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'Motorista virtual' da Waymo já dirigiu mais de 12 milhões de quilômetros


‘Estamos criando o motorista mais experiente do mundo’, diz o presidente da empresa que faz parte do mesmo grupo do Google. Veículo autônomo da Waymo em testes nos EUA
Heather Somerville/Reuters
Os carros autônomos da Waymo, empresa que faz parte do grupo Alphabet do Google, estão cada dia mais “experientes”. Segundo o presidente da empresa, John Krafcik, o sistema de direção já completou mais de 8 milhões de milhas (cerca de 12,8 mihões de km) percorridas nas ruas desde 2009, quando o projeto começou.
No entanto, o mais impressionante é que o “aprendizado” acelerou muito nos últimos meses. Em novembro de 2017, a Waymo contabilizava 4 milhões de milhas (6,4 milhões de km) percorridas e dobrou a distância em apenas 8 meses.
“Estamos criando o motorista mais experiente do mundo’, disse Krafcik.
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Isso quer dizer que atualmente os carros sem motorista da Waymo percorrem diariamente algo em torno de 40 mil km.
A maioria destes testes ocorrem nos Estados Unidos, com pessoas comuns a bordo de modelos Chrysler Pacifica, mas a empresa começou a receber também agora unidades do Jaguar I-Pace com seu sistema autônomo.
Todas as informações coletadas alimentam um mesmo sistema de inteligência artificial, que é usado em todos os carros.
Jaguar I-Pace será veículo autônomo da Waymo, do Google
Brendan McDermid/Reuters
A corrida do autônomo
Diversas empresas estão desenvolvendo sistemas de condução sem motorista. Além da Waymo, a Uber também faz testes em ruas públicas, mas não sem percalços.
Em março, um veículo autônomo da Uber atropelou e matou uma mulher nos EUA. Dois meses depois, um carro da Waymo foi atingido por outro veículo.
Fabricantes de veículos também estão de olho neste novo mercado, e a Apple também tem um projeto em andamento.
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Maia defende que Câmara vote projetos da agenda econômica

Na sexta-feira, índice subiu 1,4%, a 78.571 pontos. A bolsa paulista opera sem um rumo definido nesta segunda-feira (23), tendo como pano de fundo um quadro misto no mercado internacional e com o mercado ainda atento ao cenário político nacional, repercutindo desdobramentos das primeiras convenções partidárias, e na expectativa de novos resultados de empresas.
Às 10h18, o Ibovespa recuava 0,12%, a 78.478 pontos. Veja mais cotações.
Na sexta-feira, o principal índice de ações da bolsa brasileira avançou, apoiando-se nas ações de bancos, enquanto os investidores acompanharam de perto as articulações no cenário político local. O Ibovespa subiu 1,4%, a 78.571 pontos. Na semana, acumulou alta de 2,61%.

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Concursos na Paraíba oferecem mais de 70 vagas de emprego entre os dias 28 de maio e 3 de junho


Entre os editais publicados estão os do concursos do Ministério Público da Paraíba e da prefeitura de Patos.
Arte/G1
Cinco editais publicados de concursos e seleções na Paraíba oferecem mais de 360 vagas de emprego nesta semana de 22 a 29 de julho. As vagas são para professor do Pronatec em presídos, para o Ministério Público da Paraíba (MPPB) e para as prefeituras de Patos e Salgadinho.
Concurso para promotor substituto do Ministério Público da Paraíba
Vagas: 10
Níveis: superior
Subsídio: R$ 24.818,90
Prazo de inscrição: até quarta-feira (25)
Local de inscrição: no site da organizadora FCC
Taxa de inscrição: R$ 285
Provas: 2 de setembro de 2018
Edital do concurso do MPPB
Seleção para professor bolsista do Pronatec em presídios
Vagas: 15
Nível: técnico ou superior
Valor da hora aula: R$ 35 (graduação/licenciatura/bacharelado/tecnólogo), R$ 40 (especialização), R$ 45 (mestrado) e R$ 50 (doutorado)
Prazo de inscrição: até sexta-feira (27)
Local da inscrição: formulário online
Edital da seleção para professor bolsista do Pronatec
Concurso da Prefeitura de Patos
Vagas: 298
Níveis: fundamental, médio e superior
Salários: R$ 954 a R$ 2,5 mil
Prazo de inscrição: 30 de julho a 2 de setembro
Local de inscrição: site da organizadora, Educa PB
Taxa de inscrição: R$ 40 (nível fundamental), R$ 50 (médio) e R$ 80 (superior)
Provas: 21 de outubro de 2018
Edital do concurso da Prefeitura de Patos
Seleção e concurso da prefeitura de Salgadinho
Vagas: 41, sendo seis temporárias
Níveis: fundamental, médio e superior
Salários: R$ 954 a R$ 8 mil
Prazo de inscrição: até 5 de agosto
Local de inscrição: site da organizadora Funvapi
Taxas de inscrição: R$ 45 (fundamental), R$ 65 (médio) e R$ 100 (superior)
Provas: 16 de setembro
Editais: processo seletivo e concurso

