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Petroleiras sugerem ao Brasil leilões menos concentrados e em regime de concessão


IBP, entidade que reúne petroleiras locais e multinacionais como associadas, divulgou nota nesta sexta, após resultados de leilões frustrarem expectativas. Partida da P-74 do estaleiro EBR rumo ao campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos
Alaor Filho/ Mirá Imagem
O Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), entidade que reúne petroleiras locais e multinacionais como associadas, defendeu que o governo brasileiro adote um calendário de licitações “menos concentrado” no setor e em regime único, sob modelo de concessão.
O posicionamento da instituição, em nota nesta sexta-feira (8), acontece após resultados que frustraram expectativas em dois importantes leilões de áreas de petróleo e gás nesta semana, que falharam em atrair grandes petroleiras privadas internacionais.
O leilão de excedentes da cessão onerosa, na quarta-feira (6), levantou R$ 70 bilhões, de R$ 106,5 bilhões esperados, com participação apenas da Petrobras e das chinesas CNODC e CNOOC, que se associaram à estatal pela área de Búzios, mas com fatia de apenas 10% no ativo.
Resultado do megaleilão da cessão onerosa deixou a desejar, dizem especialistas
Já a 6ª Rodada de licitação levantou R$ 5 bilhões, de R$ 7,85 bilhões em bônus cobrados, e vendeu apenas um de cinco blocos, para grupo entre a Petrobras e a CNODC.
“A não participação das grandes empresas globais indica a oportunidade de ajustes nas regras vigentes”, afirmou o IBP, ressaltando que apesar disso “o setor segue interessado no país”.
“Dentre as possíveis mudanças, a indústria sugere um calendário de leilões menos concentrado, a readequação das condições mínimas de participação, bem como um ajuste do perfil de risco frente às oportunidades globais”, pontuou o IBP.
A entidade também colocou como “ponto importante” a adoção nos leilões do regime de concessão, em que as petroleiras têm direito a todo o petróleo que for encontrado e devem pagar ao governo apenas bônus de assinatura e royalties.
No regime de partilha, utilizado para áreas do pré-sal, o bônus de assinatura é fixo, e a companhia ainda paga um excedente em óleo ao governo, que é o fator que define o vencedor do leilão.
Já na quarta-feira, com a frustração no leilão da cessão onerosa, o mais aguardado, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que haveria estudos sobre o fim do regime de partilha, criado especialmente para o pré-sal.
Na quinta, em meio à decepção também com a 6ª Rodada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu veementemente a adoção apenas do regime de concessão. Ele chegou a afirmar que o modelo de partilha é usado “em regimes corruptos na África”.
“Não existe leilão vazio em concessão”, afirmou Guedes durante evento no Tribunal de Contas da União, no qual admitiu ainda que houve um “no show” nos leilões.
“Sumiu todo mundo da sala, só ficou ela (a Petrobras) lá”, afirmou o ministro.
Para o IBP, o regime de concessão “permite ao país extrair maior valor das reservas, uma vez que é mais simples, de menor custo e estimula a competição”.
O instituto que reúne as petroleiras também negou que haja menor apetite da indústria pelo Brasil e argumentou que as empresas já arremataram volume significativo de projetos no país nas últimas licitações.
“As empresas já contam em seus portfólios com ativos de classe mundial do pré-sal e do pós-sal, que irão assegurar investimentos superiores a US$ 40 bilhões por ano na próxima década”, afirmou.
Os associados do IBP incluem diversas petroleiras que estavam inscritas para os leilões, como Equinor, Total, Petrogal, Wintershall e a norte-americana Exxon, que era vista como uma das mais prováveis participantes. A Petrobras e as chinesas CNODC e CNOOC também são sócias do IBP.

