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COMUNICADO PÚBLICO

Por meio de decisão proferida nos autos de ação civil pública que tramitou no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, comunicamos que as empresas concessionárias de transporte interestadual de passageiros não poderão estabelecer limite de assentos, conforme previsão contida no Decreto nº 3.691/2000, para os usuários do Passe Livre Interestadual para Pessoas com Deficiência, enquanto houver disponibilidade de vagas nos ônibus.

Eventuais descumprimentos à mencionada decisão deverão ser notificados à Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, autarquia especial responsável pela regulação e fiscalização das empresas que operam no transporte interestadual de passageiros.

Veja também:

Parecer 14 2014
Parecer PGR

Referência

Gol anuncia compra de mais 15 jatos da Boeing


Companhia ainda converteu 30 pedidos atuais de aeronaves do modelo MAX 8 para o modelo MAX 10, que tem capacidade maior e custo por assento menor.  Pedido de novos aviões vai aumentar a capacidade de passageiros e diminuir custo por assento, diz Gol
Igor Santorsula / Plane Spotters
A companhia aérea Gol informou nesta segunda-feira (16) que assinou um novo contrato com a americana Boeing para a compra de 15 jatos modelo 737-MAX 8, o que leva o total de pedidos para 135 jatos.
Além disso, a Gol converteu 30 pedidos atuais de aeronaves do modelo MAX 8 para o modelo MAX 10.
“Este novo pedido reforça a estratégia de reduzir custos operacionais, operando uma frota padronizada e uma malha integrada, permitindo que a Gol continue a reduzir as tarifas nas rotas atendidas pela companhia e também adicionar novos destinos”, disse Paulo Kakinoff, presidente da Gol, em comunicado ao mercado.
Segundo a companhia, a troca do 737 MAX 8 pelo 737 MAX 10 irá possibilitar o aumento da capacidade de assentos, com 30 passageiros adicionais em cada voo, e uma vantagem competitiva em custos. De acordo com a Gol, o MAX 10 tem o menor custo por assento “quando comparado com qualquer avião de corredor único disponível no mercado”.
“O aumento da capacidade de assentos por aeronave não apenas reduz os custos do transporte de passageiros, mas também melhora nossa capacidade de distribuir passageiros dentro de nossa grande malha doméstica e crescente malha internacional”, disse Kakinoff.
A Gol recebeu o primeiro 737 MAX 8 no mês passado, dando início a um projeto de renovação de frota que irá continuar até 2028.
Com o anúncio desta segunda-feira, as ações da empresa chegaram a subir 12%.

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Maia defende que Câmara vote projetos da agenda econômica

Na sexta-feira, o índice subiu 0,97%, a 76.594 pontos. A bolsa paulista oscilava ao redor da estabilidade nos primeiros negócios desta segunda-feira (16), em meio a um ambiente externo desfavorável, com queda dos preços do petróleo e fraqueza nas bolsas da Europa e futuros acionários nos Estados Unidos, com notícias corporativas também no radar, destaca a Reuters.
Às 10h25, o Ibovespa caía 0,06%, a 76.4548 pontos. Veja outras cotações.
Na sexta-feira, o índice subiu 0,97%, a 76.594 pontos.

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Indian, Kasinski e Buell: relembre marcas de motos que deixaram o Brasil


