatia para se comunicar melhor e responsabilidade. Ou seja, usar a intuição humana para complementar o trabalho das máquinas: “Se algo pode fazer 30% das tarefas que eu costumava fazer, o que posso fazer com essa lacuna não utilizada? Os vencedores são aqueles que escolhem fazer coisas que outros não conseguem.”
Edmondson diz que toda profissão vai exigir adaptabilidade e flexibilidade, do setor bancário às artes. Digamos que você é um contador. Seu QI te ajuda nas provas pelas quais precisa passar para se qualificar; seu QE contribui na conexão com um recrutador e depois no relacionamento com colegas e clientes no emprego. Então, quando os sistemas mudam ou os aspectos do trabalho são automatizados, você precisa do QA para se acomodar a novos cenários.
Todos os três quocientes são um tanto complementares, pois todos ajudam a resolver problemas e, portanto, a se adaptar, aponta Edmondson. Um candidato ideal possui todos os três, mas nem todos são assim.
“Existem gênios rígidos”, diz ela.
Ter QI, mas nenhum QA, pode ser um bloqueio para as habilidades existentes diante de novas maneiras de trabalhar.
O ideal é que QI, QE e QA se complementem, mas ‘existem gênios rígidos’, brinca Amy Edmondson
GETTY IMAGES via BBC
No mundo corporativo, o QA está sendo cada vez mais buscado na hora da contratação. De acordo com o estudo da IBM, 5.670 executivos em todo o mundo classificaram as habilidades comportamentais como as mais críticas para a força de trabalho atualmente, e a principal delas era a capacidade “de ser flexível, ágil e adaptável à mudança”.
Will Gosling, líder em consultoria de capital humano da Deloitte no Reino Unido, diz que não há um método definitivo para medir a adaptabilidade como um teste de QI, mas as empresas acordaram para o valor do QA e estão mudando seus processos de recrutamento para identificá-lo nas pessoas.
A Deloitte, por exemplo, tem feito simulações online com candidatos em que eles são avaliados quanto à sua adaptabilidade; um dos testes pede que a pessoa mostre como estimularia colegas relutantes a se juntar à equipe de triatlo da empresa. A Deloitte também procura contratar pessoas que demonstraram ter bom desempenho em diferentes funções, setores ou locais de trabalho.
Fratto, da Goldman Sachs, sugere três formas pelas quais o QA pode se manifestar em possíveis candidatos: se eles podem imaginar versões do futuro fazendo perguntas “e se”; se podem desaprender informações para desafiar pressupostos; e se gostam de explorar ou buscar novas experiências.
Ela diz que essa não é uma receita definitiva para o QA, mas os recrutadores devem fazer esse tipo de pergunta para buscar evidências dessa habilidade nos candidatos. Na verdade, ela coloca essas questões aos líderes das empresas de tecnologia que estão pleiteando seu investimento.
‘Missão crítica’
Uma coisa boa do QA é que, mesmo que seja difícil mensurá-lo, especialistas dizem que ele pode ser desenvolvido.
Penny Locaso, fundadora da BKindred, empresa australiana da área da educação que trabalha com o valor da capacidade de adaptação, diz que algumas pessoas têm personalidades mais curiosas ou corajosas, o que pode explicar por que são naturalmente melhores em se adaptar do que outras.
“No entanto, se a pessoa não continuar a surfar até o limite do desconforto, a adaptabilidade com a qual nasceu pode diminuir com o tempo.”
Ela sugere três maneiras para aumentar a adaptabilidade: primeiro, limite as distrações e aprenda a se concentrar no mapeamento das adaptações que devem ser feitas; em seguida, faça perguntas desconfortáveis, como pedir um aumento salarial, para desenvolver coragem e normalizar o medo; terceiro, estimule sua curiosidade por coisas fascinantes e busque respostas sobre elas em conversas com outras pessoas, em vez do Google — hábito atual que “faz com que nosso cérebro seja preguiçoso” e diminui nossa capacidade de resolver desafios difíceis.
Otto Scharmer, professor da Sloan School of Management no MIT, que escreveu livros sobre o aprendizado no futuro emergente, sugere outros métodos. Em uma palestra no TED, ele recomenda permanecer aberto a novas possibilidades, tentando ver uma situação através dos olhos de outra pessoa e reduzindo seu ego para que possa se sentir confortável com o desconhecido.
Uma coisa que sabemos é que os locais de trabalho do futuro funcionarão de maneira diferente. Podemos nem todos estar à vontade com o ritmo da mudança, mas podemos nos preparar.
Como diz Edmondson: “Aprender a aprender é uma missão crítica. A capacidade de aprender, mudar, crescer, experimentar se tornará muito mais importante do que o domínio de um assunto.”