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Possível 'protótipo' de vírus de macOS é descoberto após dois anos


Analistas de vírus da fabricante de antivírus Kaspersky Lab publicaram uma análise detalhando o funcionamento de uma praga digital chamada Calisto que ataca computadores da Apple, como MacBooks e iMacs. Códigos maliciosos que miram sistemas da Apple já não são comuns, mas essa praga tem mais uma particularidade: ela ficou quase dois anos sem ser detectada por antivírus.
No caso do Calisto, permanecer “invisível” não foi uma façanha tão grande quanto parece. Embora o arquivo tenha sido enviado ao site VirusTotal — uma página que analisa um arquivo em diversos antivírus –, os analistas Mikhail Kuzin e Sergey Zelensky, da Kaspersky Lab, teorizam que o Calisto pode ser um “protótipo”, uma etapa na criação do vírus que mais tarde seria a praga digital Proton, e que ele talvez nunca tenha sido usado na prática.
O Proton é o vírus que foi distribuído em downloads oficiais do Handbrake em 2017. Tanto o Proton como o Calisto buscam ceder o controle total do sistema contaminado ao hacker responsável pelo vírus e roubar dados, principalmente senhas.
Na versão analisada pelos especialistas, o Calisto tenta se disfarçar de um antivírus. Para isso, ele copia o visual da instalação do antivírus da Intego. A mesma prática já foi observada também no Proton, quando não foi distribuído em instaladores oficiais, copiou a instalação do antivírus da Symantec.
Instalador falso do Calisto (esq.) e instalador oficial do antivírus da Intego
Kaspersky Lab
O objetivo de se disfarçar de um instalador é convencer a vítima a digitar a senha de administração (“root”) do macOS — um procedimento normal para instalar programas, mas que permite à praga obter o controle total da máquina. Caso a vítima faça isso, o vírus exibe uma mensagem de erro e sugere que o antivírus seja novamente baixado do site oficial.
Depois disso, porém, nem tudo funciona como devia. Caso o sistema possua a Proteção da Integridade do Sistema, um recurso disponível desde sistema “El Capitan”, lançado em 2015, o vírus simplesmente encontra um erro e finaliza a própria execução, sem conseguir contaminar o computador. Esse comportamento aponta que, embora o arquivo do vírus tenha sido avistado em 2016, é possível que a praga já estava em desenvolvimento um ano antes, quando os sistemas da Apple ainda não tinham essa proteção.
Segundo os analistas da Kaspersky Lab, muitos usuários de macOS ainda desabilitam a proteção de integridade, mas essa prática é “categoricamente desaconselhada” por eles.
Quando funciona corretamente, seja porque a proteção de integridade não existe ou porque foi desativada, o vírus é capaz de roubar informações do sistema, incluindo dados dos navegadores Google Chrome e Safari, dados sobre a conexão de rede e senhas digitadas.
O Calisto possui ainda funções que não foram finalizadas e que não estão presentes nas versões conhecidas do Proton. Por isso, existe ainda a possibilidade de que as duas pragas digitais não tenham relação entre si.
Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com
Selo Altieres Rohr
Ilustração: G1

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WhatsApp: como saber se a conta foi clonada? 