Por motivos diversos, fabricantes tiveram idas e vindas no país. Amazonas, Agrale e Sundown foram outra a encerrar vendas. A marca americana Indian acaba de suspender a venda de suas motos no Brasil. Depois de criar a sua filial brasileira em 2015, a empresa controlada pelo grupo Polaris encontrou o mercado em queda de vendas nos últimos anos e não teve o desempenho esperado no país.
Outras fabricantes de motos também passaram por essas idas e vindas no Brasil, como é o caso da clássica Agrale, a extinta Buell e até as brasileiras Kasinski e Sundown. Relembre algumas marcas de motos deixaram o Brasil:
Indian
Indian Scout no Salão Duas Rodas 2017
Fábio Tito/G1
Quando inaugurou suas atividades no país em 2015, a Indian tinha expectativa de fazer do Brasil o seu segundo mercado mais importante no mundo, apenas atrás dos Estados Unidos, sua terra natal.
Em 2017, a empresa já havia interrompido a montagem local em Manaus, passando a trazer as motos apenas por importação. Com poucas unidades emplacadas em 2018, a empresa decidiu por suspender a operação brasileira.
A Indian é uma concorrente direta da Harley-Davidson e tem estilo parecido com seus produtos nas categorias custom e touring. O último modelo lançado no Brasil foi a Scout Bobber no último Salão Duas Rodas.
Nos Estados Unidos e outros países, a Indian continua na ativa e tem mais de 100 anos de vida, ela foi criada em 1901.
Sundown
A Sundown começou atuando no mercado de bicicletas e, em 2003, passou a investir em motocicletas. Sua ascensão foi muita rápida e, em apenas dois anos, assumiu a 3ª posição de vendas, ficando atrás apenas de Honda e Yamaha.
Com produtos de origem chinesa das marcas Qingq e Zongshen, a Sundown tinha uma linha de montagem em Manaus. Entre os modelos de maior sucesso, estavam Hunter 100, Future e Motard 125.
Antiga linha de montagem da Sundown em Manaus
Divulgação
Kasinski
A Kasinski foi uma das marcas de motos brasileiras mais emblemáticas. Criada em 1999 por Abraham Kasinsky, mesmo fundador da empresa de autopeças Cofap, chegou a fazer sucesso principalmente com os modelos Comet.
No início, trabalhava apenas com a linha de modelos de origem sul-coreana da Hyosung. Em 2009, a marca foi vendida para o grupo CR Zongshen, de origem chinesa, mas liderado no Brasil por Claudio Rosa, que já havia trabalhado na Sundown.
Kasinski Comet GT 650
Caio Kenji/G1
Misturando em seu portfólio os modelos da Hyosung, de maior cilindrada, e motos de baixa cilindrada chinesas da Zongshen, a nova montadora tinha fábrica instalada em Manaus e grandes ambições.
Durante o processo, a CR Zongshen também tentou emplacar a venda de motos da marca Flash em redes varejistas, mas a empreitada não vingou.
Em 2012, a CR Zongshen chegou a anunciar que o plano era chegar a 600 mil motos por ano até 2020, mas o objetivo não se concluiu. Apenas dois anos depois, em 2014, a parceria com os chineses foi desfeita e a montadora encerrou suas atividades.
Flash City 150
Divulgação
Buell
A norte-americana Buell é uma das marcas de motos com história mais interessante. O sonho de um ex-engenheiro da Harley de criar motos mais esportivas, algo que não cabia na linha da H-D, levou Erik Buell a desenvolver a própria moto.
Criada nos anos 80, a Buell acabou sendo comprada pela Harley-Davidson em 2003. Em 2005, a marca chegou ao Brasil por meio do Grupo Izzo, que na época representava a empresa no país.
Buell 1190 SX
Divulgação
As motos Buell se destacavam pelo conjunto compacto e soluções tecnológicas um tanto diferenciadas, como o tanque de combustível no chassi. Modelos de destaque foram Lightining e Ulysses.
Em 2009, a Harley-Davidson anunciou o fechamento da marca para focar na própria marca H-D. Anos depois, Eric Buell voltou a produzir motos, mas esses modelos não vieram ao Brasil.
Agrale
A Agrale tem uma longa história como empresa automotiva no Brasil, começando nos anos 60 com a produção de tratores e passando a caminhões na década de 1970.
Nos anos 80 veio a parceria com a italiana Cagiva e chegaram as SXT e Elefant, focadas no segmento off-road e com motores 2 tempos.
Agrale Elefantre
Divulgação
No final dos anos 80, a empresa se mudou do Rio Grande do Sul para Manaus e na década de 1990 vieram novos modelos, como a Elefantré, e também parcerias com a Husqvarna e a MV Agusta. A produção se encerrou em 1997.
Benelli
Tradicional marca italiana, atualmente a Benelli faz parte do grupo chinês Qianjang. Depois de uma passagem pelo país nas mãos do grupo Izzo, a marca anunciou no Salão Duas Rodas 2013 o retorno ao Brasil, juntamente com a Keeway, que faz parte da mesma empresa.
Com um dos maiores estandes daquele evento, a Benelli chegou a anunciar 7 modelos para o Brasil, como BN600 e TREK Amazonas, mas o negócio não engrenou e o projeto foi descontinuado.
Benelli B600 Trail
Raul Zito/G1
Keeway
Como a Benelli, a chinesa Keeway acabou não efetivando o projeto Brasil, que previa montagem das motos em Manaus. Ao contrário da Benelli, a Keeway é focada em produtos de menor cilindrada, como scooters.
Keeway Index 350
Caio Kenji/G1
Amazonas
Que tal usar peças de carro para fazer uma moto? O primeiro protótipo recebeu o nome de Motovolks e carregava motor e câmbio do Fusca. Chamando a atenção, o projeto do final dos anos 70 foi adquirido por um empresário que criou a marca Amazonas e deu início a produção em série.
Era considerada uma das motos mais pesadas do mundo, passando dos 330 kg, e talvez a primeira a ter marcha ré.
AME Amazonas 1600
Divulgação
O modelo evoluiu recebendo motor de Brasília e chegou a ser exportado para outros países e a equipar algumas polícias brasileiras. A empresa se manteve até 1988, quando encerrou a produção.
A Amazonas tentou retornar mais de uma década depois por meio de uma parceria com a chinesa Loncin, mas para atuar no segmento de baixa cilindrada, o que acabou não dando certo.