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O país que contratou caminhões para transportar fantasmas


Logística para remoção de cemitério em Mianmar contou com guru espiritual para supervisionar e direcionar os fantasmas para os veículos. A capital de Mianmar foi oficialmente transferida de Yangon para Naypyidaw em 2006
Divulgação/Alamy
O capitão Aung Khant, do Exército birmanês, se acomoda na cadeira de plástico rosa. É um homem bonito, na faixa dos 40 anos, com uma postura militar descontraída. Tínhamos acabado de nos conhecer e fiquei imediatamente intrigado com ele.
“Há pessoas como Whoopi Goldberg que são chegadas a fantasmas”, diz ele, enquanto tira um cigarro do bolso e sorri, observando minha reação.
“São pessoas comuns, mas que possuem uma habilidade especial. Podem dizer aos espíritos que é hora de seguir adiante.”
Chequei duas vezes com meu intérprete:
“Whoopi Goldberg?”
“Sim”, ele assentiu com a cabeça, “Whoopi Goldberg.”
Demorei um pouco para entender que o capitão era um fã do filme Ghost – Do Outro Lado da Vida, em que a atriz americana interpreta uma médium que se comunica com os mortos.
Fui até Naypyidaw, capital de Mianmar, para conversar com o capitão sobre a logística de transportar os espíritos dos mortos, prática baseada nas crenças espirituais da antiga Birmânia. Estávamos sentados do lado de fora de um café quase deserto; eu tomava um suco de mamão, enquanto o capitão bebia água. Ao nosso lado havia um canal que ajudava a refrescar o ar escaldante. Ao longo de suas margens, árvores de tamarindo coloriam a paisagem de laranja.
Naypyidaw — que significa literalmente “Morada dos Reis” — é diferente de qualquer outra cidade de Mianmar. Apesar de ter uma vasta área, tem baixa densidade populacional. As ruas quase não têm trânsito, e há pouco para se ver.
É chamada por muitos de “cidade fantasma”, mas, segundo a crença local, a realidade é mais inusitada: se Naypyidaw é uma cidade fantasma, ela é uma cidade fanta sma sem fantasmas.
A capital de Mianmar foi oficialmente transferida de Yangon para Naypyidaw em 2006. Os motivos da mudança são uma mistura obscura de conveniência política; paranoia sobre a proximidade de Yangon com o mar e o risco de invasão; e a recomendação de videntes que advertiram o ex-chefe de Estado birmanês Than Shwe de que se ele não mudasse a capital do país, ele e seu regime cairiam. Ao contrário de Yangon, que ainda era assombrada pelo passado colonial, Naypyidaw representava um novo começo.
Foi por isso que eu vim conversar com o capitão: em 2010, ele foi encarregado da realocação do cemitério de Tatkon (um dos distritos que fazem parte de Naypyidaw) — o terreno precisava ser liberado como parte de um projeto de urbanização e desenvolvimento. O governo planejava construir um mosteiro e um novo prédio para o tribunal distrital. Mas primeiro, precisavam transferir o cemitério.
Realocações de cemitérios podem ser controversas, e as famílias dos mortos nem sempre ficam felizes com a remoção dos restos mortais de seus entes queridos. Mas isso aconteceu em 2010, um ano antes do fim de quase meio século de regime militar no país. Portanto, se o povo de Tatkon estava descontente com a transferência do cemitério, ninguém protestou. Como um morador de Tatkon me disse: “Na época, estávamos sob domínio militar. Você não tem como resistir”.
Mas havia outra razão pela qual a remoção do cemitério era considerada particularmente “perigosa”. Junto com o cemitério, era necessário transportar os fantasmas, retirá-los do local que supostamente seria sua última morada. E os habitantes do cemitério de Tatkon eram especialmente problemáticos.
Bénédicte Brac de La Perrière, que estuda a religião em Mianmar, me contou que, na Segunda Guerra Mundial, Tatkon era um cemitério de soldados japoneses. E, pela crença birmanesa, aqueles que sofrem mortes violentas “criam resíduos espirituais que os funerais não são capazes de liberar totalmente”.
A remoção do cemitério em Tatkon era, portanto, um negócio arriscado.
“Temos medo dos fantasmas”, diz o capitão. “Se eles não querem se mudar, ficam com raiva. São um perigo para as pessoas da cidade.”
O capitão me contou como eles transferiram os restos mortais para um novo cemitério, fora da cidade. E, na sequência, sorriu:
“Depois de fazer a mudança dos túmulos, o governo contratou caminhões para transportar os fantasmas. Chamaram um natsaya (guru espiritual) para supervisionar e direcionar os fantasmas para os caminhões. Havia 12 caminhões, que fizeram três viagens por dia durante três dias.”
O número, suspeitei, não era por acaso. Os caminhões fizeram um total de 108 viagens, número auspicioso na numerologia budista. As pegadas de Buda, por exemplo, são tradicionalmente marcadas com 108 símbolos sagrados.
“Havia mais de mil sepulturas para transportar”, afirmou o capitão. “Então, havia 10 fantasmas ou mais por caminhão”.