Se você tem alguma dúvida sobre tecnologia, utilize o espaço para comentários abaixo e escreva sua pergunta. Whatsapp: Ronaldo Prass explica que quando uma conta é clonada, não pode funcionar em mais de um aparelho
Reuters
Se você tem alguma dúvida sobre tecnologia, utilize o espaço para comentários abaixo e escreva sua pergunta.
Como saber se a conta do WhatsApp foi clonada?
Oi, Ronaldo! Eu estou desconfiada que o meu WhatsApp foi clonado. Existe alguma maneira de eu me certificar disso? Karina
Olá, Karina! Em todos os casos em que houve a clonagem de contas do WhatsApp, foi necessário habilitar a linha de celular num novo chip para fazer a configuração no celular dos golpistas. Quando isso acontece, o chip antigo deixa de funcionar e o WhatsApp não permite que uma conta seja usada simultaneamente em aparelhos diferentes. E por esse motivo, se a sua conta tivesse sido alvo de clonagem, ela teria deixado de funcionar no seu aparelho. Uma dica de segurança é habilitar a verificação em duas etapas e cadastrar uma conta de e-mail para a recuperação do PIN de segurança.
É possível obter a localização do celular através do número de IMEI?
Oi, Ronaldo! O meu irmão perdeu o celular e eu gostaria de obter a localização do aparelho para tentar recuperá-lo através do número de IMEI. Como devo proceder? Carla
Olá, Carla! O número de IMEI serve para que a operadora de telefonia possa identificar o aparelho na rede, mas isso não significa que será possível obter a sua localização. Quando um aparelho é perdido, a sua localização pode ser obtida através de apps de terceiros e localizador do Google. Mas é um mecanismo que pode ser facilmente removido, principalmente em versões mais antigas do Android.
É possível recuperar arquivos do celular após um hard reset?
Eu fiz um hard reset antes de vender o meu celular, existe o risco do comprador recuperar os arquivos da memória do aparelho? Mateus
Olá, Mateus! A recuperação de arquivos apagados é um processo complexo, e requer conhecimento avançado para a sua realização com êxito. Em teoria, seria possível recuperar parcialmente os seus arquivos, mas não seria fácil e barato realizar esse procedimento.
Selo Ronaldo Prass
Ilustração: G1

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Começa a colheita do algodão em Mato Grosso

Estado é o maior produtor do país. A previsão é de uma boa safra. Maior produtor do país começa a colheita de algodão
Começou a colheita do algodão em Mato Grosso, o maior produtor do país. A previsão é de uma boa safra. Em Campo Verde, no sudeste do estado, o agricultor André Maraschin investiu mais na safra para controlar o bicudo – a principal praga dos algodoeiros. No ciclo passado, o produtor fez 17 aplicações de defensivos em uma área de 320 hectares. Este ano foram necessárias sete pulverizações a mais.
O bicudo é um besouro que surge principalmente quando os primeiros botões florais estão em formação. O inseto costuma fazer furos nas maçãs do algodoeiro, onde deposita os ovos. As larvas que vão nascer se alimentam e destroem as maçãs.
Embora o inseto tenha provocado custos maiores na lavoura, Maraschin diz que o investimento compensou. Nesta safra, a produtividade está maior.
A estimativa é de que o estado produza mais de 1,3 milhão de toneladas de pluma – 22% a mais do que na safra passada.
Em outra fazenda, em Primavera do Leste, o agricultor Valmir Aquino espera colher cerca de 125 arrobas de algodão em pluma por hectare – 5% a mais do que na última safra. “A chuva cortou exatamente no momento que começou a abrir os primeiros capulhos. Não tivemos capulho com chuva. Quase não tivemos apodrecimentos. Conseguimos ter uma planta toda bem formada”, explica.
A arroba do algodão está valendo R$ 106. Na mesma época do ano passado era vendida por R$ 78.