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PIB da China cresce 6,7% no segundo trimestre de 2018


Índice é 0,2% maior que a meta traçada pelo governo. Cédula chinesa
Thomas White/Reuters
O Produto Interno Bruto (PIB) da China subiu 6,7% no segundo trimestre de 2018, dois décimos acima da meta de crescimento traçada pelo Governo para este ano, anunciou nesta segunda-feira (data local) o Escritório Nacional de Estatísticas.
Este indicador se desacelerou levemente em relação ao crescimento de 6,8% registrado no primeiro trimestre de 2018, algo previsto pelos analistas.

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CPAT disponibiliza 14 oportunidades de emprego com salários de até R$ 1,8 mil


Lista contém cinco vagas para pessoas com deficiência em Campinas e região. CPAT oferece 14 oportunidades de emprego em Campinas (SP) e região
Murillo Gomes/G1
O Centro Público de Apoio ao Trabalhador (CPAT) está com 14 vagas de emprego disponíveis para Campinas (SP) e região. Os salários vão de R$ 1,1 mil à R$ 1.862. A lista traz cinco oportunidades para pessoas com deficiência (PCD).
Todas as vagas exigem experiência de três a seis meses na função. Os interessados devem comparecer pessoalmente a uma das três unidades do CPAT, portando RG, CPF, Carteira de Trabalho e o número do PIS.
O CPAT informa que as vagas estão sujeitas a alterações ao longo do dia. Portanto, confira a página do órgão para mais informações.
Confira as oportunidades
Auxiliar de limpeza (PCD) – 5 vagas
Mecânico de manutenção de empilhadeiras e outros veículos de cargas leves (necessário ter CHN B) – 2 vagas (também valem para PCD)
Recepcionista de hotel (Inglês fluente) – 2 vagas
Auxiliar administrativo (PCD) – 1 vaga
Operador de telemarketing ativo (PCD) – 1 vaga
Subgerente de lanchonete (necessário ter CNH B) – 1 vaga
Auxiliar de manutenção predial (PCD) – 1 vaga
Passador de roupas – 1 vaga
Serviço
Unidade Centro
Avenida Campos Sales, 427 – Centro, Campinas (SP).
Horário de atendimento: Segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h30.
Unidade Ouro Verde
Rua Armando Frederico Renganeschi, 197 – Jardim Cristina.
Horário de atendimento: Segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.
Unidade Campo Grande
Rua Manoel Machado Pereira, 902 (Em frente à Praça da Concórdia).
Horário de atendimento: Segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.
Veja mais oportunidades de emprego da região no G1 Campinas