Eu não sabia quantos fantasmas poderiam caber teoricamente em um caminhão. Imaginei que seria mais do que isso. Mas acontece que os fantasmas birmaneses não são entidades esguias e exíguas. Para aqueles que conseguem vê-los, são altos — mais de 2 metros de altura — fortes e corpulentos, com orelhas e presas enormes, além de línguas terrivelmente longas.
E podem ser passageiros desagradáveis. Ao realizar sua pesquisa na década de 1990, Brac de la Perrière ouviu histórias sobre remoções de cemitérios em Yangon, em que os fantasmas causaram “problemas nos motores” e “caminhões paravam ou se moviam sozinhos, deixando os motoristas assustados… os mortos estavam reagindo contra sua remoção”.
O capitão explicou como em Naypyidaw os fantasmas lutavam pelo privilégio de viajar no banco da frente. Quando eles ficavam indisciplinados demais, o natsaya intervinha, ordenando que subissem pela traseira. À medida que os caminhões enchiam, conta o capitão, os veículos tinham mais dificuldade de se mover, afundando na areia fofa. “Fantasmas são pesados”, diz ele, tomando um gole de água.
Depois de três dias, a transferência foi concluída — mas a situação não ficou completamente tranquila. Na noite seguinte ao término da mudança, o assistente do capitão sonhou com três fantasmas que disseram a ele terem sido deixados para trás. No dia seguinte, o capitão voltou ao cemitério e encontrou mais três sepulturas no meio do mato. Um fantasma particularmente complicado se recusou a se mudar; em vez disso, passou a morar no carro do assistente, provocando uma série de pequenas calamidades.
As escavadeiras que trabalhavam no projeto de construção quebraram. O gato que morava no conjunto habitacional do Comitê de Desenvolvimento de Naypyidaw morreu de repente. O assistente sentiu que era empurrado para fora da cama por mãos fantasmagóricas à noite. Somente quando o capitão chamou um monge para recitar as escrituras budistas é que o espírito problemático finalmente se acalmou.
O capitão não tem mais contato com o natsaya que participou do transporte dos fantasmas, mas meu intérprete disse que conhecia um natsaya que havia testemunhado o exorcismo em massa e que me apresentaria a ele no dia seguinte. Agradeci ao capitão pela entrevista e apertei sua mão. Quando ele se despediu, tinha o ar de um homem satisfeito, de quem fez um trabalho bem feito.
No dia seguinte, U Nain La Shwe foi até o meu hotel. De cabelos grisalhos e quase 70 anos, o natsaya estava com uma camisa branca impecável e um longyi — tradicional sarongue birmanês — cuidadosamente amarrado. Ele trabalhava como astrólogo e médium espiritual, se autopromovendo com o slogan “Acreditar para ver”, palavras que vieram até ele em um sonho.
U Nain La Shwe estava familiarizado com os cemitérios de Naypyidaw. Sentado de pernas cruzadas em um sofá no saguão do hotel, ele me contou que costumava meditar nos cemitérios da cidade. Disse que era devoto de Ma Phae Wa, espírito que carrega os caixões. Muitas vezes, ela se aproximava dele e perguntava se precisava de algo. Eles se davam muito bem.
“Ela é presidente do conselho”, afirma. “É responsável por todos os outros espíritos dos cemitérios em Mianmar. É muito pura e bonita”, diz ele, com um ar melancólico.
U Nain La Shwe testemunhou o transporte dos fantasmas de Tatkon — viu os espíritos se amontoando nos caminhões e as rodas dos veículos atolarem na areia devido ao peso, conta.
Quando o natsaya que comandava a operação ordenou a saída de alguns fantasmas, U Nain La Shwe diz que presenciou como os caminhões começaram a se mover novamente.
“No cemitério, há uma lei específica”, explica.
Uma lei que demanda os serviços de um natsaya para ser compreendida.
Apenas um médium espiritual é capaz de transitar entre o mundo dos vivos, o mundo dos mortos e o mundo espiritual, e conseguem assim, como escreve Brac de la Perrière, fornecer “alguma compensação” para as almas que tiveram uma morte violenta.
No meu último dia em Naypyidaw, aluguei uma moto e saí para explorar a cidade. Percorri as estradas desertas de oito pistas. Muito de vez em quando, um carro aparecia no meu espelho retrovisor, avançando na minha direção e me ultrapassando. Mas, na maior parte do tempo, eu estava sozinho. Dirigi por horas, parando em pagodes e templos budistas. Só voltei quando escureceu.
A cerca de 10 km do hotel, percebi pelo marcador que a gasolina estava acabando. Havia algo de sinistro nas ruas vazias de Naypyidaw após o pôr do sol e, por um momento, depois de todo aquele papo sobre espíritos, senti um arrepio diante da ideia de ficar parado sem combustível no meio daquelas ruas desertas. Me imaginei empurrando a moto pela estrada vazia, acompanhado apenas pelo vento frio da noite — e estremeci.
Mas depois me lembrei que não havia problema. O capitão Aung Khant já havia dado um jeito nisso. Nesta cidade fantasma sem fantasmas, não havia nada a temer.