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Maia defende que Câmara vote projetos da agenda econômica

A empresa de segurança Sucuri alertou que invasores digitais estão aperfeiçoando um velho truque usado para esconder códigos maliciosos: ocultar o programa dentro dos chamados metadados de imagens. A novidade, conforme observou a Sucuri, é que as fotos são hospedadas nos servidores do Google, provavelmente no serviço Blogger, que abriga blogs de forma gratuita.
As imagens não são capazes de infectar o computador ao serem visualizadas, porque elas não exploram nenhum tipo de vulnerabilidade. Em vez disso, o objetivo dos criminosos é esconder a presença dos códigos maliciosos em arquivos confiáveis e em um local confiável. Os metadados da imagem, que abrigam o código malicioso, não criam nenhuma diferença visual na imagem e estão codificados. Dessa forma, a imagem parece completamente normal e inofensiva ao ser aberta no navegador ou visualizada em um editor de imagens.
No entanto, quando corretamente processada, a imagem se transforma em um novo componente malicioso que pode ser usado em um ataque.
Imagens são arquivos confiáveis, por serem normalmente inofensivos, e os servidores do Google também são considerados confiáveis. Isso reduz a chance de que o download seja bloqueado ou que uma anomalia seja detectada após o início de uma invasão.
Um truque muito semelhante foi usado pelo vírus VPNFilter, que rendeu um alerta do FBI. O VPNFilter ataca roteadores e não tem relação com o novo caso descrito pela Sucuri, exceto por ambos esconderem códigos maliciosos em arquivos de imagem. O VPNFilter também não utilizava o armazenamento no Google.
Os arquivos de imagens são baixados depois que os invasores já conseguiram atacar um sistema, normalmente um servidor web (um computador, que normalmente pertence a uma empresa, que abriga páginas de internet). O código permite que os hackers executem comandos no servidor invadido, o que pode viabilizar o roubo de dados ou contaminar os sites com códigos para atacar os visitantes.
Como as imagens maliciosas são arquivos válidos, serviços que abrigam imagens precisam ter cuidado e adotar novas políticas que permitam que esses arquivos sejam denunciados. No momento, existem procedimentos para remover imagens com conteúdo inadequado ou ilícito, mas a análise feita após a denúncia normalmente não inclui os metadados da imagem — que é onde o código malicioso fica armazenado.
Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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Deveríamos dedicar menos tempo ao trabalho? Conheça os malefícios de exagerar na jornada