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Preço médio da gasolina nas bombas sobe quase 10% no 1º semestre


Preço do etanol também subiu na semana, de acordo com dados da ANP. Os preços médios do diesel nos postos brasileiros subiram levemente na semana, a décima alta consecutiva, mesmo após duas recentes reduções das cotações nas refinarias da Petrobras, mostraram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta sexta-feira (8).
A Petrobras anunciou corte de cerca de 3% nos preços do diesel em suas refinarias na sexta-feira passada, depois de uma redução de 1,5% em 25 de outubro.
Mas, nas bombas, o preço médio avançou para R$ 3,718 por litro, ou 0,11% a mais que na semana anterior, segundo os números da ANP.
Já a gasolina também subiu, pela segunda semana, para R$ 4,402 por litro, alta de 0,36%.
A última mudança nas cotações da Petrobras para a gasolina foi em 27 de setembro, com alta de cerca de 2,5%.
O repasse dos ajustes de preço nas refinarias para o consumidor final nos postos não são imediatos e ainda dependem de diversos fatores, como impostos, margens de distribuição e revenda e mistura de biocombustíveis.
No etanol, concorrente direto da gasolina nas bombas, os preços tiveram avanço de 0,6%, para R$ 2,946 por litro.
Bomba de gasolina em posto da zona sul de São Paulo
Marcelo Brandt/G1

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Chevrolet convoca recall de todas as unidades do Onix Plus 2020 por risco de incêndio


Fabricante suspendeu as entregas do modelo e mandou recolher veículos já entregues. Foi registrado ao menos três casos de falha no sedã desde o fim de outubro. Chevrolet Onix Plus Premier
Guilherme Fontana/G1
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom) do Ministério da Justiça confirmou ao G1 na noite desta sexta-feira (8) que o recall do Chevrolet Onix Plus por risco de incêndio envolve 19.050 unidades, incluindo aquelas produzidas até a última quarta-feira (6).
Destas, 16.737 já foram colocados no mercado (vendidas ou nas concessionárias), enquanto 2.313 ainda estão nos pátios da empresa.
GM diz que identificou outros 2 Onix Plus com defeito e que solução sai ‘nos próximos dias’
Chevrolet Onix Plus tem entregas suspensas por risco de incêndio
O recall é uma das medidas tomadas pela Chevrolet após o caso do veículo que pegou fogo no Piauí.
Na última quarta-feira (6), o G1 antecipou que a fabricante suspendeu as entregas do Onix Plus, além de recolher as cerca de 8 mil unidades que já haviam sido vendidas.
Chevrolet Onix Plus Premier
Guilherme Fontana/G1
Dados do recall
A Chevrolet já informa o recall do Onix Plus em seu site.
As unidades envolvidas foram produzidas entre 29 de abril e 6 de novembro;
Os chassis vão de LG100091 a LG139164;
O atendimento está programado para começar no próximo dia 18 de novembro.
O modelo foi lançado em setembro no Brasil.
Qual é o defeito?
No comunicado, a Chevrolet informa que a falha pode ocorrer por defeito na calibração do módulo de controle do motor dos veículos.
Isso acontece com o aumento de pressão e temperatura na câmara de combustão, causando danos no pistão. A consequência é a quebra do bloco do motor. Por fim, se houver vazamento de óleo no compartimento do motor e contato com partes quentes, há possibilidade de incêndio.
A solução é a calibração do módulo de controle do motor.
Outros casos de falha
Ainda nesta sexta-feira (8), o G1 teve acesso a um documento assinado pelo presidente da empresa na América do Sul, o argentino Carlos Zarlenga, e endereçado aos concessionários Chevrolet.
Nele, Zarlenga afirma que soube do primeiro incêndio em 29 de outubro.
O executivo ainda relata que soube, mais tarde, que, “na mesma região, outros dois Onix Plus apresentaram um problema em seus motores”.
No comunicado, a GM afirma ter recolhido e estudado os veículos. A empresa afirma que o setor de engenharia identificou o problema, que está no programa de gerenciamento do motor.
Comunicado enviado pelo presidente da GM, Carlos Zarlenga, aos concessionários
Reprodução
Nesse mesmo documento, a General Motors afirma que o setor de engenharia desenvolveu uma atualização no programa de gerenciamento do motor.
Segundo Zarlenda, o objetivo “é disponibilizar a atualização do software nos próximos dias para a rede de Concessionárias, para que eles possam atualizar todos os carros”.
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Chevrolet diz que identificou outros dois Onix Plus com defeito e que solução sai 'nos próximos dias'