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Concursos abertos no país reúnem mais de 24,8 mil vagas; VEJA LISTA


As inscrições são gratuitas, devem ser realizadas nas unidades de Estratégia Saúde da Família (ESF) ou Unidades Básicas de Saúde (UBS), até o dia 20 de dezembro de 2019. Processo seletivo
Divulgação
A Prefeitura de Primavera do Leste abriu um processo seletivo com 15 vagas para os cargos de agente comunitário de saúde (ACS) e agente de combate as endemias (ACE).
A seleção será feita por meio de prova objetiva e prova de títulos. As unidades de saúde estão disponíveis para receberem as inscrições em dias úteis, das 7h30 às 10h30 e das 13h30 às 16h30.
As inscrições são gratuitas, devem ser realizadas nas unidades de Estratégia Saúde da Família (ESF) ou Unidades Básicas de Saúde (UBS), até o dia 20 de dezembro de 2019.
Para o cargo de ACS é necessário que o candidato more na área geográfica em que fará a inscrição, onde, consequentemente, exercerá suas funções caso aprovado na seleção. Somente pessoas com mais de 18 anos e com ensino médio completo poderão se inscrever.
A prova objetiva está com data marcada para o dia 26 de janeiro de 2020, das 8h às 11h.
A prova de títulos será no dia 16 de fevereiro, das 8h às 11h e das 13h30 às 17h. Os locais serão divulgados junto com o edital de homologação das inscrições e do resultado final. A terceira etapa será o curso de formação, no dia 6 de março de 2020.
Para o cargo de ACS o salário é de R$ 1.478,69 para 40 horas de trabalho semanais. Está disponível uma vaga para cada unidade de saúde, ou seja, 15 vagas, mais cadastro reserva. E para o cargo de agente de combate as endemias o salário é de R$ 1.388,10, também para 40 horas de trabalho semanais.
O agente comunitário de saúde tem como atribuição o exercício de atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde, a partir dos referenciais da educação popular em saúde, mediante a ações domiciliares ou comunitárias, individuais ou coletivas, desenvolvidas em conformidade com as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e sob supervisão do gestor municipal.
Já o agente de combate de endemias realiza o exercício de atividades de vigilância, previsão e controle de doenças e promoção da saúde, desenvolvidas em conformidade com as diretrizes do SUS e também sob supervisão do gestor municipal.

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Saques de até R$ 500 do FGTS começam nesta sexta-feira