Pessoas que tiram menos de dez dias de férias por ano têm mais chances de receber um aumento ou bônus em três anos, de acordo com pesquisa. Por lei, todo país da União Europeia tem pelo menos quatro semanas de férias pagas, e a Itália tem dez feriados adicionais
Getty Images
Quando me mudei de Washington para Roma, uma cena me marcou mais do que qualquer basílica romana: a de pessoas sem fazer nada.
Eu costumava ver idosas na janela observando pessoas passarem ou famílias em passeios noturnos parando de vez em quando para cumprimentar amigos. Até a vida de escritório era diferente. Esqueça o sanduíche do lado do computador. Na hora do almoço, restaurantes ficam lotados de trabalhadores fazendo uma refeição decente.
Desde o século 17, já se fala no estereótipo da “preguiça” italiana. E esta não é a história toda. Os mesmos que dirigiam para casa em scooters na hora no almoço voltavam ao escritório para trabalhar até às 20h.
Mesmo assim, a aparente crença no equilíbrio entre trabalho duro e il dolce far niente, ou “a doçura de não se fazer nada”, sempre me intrigou. Até porque não fazer nada soa como o oposto de ser produtivo. E produtividade, seja criativa, intelectual ou industrial, é a principal forma de se usar o tempo.
Mas à medida que preenchemos nossos dias com mais e mais afazeres, muitos de nós estamos descobrindo que a atividade ininterrupta não é o ápice da produtividade. É sua adversária.
Pesquisadores estão notando que o trabalho após uma jornada de 14 horas não é apenas de pior qualidade, mas que esse padrão está prejudicando a criatividade e a cognição. Ao longo do tempo, isso pode nos deixar fisicamente doentes – e, ironicamente, fazer-nos sentir que não temos propósito.
Pense no trabalho mental como fazer flexões, diz Josh Davis, autor de Two Awesome Hours (Duas horas incríveis, em tradução livre). Digamos que você queira fazer dez mil repetições. A maneira mais “eficiente” seria fazer todas de uma vez, sem intervalo. Mas sabemos instintivamente que isso é impossível. Em vez disso, se fizéssemos apenas algumas flexões intercaladas com outras atividades durante algumas semanas, chegar a dez mil seria mais viável.
“O cérebro é como um músculo nesse caso”, escreve Davis. “Se estabelecermos as condições inadequadas com trabalho constante, vamos realizar pouco. Mas se estabelecermos as condições certas, provavelmente não há quase nada que não possamos fazer”.
Fazer ou morrer
Muitos de nós, no entanto, não costumam entender nossos cérebros como músculos, mas como um computador: uma máquina capaz trabalhar constantemente. Isso não é apenas falso, mas se forçar a trabalhar por horas sem descanso pode ser prejudicial, dizem especialistas.
Um estudo descobriu que um empresário que tirava menos folgas na meia-idade tinha mais chances de morrer mais cedo e ter uma saúde pior quando envelhecia
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“A ideia de que você consegue estender indefinidamente o seu tempo de foco e produtividade a esses limites arbitrários está errado. É autodestrutivo”, diz o cientista Andrew Smart, autor de Autopilot (Piloto automático, em tradução livre). “Se você produz constantemente essa dívida cognitiva, quando sua fisiologia diz ‘preciso de uma pausa’ e você continua forçando-a, então você vai ter essa resposta de estresse crônico – e, com o tempo, isto é bastante perigoso”.
Uma metanálise descobriu que trabalhar por muitas horas aumenta o risco de doença cardíaca em 40% – quase tanto quanto fumar (50%). Outro estudo mostrou que pessoas que trabalhavam muito tinham um risco bem maior de derrame. E mais um apontou que os que trabalhavam mais de 11 horas por dia tinham 2,5 vezes mais chances de episódios depressivos do que os que trabalhavam sete ou oito.
No Japão, isso levou a uma tendência preocupante conhecida como karoshi – ou morte por trabalho excessivo.
Será que significa que você deveria tirar férias mais longas? Provavelmente sim. Um estudo com empresários de Helsinque, capital da Finlândia, mostrou que, ao longo de 26 anos, executivos e empresários que tiravam menos férias na meia-idade tinham mais chances de morrer mais cedo ou ter piores condições de saúde na velhice.
Estudo americano descobriu que pessoas que tiram menos de dez dias de férias por ano têm mais chances de receber um aumento.
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As férias também podem valer a pena financeiramente. Um estudo com mais de 5 mil trabalhadores americanos descobriu que pessoas que tiram menos de dez dias de férias por ano têm uma em três chances de receber um aumento ou bônus em três anos. E as que tiravam mais de dez? Duas em três chances.
Obsessão por produtividade
É fácil pensar que eficiência e produtividade são uma obsessão nova. Mas o filósofo Bertrand Russell discordaria disso.
“Será dito que, embora um pouco de lazer seja agradável, os homens não saberiam como preencher seus dias se tivessem apenas quatro horas de trabalho das 24 (do dia)”, escreveu Russell em 1932, acrescentando que “isso não teria sido verdade em qualquer período anterior. Antes havia uma capacidade de despreocupação e diversão que foi de certa forma inibida pelo culto da eficiência. O homem moderno pensa que tudo deve ser feito para o bem de outra coisa, e nunca para o seu próprio bem”.
Dito isso, algumas das pessoas mais criativas e produtivas perceberam a importância de se fazer menos. Elas tinham uma forte ética de trabalho – mas também permaneceram dedicadas a descansar e se divertir. “Trabalhe numa tarefa por vez até acabá-la”, escreveu o artista e escritor Henry Miller em seus 11 mandamentos para escrever. “Pare no horário determinado!… Continue a ser um humano! Veja pessoas, vá a lugares, beba se você quiser”.
Até mesmo um dos nomes mais importantes dos EUA e um modelo de trabalho duro, Benjamin Franklin, devotou tempo à ociosidade. Ele tirava duas horas de almoço por dia, tinha noites livres e dormia bem.
Em vez de trabalhar ininterruptamente em sua carreira como dono de tipografia – o que pagava suas contas -, Franklin usava “grande parte do tempo” em hobbies e socialização. “De fato, os mesmos interesses que o tiravam de sua profissão levaram-no a conhecer muitas coisas maravilhosas pelas quais ele é conhecido, como inventar o fogão de Franklin e o pára-raios”, escreveu Davis.
Até em nível global, não há uma correlação clara entre a produtividade do país e a média de horas trabalhadas. Com uma jornada de 38,6 horas por semana, por exemplo, o empregado americano médio trabalha 4,6 horas a mais que um norueguês. Mas pelo PIB, os trabalhadores noruegueses contribuem o equivalente a US$ 78,70 (R$ 291) por hora – comparado com US$ 69,60 (R$ 257) dos americanos.
E a Itália, o berço de il dolce far niente? Com uma média de 35,5 horas de trabalho por semana, ela produz quase 40% mais por hora do que a Turquia, onde as pessoas trabalham uma média de 47,9 horas por semana. Ela se aproxima até do Reino Unido, onde as pessoas trabalham 36,5 horas. Todos os intervalos para o café, ao que parece, não são ruins.
Onda cerebral