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Concursos e seleções abertos na Paraíba oferecem mais de 110 vagas de emprego entre 6 e 13 de maio


Entre os editais publicados estão os do concurso do Iphan e do Ministério Público da Paraíba.
Editoria de arte/G1
Cinco editais publicados de concursos e seleções na Paraíba oferecem mais de 70 vagas de emprego nesta semana de 15 a 22 de julho. As vagas são para o Iphan, para o Mecanismo Estadual de Prevenção e Combate a Tortura, para o Ministério Público da Paraíba (MPPB), para professor do Pronatec e para a prefeitura de Salgadinho.
Concurso do Iphan
Vagas: 411, sendo 5 na Paraíba
Níveis: médio e superior
Salários: R$ 3.419,97 e R$ 5.035,29
Prazo de inscrição: até esta segunda-feira (16)
Local de inscrição: site da organizadora Cespe
Taxa de inscrição: R$ 84 (nível médio) e R$ 117 (nível superior)
Provas: 26 de agosto de 2018
Edital do concurso do Iphan
Seleção de membros do Mecanismo Estadual de Prevenção e Combate à Tortura no Estado da Paraíba (MEPCT)
Vagas: 3
Nível: superior
Vencimentos: R$ 2.500
Prazo de inscrição: até sexta-feira (20)
Local de inscrição: sede do Ministério Público Federal (MPF), em João Pessoa
Provas: 13 de agosto de 2018
Edital da seleção para membros do MEPCT
Ministério Público da Paraíba (MPPB) – Procuradoria-Geral de Justiça
Krystine Carneiro/G1
Concurso para promotor substituto do Ministério Público da Paraíba
Vagas: 10
Níveis: superior
Subsídio: R$ 24.818,90
Prazo de inscrição: até 25 de julho de 2018
Local de inscrição: no site da organizadora FCC
Taxa de inscrição: R$ 285
Provas: 2 de setembro de 2018
Edital do concurso do MPPB
Seleção para professor bolsista do Pronatec em presídios
Vagas: 15
Nível: técnico ou superior
Valor da hora aula: R$ 35 (graduação/licenciatura/bacharelado/tecnólogo), R$ 40 (especialização), R$ 45 (mestrado) e R$ 50 (doutorado)
Prazo de inscrição: até 27 de julho de 2018
Local da inscrição: formulário online
Edital da seleção para professor bolsista do Pronatec
Seleção e concurso da prefeitura de Salgadinho
Vagas: 41, sendo seis temporárias
Níveis: fundamental, médio e superior
Salários: R$ 954 a R$ 8 mil
Prazo de inscrição: até 5 de agosto
Local de inscrição: Site da organizadora Funvapi
Taxas de inscrição: R$ 45 (fundamental), R$ 65 (médio) e R$ 100 (superior)
Provas: 16 de setembro
Editais: Processo seletivo e concurso

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PAT de Americana divulga 70 vagas de emprego; 31 são para cargos temporários