Para beneficiários que não desejarem retirar o dinheiro, recursos serão devolvidos às contas com correção, sem perda para os trabalhadores, segundo o banco. A Caixa Econômica Federal está fazendo a retirada automática das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) com saldo suficiente para fazer os saques de até R$ 500 – independentemente de solicitação do trabalhador.
SAIBA TUDO SOBRE OS SAQUES DO FGTS
Essa retirada, segundo o banco, tem o objetivo de disponibilizar o dinheiro de forma imediata e facilitar os saques. Se o beneficiário não sacar, o dinheiro retornará para a conta de FGTS dele com toda a atualização monetária do período, garante a Caixa.
Calendário
Os saques de até R$ 500 do FGTS começaram em setembro para correntistas da Caixa e, desde outubro, os recursos estão sendo liberados para não-correntistas. A liberação é feita de acordo com o aniversário do trabalhador. Nesta sexta-feira (29), começou o pagamento para os nascidos em agosto. Veja no calendário abaixo:
Aniversário em janeiro: saque a partir de 18/10/2019
Aniversário em fevereiro e março: saque a partir de 25/10/2019
Aniversário em abril e maio: saque a partir de 08/11/2019
Aniversário em junho e julho: saque a partir de 22/11/2019
Aniversário em agosto: saque a partir de 29/11/2019
Aniversário em setembro e outubro: saque a partir de 6/12/2019
Aniversário em novembro e dezembro: saque a partir de 18/12/2019
Essa liberação abrange contas vinculadas do FGTS que ainda estão recebendo depósitos do empregador atual e também de empregos anteriores, as chamadas contas inativas.
Dinheiro não ‘some’
À medida que se aproxima o primeiro dia de saques de cada calendário, a Caixa já efetua a retirada do valor de cada conta do FGTS para deixá-lo à disposição do trabalhador. Ou seja, se o beneficiário verificar em seu extrato a retirada de até R$ 500 da conta do FGTS, isso não significa que o dinheiro sumiu, mas que saiu da conta do fundo para ficar à disposição dele em caso de decidir fazer o saque.
Trabalhador que não sacar
Os saques de até R$ 500 do FGTS poderão ser feitos até o dia 31 de março de 2020, independente do mês de nascimento do trabalhador. Ao final desse período, o trabalhador sem conta poupança na Caixa que não fizer o saque, terá o dinheiro devolvido à conta do Fundo de Garantia, com as devidas atualizações monetárias.
Caso o trabalhador prefira que o dinheiro seja devolvido à conta do FGTS antes de março do ano que vem, ele deve procurar uma agência da Caixa para pedir o desfazimento do débito. A Caixa tem até 60 dias para retornar os valores para a conta vinculada de FGTS. O banco reitera que o valor voltará atualizado para a conta.
Para o trabalhador com conta poupança individual na Caixa, esses valores foram depositados automaticamente. O trabalhador que não quiser fazer o saque precisa comunicar ao banco, que vai devolver o dinheiro ao FGTS, com as devidas correções.
No ano passado, por exemplo, as contas do FGTS renderam 6,18% com os juros fixos de 3% ao ano mais TR e a distribuição de 100% do lucro líquido do fundo (R$ 12,2 bilhões, pagos em agosto deste ano, sobre o saldo de dezembro de 2018). Portanto, as contas do FGTS renderam mais que a poupança e o CDB, que em 2018 tiveram rendimentos de 4,62% e 6,06%, respectivamente.
Funciona Assim: Entenda a liberação dos saques do FGTS
Casa própria ou demissão
Além disso, ao trabalhador que for demitido sem justa causa ou que entrar em um financiamento da casa própria nesse período e precisar desse dinheiro que saiu do fundo, a Caixa garante que o valor debitado será liberado sem qualquer problema.
Balanço
No total, incluindo correntistas e não-correntistas da Caixa, a liberação dos saques do FGTS abrange um total de 96 milhões de brasileiros, com R$ 40 bilhões nas contas vinculadas.