Hoje temos oito horas de trabalho por dia porque as empresas descobriram que cortar algumas horas da jornada tem um efeito reverso ao esperado: aumenta a produtividade. Na Revolução Industrial, era comum trabalhar por dez a 16 horas por dia. A fabricante de automóveis Ford foi a primeira a experimentar um turno de oito horas – e notou que os trabalhadores eram mais produtivos no total. Em dois anos, suas margens de lucro dobraram.
Se oito horas de trabalho são mais produtivas que dez, então menos horas funcionariam melhor? Talvez. Para pessoas com mais de 40 anos, uma pesquisa mostrou que a jornada de 25 horas por semana é o limite ideal para a cognição. A Suíça recentemente experimentou o modelo de seis horas e percebeu uma melhora na saúde e produtividade.
Isto parece só confirmar como as pessoas já se comportam no trabalho. Um questionário com quase 2 mil profissionais de escritórios no Reino Unido mostrou que eles eram produtivos por apenas duas horas e 53 minutos do total de oito horas. O resto do tempo era gasto com redes sociais, leitura de notícias e conversas com colegas não relacionadas ao trabalho, alimentação e até a busca por um novo emprego.
Nossa capacidade de foco é ainda menor quando estamos sendo pressionados além de nossa capacidade.
Pesquisadores como o psicólogo K. Anders Ericsson, da Universidade de Estocolmo, descobriram que os intervalos são mais necessários do que parecem. A maioria das pessoas aguenta apenas uma hora sem descansar. E muitos no topo, como músicos de elite, autores e atletas, nunca dedicam mais do que cinco horas por dia sistematicamente à profissão.
Outro hábito compartilhado? Uma “crescente tendência de tirar cochilos restauradores”, escreve Ericsson. Segundo estudos, os intervalos ajudam a manter o foco e a performar em alto nível. Não tirá-los pode reduzir a performance.
Virginia Woolf escreveu Ela não queria se mover ou falar. Ela queria descansar, deitar, sonhar. Ela se sentia cansada
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Descanso ativo
Mas “descansar”, como alguns pesquisadores ressaltam, não é necessariamente a melhor palavra para o que estamos fazendo quando pensamos que não estamos fazendo nada.
A parte do cérebro ativada quando não estamos fazendo “nada” é conhecida como rede de modo padrão (DMN, na sigla em inglês), que tem um papel central na consolidação da memória e visualização de possibilidades futuras. Também é a área cerebral ativada quando as pessoas estão observando outras, pensando sobre si próprias, fazendo julgamentos morais ou processando as emoções de outras pessoas.
Em outras palavras, se esta rede fosse desligada, teríamos dificuldade de lembrar ou prever as consequências, compreender interações sociais, agirmos eticamente ou termos empatia por outros – todas as coisas que nos tornam não apenas funcionais no trabalho, mas na vida.
“Ela ajuda a reconhecer a importância mais profunda das situações. Ela ajuda a fazer sentido das coisas. Quando você não está fazendo sentido das coisas, você só está reagindo e agindo no momento, você está sujeito a muitos tipos de comportamentos e crenças cognitivos e emocionais inadequados”, diz Mary Helen Immordino-Yang, neurocientista e pesquisadora do Instituto do Cérebro e da Criatividade na Universidade do Sul da Califórnia, nos EUA.
Também não conseguiríamos criar novas ideias e conexões. Berço da criatividade, o DMN se ativa quando estamos fazendo associações entre assuntos aparentemente não relacionados ou tendo ideias originais. É ainda o lugar onde os momentos “ah-ha” acontecem – o que significa que se, como Arquimedes, você teve sua última boa ideia no banho ou durante uma caminhada, você deve agradecer à biologia.
Talvez o mais importante de tudo é que se não dermos atenção ao nosso interior, perdemos um elemento crucial de felicidade.
“Muitas vezes estamos apenas fazendo coisas sem buscar sentido para aquilo”, diz Immordino-Yang. “Quando você não consegue relacionar suas ações a uma causa maior, ao longo do tempo elas irão parecer sem propósito, vazias e não conectadas com seu ‘eu’ mais amplo. E, ao longo do tempo, não ter um propósito está relacionado a não ter saúde psicológica e fisiológica ideais”.
Mente de macaco
Mas qualquer um que já tentou meditar sabe que não fazer nada é surpreendentemente difícil. Quantos de nós, depois de 30 segundos de inatividade, pegamos o celular?
Isso nos deixa tão desconfortáveis que preferimos até nos machucar. Literalmente. Em 11 estudos diferentes, pesquisadores viram que os participantes preferiram fazer qualquer coisa – até receber choques elétricos – a não fazer nada. E eles sequer precisavam ficar inativos por muito tempo: entre seis e 15 minutos.
A boa notícia é que você não precisa fazer absolutamente nada para colher os benefícios disso. Descansar é importante, mas a reflexão ativa também. É quando você mastiga um problema ou pensa sobre uma ideia. Se você estiver bem intencionado, poderá ativar sua DMN até se estiver pasando tempo nas redes sociais.
“Se você está apenas olhando para uma foto bonita, ela (DMN) é desativada. Mas se está fazendo uma pausa e permitindo a si mesmo imaginar uma história sobre por que a pessoa na foto está se sentido daquela forma, criando uma narrativa ao seu redor, então você pode até estar ativando essa rede”, diz a pesquisadora.
Também não é preciso muito tempo para reverter os efeitos prejudiciais da atividade constante. Quando adultos e crianças foram mandados ao ar livre, sem qualquer equipamento, por quatro dias, a performance deles numa tarefa que envolvia criatividade e solução de problema melhorou em 50%. Até sair para uma caminhada, de preferência ao ar livre, aumentou bastante a criatividade.
Outro método bastante eficaz para reverter esse prejuízo é a meditação: apenas uma prática por semana para indivíduos que nunca meditaram, ou uma simples seção aos praticantes experientes, pode melhorar criatividade, humor, memória e foco.
Outras tarefas que não exigem 100% de concentração também podem ajudar, como tricotar ou rabiscar. Como Virginia Woolf escreveu em Um Quarto só para Si: “Desenhar foi uma maneira ociosa de terminar uma manhã de trabalho pouco produtiva. Ainda assim é na ociosidade, em nossos sonhos, que a verdade submersa às vezes vem ao topo”.
Tempo livre
Seja distanciando-se de sua mesa por 15 minutos ou desconectando a sua caixa de e-mail à noite, parte de nossa dificuldade de desconectar tem a ver com controle – o medo de que se relaxarmos por um momento, tudo o que construímos irá por água abaixo.
Isso está errado, diz a poeta, empreendedora e “life coach” Janne Robinson. “A metáfora que gosto de usar é a da fogueira. Por exemplo, lançamos um negócio e um ano depois começamos a pensar quando poderemos tirar uma semana de folga ou se devemos contratar alguém. Muitos de nós não confiaria nos outros para assumir o controle. Ficamos achando que o fogo vai se apagar”, explica.
“E se confiássemos que a brasa é tão forte que podemos ir embora e alguém só precisa jogar madeira de vez em quando para que as chamas continuem a queimar?”, sugere.
Não é algo fácil para quem sente que temos constantemente que “produzir”. Mas, para se fazer mais, parece que precisamos nos sentir confortáveis em fazer menos.