Uma unidade do sedã pegou fogo no Piauí. Na última quarta-feira, 6, o G1 antecipou que a fabricante suspendeu as entregas do modelo e mandou recolher veículos já entregues. Chevrolet Onix Plus 2020, o ‘novo Prisma’
Chevrolet/Divulgação
Além da unidade que pegou fogo no Piauí, a Chevrolet também identificou problema em pelo menos outros duas unidades do Onix Plus. É o que aponta um documento assinado pelo presidente da General Motors América do Sul (dona da Chevrolet), Carlos Zarlenga.
Na última quarta-feira (6), o G1 antecipou que a fabricante suspendeu as entregas do Onix Plus, além de recolher as unidades que já haviam sido vendidas.
O comunicado, destinado aos concessionários da marca, foi obtido pelo G1. Na carta, datada desta sexta-feira (8), Zarlenga afirma que soube do primeiro incêndio em 29 de outubro.
O executivo ainda relata que soube, mais tarde, que, “na mesma região, outros dois Onix Plus apresentaram um problema em seus motores”.
No comunicado, a GM afirma ter recolhido e estudado os veículos. A empresa afirma que o setor de engenharia identificou o problema, que está no programa de gerenciamento do motor.
“Sob certas condições específicas, o software de gerenciamento do motor poderia enviar uma mensagem errada, o que poderia eventualmente causar uma falha do motor. Embora essa condição cause o acendimento de uma luz de alerta no painel de instrumentos informando o motorista de que algo está errado, um motorista que continue a dirigir o carro mesmo após esse alerta poderia danificar o motor e, em decorrência desse dano, um incêndio poderia ocorrer”, disse o comunicado.
Procurada pelo G1, a GM confirmou o conteúdo do documento.
Comunicado enviado pelo presidente da GM, Carlos Zarlenga, aos concessionários
Reprodução
Nesse mesmo documento, a General Motors afirma que o setor de engenharia desenvolveu uma atualização no programa de gerenciamento do motor.
Segundo Zarlenda, o objetivo “é disponibilizar a atualização do software nos próximos dias para a rede de Concessionárias, para que eles possam atualizar todos os carros”.
Entenda o caso
General Motors emitiu comunicado de suspensão das entregas do novo Chevrolet Onix Plus
Reprodução/G1
Na última quarta-feira, a Chevrolet suspendeu as entregas do Onix Plus, além de recolher os veículos que já estavam com os clientes. O motivo é o risco de incêndio, causado por uma falha no sistema de gerenciamento do motor.
Na quarta-feira (6), a Chevrolet convocou todas as unidades do veículo para comparecerem em concessionárias da marca e reparar um problema que pode causar incêndio no modelo.
Qual a solução?
O problema pode ser resolvido com a atualização do software de gerenciamento do motor. A empresa não disse quanto tempo leva o processo, mas afirmou que “a execução é rápida”.
A Chevrolet também disse que irá fornecer carro reserva para todos os clientes que deixarem seus veículos nas concessionárias “até que o procedimento de atualização do software seja efetuado”.
No entanto, a empresa afirmou que o agendamento só poderá ser feito quando atualização estiver disponível.
Chevrolet Onix Plus 2020 é o ‘novo Prisma’
Chevrolet/Divulgação
Quantos veículos estão envolvidos?
Todas as unidades do Onix Plus foram convocadas. A Chevrolet não informou o número exato de unidades.
Segundo a Fenabrave, a associação das concessionárias, até agora, foram emplacadas cerca de 8,8 mil unidades do modelo, que foi lançado em setembro.
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Competição paga US$ 315 mil por brechas em televisores, smartphones e roteadores