Desde o começo dos saques até 26 de novembro, já foram sacados cerca de R$ 20,1 bilhões por 46,3 milhões de trabalhadores, ou seja, 48% do total de contemplados sacaram 50% do total previsto, segundo a Caixa.
Saque imediato X saque aniversário
O saque imediato no valor de até R$ 500 não impede o direito do trabalhador ao saque do FGTS por motivo de rescisão contratual nem tira o direito a receber a multa dos 40% sobre o valor. Também não impede o saque para as demais modalidades como aposentadoria, aquisição da casa própria e doença grave.
Entenda as diferenças entre o saque imediato e o saque-aniversário
O saque imediato de até R$ 500 não tem relação com o saque-aniversário, que só começa a ser pago em abril de 2020 (veja mais informações abaixo).
Advogado não vê prejuízo para o trabalhador
Para o advogado trabalhista Renato Falchet Garacho, trata-se de um procedimento interno da Caixa para facilitar o saque. “Quem não quiser optar pelo saque avisa a Caixa e isso não vai acontecer, se não avisar, volta após um período. Mas o dinheiro não deixa de receber atualização monetária, não vai perder rendimento”, diz.
Além disso, o advogado aponta que o dinheiro poderá ser sacado normalmente em caso de necessidade para financiamento da casa própria ou em demissão sem justa causa, o que não leva nenhum prejuízo ao trabalhador.
“Se trata muito mais de uma questão operacional da questão financeira desse dinheiro do que algum prejuízo. Ele não estará naquela conta, mas vai ter a mesma atualização, e se a pessoa for fazer o saque integral do FGTS, vai ter a integralização desse valor. Então não traz prejuízo nenhum a ninguém, ao contrário, é uma forma de facilitar o saque. Não vejo que a Caixa esteja fazendo algo ilegal ou incorreto”, diz.
Saque-aniversário
O saque-aniversário, que será anual e começará em abril de 2020, também será de acordo com o nascimento do trabalhador. Veja abaixo o calendário:
Nascidos em janeiro e fevereiro – saques de abril a junho de 2020;
Nascidos em março e abril – saques de maio a julho de 2020;
Nascidos em maio e junho – saques de junho a agosto de 2020;
Nascidos em julho – saques de julho a setembro de 2020;
Nascidos em agostos – saques de agosto a outubro de 2020;
Nascidos em setembro – saques de setembro a novembro de 2020;
Nascidos em outubro – saques de outubro a dezembro de 2020;
Nascidos em novembro – saques de novembro de 2020 a janeiro de 2021;
Nascidos em dezembro – saques dezembro de 2020 a fevereiro de 2021.
A partir de 2021, o saque deverá ser feito a partir do mês do aniversário do trabalhador até os dois meses seguintes.
Os interessados em aderir a esses saques anuais podem comunicar a decisão à Caixa Econômica Federal desde o dia 1º de outubro deste ano.
O valor do saque anual será um percentual do saldo de todas as contas do trabalhador. Para contas com até R$ 500, será liberado 50% do saldo, percentual que vai se reduzindo quanto maior for o valor em conta. Para as contas com mais de R$ 500, os saques serão acrescidos de uma parcela fixa. Portanto, os cotistas com saldo menor poderão sacar anualmente percentuais maiores.
O trabalhador que optar pelo saque-aniversário ficará impedido de retirar o valor integral do FGTS na rescisão do contrato de trabalho. No entanto, ele continua tendo direito ao pagamento da multa dos 40% em cima do valor total. Em caso de arrependimento, o trabalhador só poderá retornar ao chamado saque-rescisão após dois anos a partir da data de adesão ao saque-aniversário.
No entanto, o trabalhador que optar pelo saque-aniversário continuará tendo direito à retirada o saldo do FGTS para a casa própria, em caso de doenças graves, de aposentadoria e de falecimento do titular e para as demais hipóteses previstas em lei para o saque.