Interessados devem cadastrar o currículo no site da Prefeitura. PAT de Americana (SP) divulga 70 vagas de emprego, das quais 31 são para cargos temporários.
Marília Pierre/Arquivo pessoal
O Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) de Americana (SP) está com 70 vagas de emprego disponíveis em várias áreas de atuação. Dessas, 31 são para cargos temporários.
Algumas oportunidades exigem cursos específicos nas áreas. É o caso das vagas para auxiliar de escritório, que pedem curso em segurança do trabalho, química ou meio ambiente; e a chance para instalador de equipamentos, que exige curso de mecatrônica e elétrica.
Confira a lista completa de vagas
Ajudante de obras – 2 vagas
Auxiliar de escritório (temporário) – 1 vaga
Auxiliar de expedição – 1 vaga
Auxiliar de limpeza – 12 vagas
Corretor de imóveis – 5 vagas
Eletricista (necessário ter CNH D) – 5 vagas
Encanador (temporário) – 10 vagas
Instalador de equipamentos – 1 vaga
Manobistra (caminhão) – 1 vaga
Mecânico (temporário) – 10 vagas
Montador de móveis – 1 vaga
Operador de motoserra – 1 vaga
Operador de torno CNC – 1 vaga
Rasteleiro pavimentação – 6 vagas
Rebarbador – 1 vaga
Soldador (temporário) – 10 vagas
Trefilador – 1 vaga
Vendedor (interno) – 1 vaga
Os interessados devem cadastrar o currículo no site da Prefeitura. O PAT fica na Rua Anhanguera, nº 16, no Centro. O atendimento é realizado de segunda a sexta, das 8h ao meio-dia, e das 13h às 16h.
Veja mais oportunidades na região no G1 Campinas

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Pesquisa mostra aumento da presença de mulheres e negros em campanhas publicitárias

Número de homens negros em comerciais passou de 1% para 11%; entre mulheres negras, participação subiu de 4% para 16%. Brancos ainda são maioria, com 75% entre homens e 73% entre mulheres. Pesquisa mostra aumento da presença de mulheres e negros em campanhas publicitárias
Uma pesquisa feita pela agência Heads mostra o aumento da presença de mulheres, negros e minorias em campanhas de publicidade no Brasil. O percentual, porém, ainda é pequeno comparado à participação deles na população.
O estudo mostra que a publicidade tem se esforçado para se adaptar a mudanças e deixar de lado estereótipos, como mulheres em comerciais de produtos de limpeza e homens sempre no papel de profissionais bem-sucedidos.
O estudo é feito há três anos, a cada seis meses. Nesta edição, foram analisados 1.822 comerciais de TV.
Comparando os resultados com os de pesquisas anteriores, algumas mudanças aparecem. Por exemplo: na primeira pesquisa, apenas 1% dos homens negros era protagonista das histórias. O número subiu para 11%. Entre as mulheres, a participação de negras passou de 4% para 16%.
Os brancos ainda são maioria. Entre os homens, 75%. E entre as mulheres, 73%. Outras etnias representam 11% entre as mulheres e 14% entre os homens.
A conclusão é que há uma evolução, mas ainda bem longe do que se espera. “A gente vê mais diversidade, a gente vê mais situações empoderadoras, mas o que a gente vem percebendo é que essas mudanças não vêm acontecendo na velocidade que se espera. E na velocidade que essas discussões estão acontecendo na sociedade”, explica Bel Aquino, responsável pela pesquisa.
“Falta muito ainda para o mercado publicitário crescer e amadurecer, mas até aqui estamos satisfeitos porque os modelos começam a trabalhar e começam acreditar que fazem parte desse negócio”, acrescenta Helder Dias Araújo, dono da HDA Models.
Os dados também mostram que não há mais a ditadura do cabelo liso e escorrido nas propagandas. Em 65% dos comerciais pesquisados, as mulheres têm cabelos naturais: ondulados, cacheados ou crespos.
“As pessoas olham para mim e veem meu cabelo e falam: nossa, é moda. O seu cabelo está na moda, está todo mundo usando. Não, não é moda. Eu me aceitei assim. As pessoas têm que se aceitar. As pessoas têm que ver quem elas são e elas estão escondendo isso. É a coisa mais linda que existe e as pessoas estão camuflando”, afirma a modelo Débora Rodrigues da Silva Oliveira.