Especialistas também hackearam automatizador residencial da Amazon. Especialistas Richard Zhu e Amat Cama venceram competição de segurança explorando falhas em vários dispositivos.
Zero Day Initiative/Divulgação
A competição de segurança Pwn2Own, realizada em Tóquio nos dias 6 e 7 de novembro, distribuiu US$ 315 mil para três grupos de especialistas que revelaram 16 ataques, sendo 13 inéditos. As equipes conseguiram explorar falhas em celulares da Samsung e da Xiaomi, em roteadores da TP-Link e da Netgear, em televisores da Samsung e da Sony, e no Amazon Echo.
A Pwn2Own é uma competição de segurança já tradicional organizada pela consultoria de segurança Zero Day Initiative (ZDI), que hoje é parte da Trend Micro. A competição foi uma das primeiras a oferecer prêmios públicos para a apresentação de ataques ou falhas de segurança e causou polêmica em suas primeiras edições. O pagamento ou premiação de falhas é hoje uma ocorrência cotidiana e várias empresas possuem programas de recompensa para caçadores de brechas.
Além do prêmio em dinheiro, o formato atual da competição pontua os participantes de acordo com a sofisticação dos ataques demonstrados para definir um vencedor.
Esta edição foi liderada do início ao fim pelo time Fluoroacetate, formado pelos especialistas Amat Cama e Richard Zhu. Foi a terceira vitória deles na competição, somando US$ 195 mil (cerca de R$ 780 mil) aos prêmios de US$ 215 mil (R$ 860 mil) que ganharam em Tóquio em 2018 e US$ 375 mil (R$ 1,5 milhão) recebidos na edição canadense, em maio.
Também participaram da competição os times da F-Secure Labs, um quarteto que levou US$ 70 mil (R$ 280 mil), e o Flashback, outra dupla que ganhou US$ 50 mil (R$ 200 mil).
Todas os detalhes técnicos dos ataques e falhas demonstradas são repassados para os fabricantes dos dispositivos, que podem fornecer atualizações de software para corrigir os problemas e proteger os usuários. Enquanto não houver atualização disponível, as técnicas de ataque permanecerão em sigilo.
Automatizador residencial da Amazon foi o primeiro da categoria a ser atacado na competição Pwn2Own. Brecha foi avaliada em US$ 60 mil.
Thiago Lavado/G1
Brecha de R$ 240 mil
O ataque mais valioso da competição foi realizado contra o automatizador residencial Amazon Echo Show 5. Embora dispositivos desta categoria estivessem presentes em edições anteriores do evento, esta foi a primeira vez que um deles foi atacado.
Amat Cama e Richard Zhu exploraram uma falha na interpretação de JavaScript (uma linguagem usada em páginas web) para obter o controle total do aparelho. Com isso, um hacker poderia ouvir conversas ou controlar os demais dispositivos inteligentes conectados ao automatizador. Os organizadores da ZDI deram US$ 60 mil (R$ 240 mil) pela demonstração, que foi realizada com o Echo dentro de uma gaiola contra interferência de ondas eletromagnéticas.
Além do Amazon Echo, estavam disponíveis o Google Nest Hub Max. O Portal, do Facebook, e duas câmeras de segurança, a Amazon Cloud Cam Security Camera e Nest Cam IQ Indoor, completavam a lista de aparelhos da “internet das coisas”, mas nenhum participante inscreveu ataques contra esses aparelhos.
Televisores e celulares hackeados
Dois aparelhos de TV foram atacados, ambos pela dupla Fluoroacetate. Eles exploraram erros de programação nos navegadores pré-instalados dos televisores Sony X800G e a Samsung Q60 para quebrar as restrições impostas a páginas web, o que permitiria a eles instalar programas ou roubar informações armazenadas na memória.
Pela terceira vez na competição, um celular da Samsung foi hackeado com uma brecha de banda base, ou seja, pela própria conexão celular.
Usando uma estação base (torre celular) falsa, Amat Cama e Richard Zhu conseguiram implantar arquivos na memória do Samsung Galaxy S10, o que deveria ser bloqueado pela segurança do telefone.
Esse ataque garantiu o segundo maior prêmio da competição para a dupla: US$ 50 mil (R$ 200 mil).
O Xiaomi Mi9, por sua vez, foi hackeado por falhas no navegador e na conexão de curta distância (NFC). O time do F-Secure Labs fez o celular da Xiaomi enviar uma foto armazenada na memória para outro aparelho, sem autorização específica para o envio da imagem. Uma brecha semelhante também foi explorada no Galaxy S10.
Roteadores atacados
Os especialistas demonstraram vários ataques contra os roteadores de internet e Wi-Fi Netgear Nighthawk Smart WiFi e TP-Link AC1750. As falhas permitiam a execução de comandos nos roteadores, inclusive a reinstalação do firmware (sistema operacional embutido).
Uma alteração do firmware não é desfeita com a restauração das configurações de fábrica, garantindo a presença de um hacker na rede atacada.
Controlando o roteador de uma vítima, um hacker poderia desviar as conexões para sites falsos para roubar senhas ou mudar o conteúdo das páginas visitadas.
Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com
Selo Altieres Rohr
Ilustração: G1