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Carro com mais de 3 mil multas e R$ 54 milhões em dívidas é apreendido em São Paulo


Veículo modelo Fiat Uno não era licenciado desde 2016. Fiat Uno tem mais de 3 mil multas sem serem pagas
Divulgação/PM
Um carro com mais de 3 mil multas e R$ 54 milhões de débitos foi apreendido nesta sexta-feira (29) pela equipe do Comando de Policiamento de Trânsito, da Divisão de Apoio à Diretoria de Educação ao Trânsito e Fiscalização do Detran de São Paulo.
Os agentes suspeitaram da atitude do motorista e fizeram a abordagem do veículo modelo Fiat Uno. Após consulta ao Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) foi constatado que o último licenciamento havia sido em 2016, e que o carro tem 3.177 infrações de trânsito e R$ 54.742.688,49 de débitos.
O veículo foi autuado e removido ao Pátio Presidente Wilson do Detran-SP.

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Submetidas a 'hackers' por 5 dias, urnas eletrônicas têm só duas falhas superficiais, informa TSE


TSE recebeu nesta semana 25 acadêmicos, estudantes e peritos para Teste Público de Segurança. Grupo mudou dados superficiais, mas não conseguiu alterar nome de candidato nem de eleitor. Urnas eletrônicas que serão utilizadas na eleição 2020
Diêgo Holanda/G1
Um grupo de peritos da Polícia Federal encontrou duas falhas consideradas superficiais no sistema da urna eletrônica durante a semana do Teste Público de Segurança, informou nesta sexta-feira (28) o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
De acordo com o tribunal, as falhas detectadas não alteram a segurança do processo eleitoral.
De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino, os peritos conseguiram entrar no sistema que alimenta as urnas eletrônicas com dados de eleitores e de candidatos e com isso quebraram uma barreira de segurança.
Segundo Janino, eles também conseguiram mudar algumas palavras ou expressões – como alterar a inscrição “boletim de urna” para “boletim”, por exemplo – mas não obtiveram êxito na tentativa de mudar nome de candidato ou de eleitor.
O secretário explicou que, para a semana de testes públicos, o TSE remove barreiras a fim de que os investigadores tenham facilidades para avançar e descobrir fragilidades. Mas destacou que, mesmo assim, não foi detectada nenhuma falha grave.
“A urna tem 30 barreiras digitais. Para o teste, o TSE retira essas barreiras, dá acesso a informações, algoritmos. Eles têm facilidades para avançar. Encontraram fragilidades, mas não existe nenhum risco. Mesmo assim, vamos trabalhar para corrigir esses pontos e fortalecer a segurança da urna”, afirmou o secretário após a divulgação dos resultados.
TSE faz teste de segurança das urnas eletrônicas
Os testes públicos tiveram início na última segunda-feira (25). Vinte e cinco investigadores de diversos locais do país, entre os quais policiais federais, acadêmicos, estudantes e profissionais da tecnologia, passaram a semana buscando fragilidades no sistema. Foi a quinta vez que o TSE realizou esses testes, e em outras edições os especialistas também encontraram fragilidades, corrigidas posteriormente.
Os 25 investigadores atuaram em sete grupos e, segundo o TSE,
não conseguiram alterar os boletins de urna;
tentaram usar inteligência artificial para acessar o sistema mas não conseguiram;
não encontraram vulnerabilidades nas chaves criptográficas e bibliotecas (no último teste tinha sido identificada fragilidade);
mapearam rotina de algoritmos e padrões de urna, mas não quebraram sigilo nem adulteraram informações;
não conseguiram entrar no sistema de rede;
tentaram usar pulsos elétricos para captar digitação na urna, e assim identificar o voto, mas não conseguiram (no último teste tinham identificado falha, mas os teclados foram blindados).
As duas falhas identificadas pelos peritos da Polícia Federal foram verificadas no grupo que apresentou projeto para extrair conteúdo do sistema, tentar inserir dados na urna e extrair dados de totalização de votos.
“Esta é a quinta edição deste evento, que tem o objetivo de fortalecer o sistema eletrônico de votação, verificar se os recursos implementados na urna atendem as necessidades de segurança. E para correção de eventuais vulnerabilidades que venham a ser detectadas”, afirmou a ministra Rosa Weber, presidente do TSE.
Segundo ela, “é o momento de abertura dos sistemas de segurança ao olhos da comunidade científica, partidos, estudantes, é um chamado para que atuem como hackers a fim de identificar falhas na integridade da urna”. De acordo com a ministra, os testes garantirão eleições seguras em 2020.
O resultado apresentado nesta sexta, que identificou as duas fragilidades, é parcial. O TSE apresentará um balanço definitivo em 10 de dezembro. Técnicos do TSE trabalharão para corrigir as falhas, e uma nova rodada de testes será realizada no ano que vem.

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Preço médio da gasolina sobe para R$ 4,22


Levantamento aponta que valor médio do litro do etanol também avançou na semana; diesel teve queda. Preço da gasolina avançou na semana, diz ANP
Marcelo Brandt/G1
O preço médio da gasolina nos postos brasileiros subiu nesta semana, mostraram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta sexta-feira (29).
O valor do litro da gasolina passou de R$ 4,413 para R$ 4,428, alta de 0,3%. Foi o quinto aumento consecutivo. Nesta semana, a Petrobras elevou o preço do combustível nas refinarias em cerca de 4%.
O preço do etanol também teve alta. O litro passou de R$ 2,980 para R$ 3,005, avanço semanal de 0,8%.
Já o preço do diesel registrou leve queda, segundo o levantamento da ANP. O valor do litro do combustível passou de R$ 3,710 para R$ 3,708, uma queda de 0,1%.
No acumulado deste ano, o preço da gasolina já subiu 1,9%, o do diesel avançou 7,4%, e o etanol teve alta de 6,1%.