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'Você não presta para nada': a rotina de estresse, xingamentos e pressão dos atendentes de telemarketing


Trabalho envolve ouvir reclamações e até ameaças – tudo isso com tempo cronometrado para resolver o problema do cliente, ir ao banheiro e fazer refeições. Atendentes de telemarketing trabalham 6h20 por dia, têm pausas cronometradas e apenas 20 minutos para refeição
Professional Images/Creative Commons
Imagine um emprego em que sua função é passar o dia todo ao telefone. Não é exagero, é o dia todo mesmo, com direito a apenas uma pausa de 20 minutos para a refeição e outras duas de 10 minutos cronometradas – assim como as idas ao banheiro.
Do outro lado da linha, estão clientes irritados pelos problemas causados por uma empresa da qual muitas vezes você não é funcionário e sobre a qual não tem qualquer responsabilidade. No entanto, naquela ligação, é você quem personifica todos os erros e os defeitos dela e, por causa disso, acaba sendo o alvo da ira de todos aqueles consumidores insatisfeitos.
Os xingamentos vão desde “burro”, “incompetente”e “ignorante” a até “você não presta para nada, por isso nunca vai deixar de ser operador de telemarketing”. Desligar o telefone não é uma opção, então a única alternativa é escutar os insultos calado. E não dá tempo de respirar. Enquanto você tenta esquecer as ofensas que acabou de ouvir, o telefone toca de novo, e é preciso disfarçar rapidamente e dizer com a voz simpática: “Bom dia, senhor, em que posso ajudar?”.
Esse é o dia a dia de mais de um milhão de trabalhadores brasileiros que atuam como operadores de telemarketing, recebendo todas as reclamações dos serviços de atendimento ao consumidor das empresas no país e também ligando para possíveis futuros clientes para oferecer serviços – que, muitas vezes, não são desejados.
O profissional dessa área é frequentemente tachado de “chato” e “odiado” pelas pessoas. Mas, se a realidade é difícil para quem precisa de seus serviços, pode ser ainda pior para quem vive na pele essa rotina. A média de ligações diárias costuma ultrapassar as centenas (cerca de 300 nas 6 horas que trabalham conectados) – enquanto a média salarial dificilmente ultrapassa um salário mínimo, com algumas remunerações variáveis a depender das metas a serem batidas.
A profissão é comum principalmente entre os jovens e é considerada porta de entrada para o mercado de trabalho para boa parte deles. Para exercer a função, os interessados costumam passar por alguns dias (às vezes semanas) de treinamentos que variam entre aulas de português e de boas maneiras e uma parte específica sobre os procedimentos da empresa que irão atender. Em geral, sobram protocolos para eles cumprirem e frases padrão para repetirem.
Essa repetição, inclusive, é um dos fatores que contribuem para o nível de estresse na profissão. O fato de não terem autonomia para resolver alguns problemas faz com que os clientes se irritem mais e, consequentemente, descontem nos atendentes.
Diante desse cenário, o número de doenças diagnosticadas em pessoas que exercem essa função é crescente. Somente na Região Metropolitana de São Paulo, de acordo com dados do Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing (Sintratel), existem aproximadamente 100 mil profissionais nesse segmento.
Dados do sindicato relacionados a doenças do trabalho apontam que 36% sofrem de lesão por esforço repetitivo (LER), 30% de transtornos psíquicos e 25% apresentam alguma perda auditiva ou de voz.
O diretor-executivo do Sindicato Paulista das Empresas de Telemarketing (Sintelmark), Stan Braz, diz que os dados de trabalhadores doentes por causa da profissão foram inflados pelo sindicato dos trabalhadores.
“Esses casos ocorrem, mas não chega a 10% do total de funcionários, senão ninguém estaria trabalhando. As empresas seguem à risca as normas que regulamentam a profissão para evitar esses casos. Elas respeitam os períodos de descanso, relaxamento e boa parte ainda oferece ginástica laboral e massagem durante o expediente”, afirma.