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Fiat Chrysler escolhe Manley, da Jeep, para substituir Marchionne como CEO


Com 66 anos, Sergio Marchionne sofre de problemas de saúde e empresa diz que “ele não poderá voltar a trabalhar” Em foto de 2010, Sergio Marchionne e Mike Manley. Troca de CEO acontece por problemas de saúde de Marchionne
Carlos Osorio/AP
O britânico Mike Manley, CEO da Jeep, foi escolhido neste sábado (21) para ser o novo CEO da Fiat Chrysler (FCA), substituindo Sergio Marchionne, que deixa o grupo após 14 anos por questões de saúde
O britânico de 54 anos, nascido em Edenbridge (sul de Londres), assumiu a Jeep em 2009, em plena tempestade no setor automobilístico americano. Desde 2015, ele também administra a Ram, que produz furgões e vans.
Sob a direção de Manley, a construtora americana passou de 337 mil veículos vendidos em 2008 – 80% na América do Norte – para quase 1,4 milhão em 2017, e espera vender 1,9 milhão este ano.
As marcas “Premium”, com a Jeep ao leme, são prioridade no plano estratégico de cinco anos da FCA, apresentado no início de junho por Sergio Marchionne, com o desenvolvimento de veículos híbridos e elétricos.
Problemas de saúde de Marchionne
Marchionne, de 66 anos, foi operado em junho, oficialmente no ombro direito. O ítalo-americano, que assumiu o controle da Fiat em 2004, já havia começado a preparar a sua sucessão, mas planejava entregar as rédeas no decorrer de 2019.