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TCU revê decisão que reduziria cobrança nas contas de luz para bancar subsídios

Tribunal acatou embargo apresentado pela Aneel e por ministério. Decisão de maio havia ordenado que subsídio a agricultores e para saneamento deixasse de ser bancado via conta de luz. O Tribunal de Contas da União (TCU) reviu uma decisão tomada em maio que reduziria, a partir de janeiro, a cobrança feita nas contas de luz para bancar subsídios.
Na decisão de maio, o tribunal havia determinado que os consumidores deveriam deixar de pagar, via conta de luz, por subsídios que não estão diretamente relacionados à política tarifária do setor elétrico.
Entre os subsídios que deixariam de ser financiados via conta de luz estão aqueles que beneficiam agricultores que fazem irrigação e empresas de saneamento (distribuição de água e tratamento de esgoto).
De acordo com levantamento do próprio TCU, esses subsídios custaram aos consumidores R$ 17,5 bilhões apenas entre 2013 e 2017.
A retirada de parte da cobrança, portanto, poderia levar a uma redução nas contas de luz a partir de janeiro.
Consumidores reclamam de aumentos na conta de luz
Recurso
A determinação do TCU foi direcionada à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e ao Ministério de Minas e Energia, que apresentaram embargos (uma espécie de recurso) ao tribunal questionando pontos da decisão.
Aneel e ministério apontaram que o TCU não definiu como a agência deveria proceder em relação àqueles que têm direito ao benefício.
Em sessão na última quarta (27), o tribunal reconheceu “omissões e obscuridades” e decidiu rever a determinação feita em maio. Com isso, a Aneel fica desobrigada de retirar a cobrança feita nas contas de luz para financiar os subsídios questionados.
No lugar, o TCU decidiu “informar” ao Ministério de Minas e Energia e à Casa Civil da Presidência que os subsídios “não estão alinhados com a política tarifária do setor elétrico” e que a concessão dos benefícios é “indevida” sem que haja orçamento para cumpri-los na íntegra.
O G1 procurou a Aneel, que informou que não vai comentar a decisão do TCU.
CDE
Os recursos recolhidos via conta de luz para pagar por subsídios vão para a chamada Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).
Em outubro, a Aneel informou que, para 2020, a previsão é de que deve cobrar R$ 20,6 bilhões nas contas de luz para bancar todas as ações e subsídios concedidos pelo governo e que estão ligados à CDE.
Além dos subsídios questionados pelo TCU, esse montante também vai pagar, por exemplo, pelos benefícios concedidos às contas de luz de famílias de baixa renda e pela compra de uma parte do combustível usado em termelétricas que geram a eletricidade em regiões do Norte do país onde a rede nacional de transmissão de energia ainda não chega.

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SUBSTITUTOTCU

Evento realizado no Tribunal de Contas da União (TCU) promoveu o debate sobre os principais entraves e desafios da infraestrutura no Brasil

 SUBSTITUTOTCU

 

Na manhã desta sexta-feira (29), o ministro substituto, Marcelo Sampaio, participou do 3º Fórum Nacional de Controle, realizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), na sede do Instituto Serzedello Corrêa, em Brasília. Com o objetivo de integrar órgãos do Governo Federal para promover ações de controle integradas, compartilhar informações e disseminar boas práticas, o evento teve como principal tema nesta sexta a “Infraestrutura e novos desafios do setor: um panorama da Infraestrutura no Brasil e no mundo”. 

Coordenado pelo ministro do TCU, Augusto Nardes, o evento além de destacar a integração do TCU com Governo Federal, também abordou a integralidade das instituições de controle externo e interno de estados, municípios, das três esferas de poder, por meio de ações de capacitação e controle integradas; elaboração de minutas de legislação sobre governança; compartilhamento de informações; e da disseminação de boas práticas de governança entre os entes federados. 

Sampaio destacou em sua apresentação os principais avanços do Ministério da Infraestrutura na gestão do presidente Jair Bolsonaro e os planos para os próximos três anos. “Estamos criando um ambiente favorável para fazer do Brasil um país seguro, atrativo e desenvolvido”, enfatizou. “Nossa meta, estabelecida pelo presidente, é fomentar o setor e trabalhar para prover a infraestrutura que o Brasil merece”, completou. 

Durante o encontro, o ministro substituto Sampaio enalteceu a nova roupagem do Ministério e compartilhou seu desejo de “dar um choque de modernidade no setor de infraestrutura”. “Estamos renovando o Ministério, criando novas práticas e sistemas”, disse. 

Segundo dados apresentados por Sampaio, historicamente, o Brasil tem investido menos de 2% do PIB em infraestrutura, uma realidade preocupante que compromete o desenvolvimento do país como um todo. “Não há país desenvolvido sem um sistema de transportes efetivo”, garantiu o secretário. Segundo ele, o setor aumenta a eficiência e a competitividade da economia, contribui para a redução das desigualdades regionais e promove a integração nacional.

 

Foto: Alberto Ruy

Assessoria Especial de Comunicação

Ministério da Infraestrutura

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