Segundo ele, a maior parte dos casos de problemas psicológicos e auditivos dos funcionários são causados por problemas externos às empresas de telemarketing.
“Nós estamos vivendo um momento de pressão social e econômica que abala todo mundo e isso prejudica. Já a perda de voz e auditiva é explicada em grande parte porque você vê a molecada com fone de ouvido o dia inteiro na rua com o volume alto e claro que isso influencia”, diz o diretor-executivo do sindicato que representa as empresas.
No caso de Nicole*, os sinais do estresse e da depressão começaram a aparecer nos sonhos – ou melhor, pesadelos. “Eu dormia perto da minha mãe, e ela me disse: você está conversando com o cliente enquanto dorme. Eu não acreditava, mas uma vez vi a minha irmã, que também era atendente de telemarketing, sonhando. Ela dizia: ‘Senhor, o senhor não pode pagar isso aqui’. E aí comecei a responder e ela continuava. Nessa hora percebi que também era real comigo”, contou.
“Eu tinha pesadelo com meta, sonhava que seria mandada embora, sonhava que meu supervisor era um monstro que me perseguia para eu bater a meta. No fim, eu já não conseguia nem dormir, ficava pensando no inferno que seria o dia seguinte.”
Cristiana* não chegou a notar pesadelos, mas sofria com insônia. Até que um dia o estresse chegou a tal nível que ela teve uma crise enquanto estava no trabalho. “Eu estava falando com cliente e falei para o meu amigo do lado: estou passando mal, acho que vou morrer. Larguei o telefone e nem sequer conseguia sair da cadeira”, relatou.
“Passei mal assim duas vezes. Descobri que estava com síndrome do pânico, o médico me afastou e até hoje eu tomo remédio por causa disso.”
As doenças psíquicas não são as únicas que aparecem em decorrência da profissão. Renan, por exemplo, trabalhou por dois anos como operador de telemarketing e perdeu 30% da audição. “Tive uma crise de pânico, fui afastado e aí comecei a perceber a perda auditiva. Agora foi constatado que minha audição de um ouvido está prejudicada”, disse.
“O jeito de organizar o trabalho do operador de telemarketing é o grande problema. Essa vigilância constante do trabalhador em relação ao tempo das ligações, por exemplo, é um dos fatores do acúmulo do estresse. E aí acaba que você coloca pessoas sadias e jovens nesse mercado para depois ter uma grande quantidade de adoecidos”, explicou o médico do trabalho e mestre em Saúde Pública pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Airton Marinho à BBC News Brasil.
“Ninguém fica mais do que um ano e meio nessas empresas. Como atendente, é raro ter alguém com mais do que esse tempo. As pessoas são tratadas como substituíveis, as empresas já contam com isso, trabalham com meta de rotatividade de 12% ao mês.”
Tempo cronometrado e pressão por metas
A rotina cronometrada, com até mesmo as idas ao banheiro sendo “controladas”, é um dos fatores que contribuem para o estresse do atendente de telemarketing.
A jornada de trabalho deles é menor do que a de outras profissões (são “apenas” 6h20), mas dentro desse tempo há apenas 20 minutos reservados para uma refeição e outros 20 (separados em dois tempos de 10 minutos cada) para uma pausa nas ligações.
As idas ao banheiro, em teoria, são livres, mas a reportagem ouviu relatos de lugares que também limitavam as necessidades fisiológicas em uma pausa de 5 minutos.
Quando sentiam a vontade apertar, eles precisavam apertar o botão para solicitar a pausa – assim, não receberiam ligações por aquele momento – e corriam para o banheiro. Na volta, o cronômetro marcava quanto tempo foi “desperdiçado”. Quanto menos tempo conectado e recebendo ligações, mais a nota de avaliação do funcionário baixava – e, com isso, menos chances ele tinha de conseguir uma possível mudança de cargo.
“Eram cinco minutos totais para ir ao banheiro. Isso incluindo o tempo de andar até lá, esperar se tivesse fila. Isso botava uma pressão imensa. O supervisor estava lá monitorando e ia reclamar se você demorasse mais”, relatou Flávia*.
“A gente tinha de engolir a comida também, porque até ir ao refeitório, conseguir vaga no micro-ondas, etc., sobrava no máximo dez minutos para comer.”