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Ministro francês chama os EUA 'à razão' e pede que 'respeitem seus aliados' comerciais


‘Americanos e europeus são aliados. Não conseguimos entender o porquê nós, europeus, seremos afetados pelo aumento de tarifas comerciais decidido pelos EUA’, disse ministro francês da Economia. A União Europeia vê com preocupação a guerra comercial que começou após o aumento de tarifas decidido pelos Estados Unidos, declarou neste esábado (21) o ministro francês da Economia e Finanças, Bruno Le Maire, pedindo a Washington que seja razoável e “respeite” seus aliados comerciais.
“Todos, em particular os países europeus, temos uma preocupação com a guerra comercial que começou há algumas semanas. Só haverá perdedores nesta guerra, que destruirá empregos e afetará o crescimento mundial”, expressou Le Maire em entrevista exclusiva à AFP antes da reunião de ministros da Economia e presidente de bancos centrais do G20 neste sábado e domingo em Buenos Aires.
“Fazemos um chamado à razão aos Estados Unidos, que respeite as regras multilaterais e respeite seus aliados”, enfatizou.
“Americanos e europeus são aliados. Não conseguimos entender o porquê nós, europeus, seremos afetados pelo aumento de tarifas comerciais decidido pelos Estados Unidos”, disse o ministro em referência à decisão de Washington de impor tarifas adicionais ao aço e ao alumínio, primeiro passo de uma polêmica estratégia com a qual o governo de Donald Trump busca, em particular, combater o déficit comercial de seu país com a China.
União Europeia anuncia medidas para combater efeitos de tarifas dos EUA ao aço
“O que queremos é reformar o multilateralismo comercial. O comercial mundial não pode se basear na lei da selva”, acrescentou o ministro francês.
A UE e a China acordaram nesta semana a conformação de um grupo de trabalho para analisar uma reforma da paralisada Organização Mundial do Comércio (OMC).
“A forma de solucionar os problemas é um diálogo entre Estados Unidos, Europa e China”, advogou Le Maire, enquanto aumenta a preocupação sobre o impacto das medidas americanos e suas recíprocas de China, UE, Canadá e México sobre o crescimento mundial.
Entenda a escalada da guerra comercial no mundo.
Juliane Almeida/G1

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