O cronômetro também pressiona o tempo das ligações. O padrão que costuma ser exigido pelas empresas para os SACs é de três a quatros minutos para resolver o problema do cliente – e, muitas vezes, para aproveitar a chance e tentar vender para ele um novo serviço. Se você demora muito mais do que isso em uma ligação, acaba sendo questionado pelos supervisores.
“Eles já passam atrás da sua mesa e fazem sinal para você encerrar quando está demorando muito. Eram quatro minutos para atender, tirar a dúvida do cliente, entrar na conta pra ver se ele tinha alguma pendência e ainda ofertar um serviço para fazer uma venda. E se você batesse a meta de vendas, mas não batesse a meta de tempo da ligação, você não ganhava o bônus”, disse Renan*, que trabalhou como operador de telemarketing em um banco.
As metas, inclusive, são o grande pesadelo de quem trabalha nessa área. Quando não são batidas, geram a pressão por um melhor desempenho, e quando são batidas, geram outras metas ainda mais ousadas.
“O melhor ano que eu produzi, antes de ficar doente, eu batia todas as metas, aí ganhei uma viagem da empresa, pensei: finalmente estão me reconhecendo. Só que se você começa a se destacar naquilo, eles começam a jogar a responsabilidade em você. Eles aumentam sua meta, porque se outros não batem, você tem que bater, etc.”, contou Cristiana*.
“Eu cheguei a passar em um processo seletivo para outra vaga dentro da empresa, e meu chefe não me deixou ir porque eu vendia bem.”
O pesadelo de um cancelamento
Todo mundo que já precisou cancelar uma assinatura ou um plano de telefonia móvel, por exemplo, sabe o quão árdua essa tarefa é. E não é coincidência: algumas empresas orientam os atendentes a não permitirem de maneira alguma um cancelamento. É o que se chama de “política de retenção do cliente”.
Segundo operadores ouvidos pela reportagem, a empresa normalmente tem um protocolo de cerca de dez itens para você oferecer ao cliente antes de permitir que ele cancele o plano. A chance de a ligação cair nesse meio tempo é grande. E quando isso não acontece, há ainda uma outra forma de impedir o cancelamento.
“Eu passei por todos os itens, e o cliente quis cancelar. Aí precisava marcar a visita técnica para retirar o aparelho, só que não havia data disponível naquela semana para isso. Aí me orientaram a agendar mesmo em um dia em que sabíamos que não teríamos técnicos disponíveis só para a visita não acontecer e o cliente ter que ligar de novo para cancelar o serviço”, afirmou Nicole*.
A reportagem visitou um call center em São Paulo, que reconheceu que algumas empresas adotam essa prática. No entanto, os responsáveis pelo serviço afirmaram que costumam aconselhar essas companhias de que esse comportamento pode ser nocivo à reputação delas.
“A gente tenta falar com nossos clientes (empresas) que hoje o que vale mais é um atendimento efetivo e mais humanizado, sem tanta formalidade. Algumas acatam isso, outras ainda estão presas ao velho modelo”, afirmou um dos diretores do call center.
No local, havia sala para uma massagem rápida e uma decoração especial de futebol para os funcionários entrarem no clima de Copa.
“Nós tentamos proporcionar o melhor ambiente possível, porque é uma profissão estressante. E o atendente que não está bem consigo, não conseguirá fazer um bom atendimento.”
Os operadores entrevistados pela BBC News Brasil acreditam, porém, que a estratégia mais eficiente para melhorar a rotina deles seria diminuir a pressão do trabalho e “desengessar” o atendimento, dando mais autonomia a eles na hora de falar com os clientes.
Alguns estão afastados da profissão por causa de problemas médicos ou porque escolheram outros caminhos, mas levaram dos tempos “na profissão mais odiada do mundo” uma “lição humana”.
“Acho que a lição que ficou é humana, é isso de tentar entender o outro lado. Toda vez que alguém me liga tentando vender alguma coisa, eu tento entender que tem tudo isso por trás. De sistema, o tempo, a meta. Então tento sempre ser educada, porque uma grosseria ali é o que pode acabar com o dia da pessoa”, concluiu Flávia.

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