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Ford mostra Mustang elétrico de 900 cavalos com câmbio manual


Ainda que seja um conceito, fabricante diz que vai testar conjunto de baterias. Marca confirmou SUV elétrico inspirado no Mustang para o ano que vem. Ford Mustang elétrico
Divulgação
A Ford apresentou no Sema, uma feira de customização que acontece em Las Vegas, nos Estados Unidos, uma nova versão conceitual do Mustang. Mas, no lugar de um V8, o esportivo traz motor elétrico, que entrega 900 cavalos e 138 kgfm de torque.
A potência é até mais alta do que a do GT500 lançado em janeiro como o Mustang mais potente já feito, até então. Usando um V8 supercharged, ele tem 700 cv.
O desenvolvimento do Mustang Lithium, como é chamado, foi feito em parceria com a Webasto, uma fornecedora de componentes para a indústria automotiva.
Porsche elétrico? Veja como anda o Taycan
Mais notícias sobre carros elétricos e híbridos
Motor elétrico do Ford Mustang Lithium
Divulgação
O Mustang elétrico utiliza um sistema de alta tensão, de 800V, a mesma do Porsche Taycan, e o dobro daquela usada em quase todos os demais veículos elétricos disponíveis no mercado.
A Ford não deu números de desempenho ou autonomia do Mustang elétrico. A fabricante disse apenas que ele tem componentes específicos, como capô e janelas transparentes, feitos de policarbonato, rodas forjadas de 20 polegadas e uma série de peças em fibra de carbono.
Ford Mustang elétrico
Divulgação
A transmissão, em vez de automática, de uma marcha, é manual, de 6 marchas, preparada pela Getrag, para aguentar os quase 140 kgfm de torque.
Ainda que o Mustang Lithium seja um conceito, a Ford disse que o modelo servirá como “ambiente de teste para as tecnologias de bateria e gerenciamento térmico que Webasto e Ford estão criando para o crescente segmento automotivo de mobilidade eletrônica”.
A Ford também já confirmou que irá lançar ainda em novembro um SUV elétrico com visual inspirado no icônico esportivo, com início das vendas já no ano que vem.
Ford Mustang elétrico
Divulgação

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Fiat Chrysler e PSA avançam para fusão e poderão se tornar o 4º maior grupo automotivo do mundo


Para Carlos Tavares, as companhias não deverão fazer amplas concessões para verem a fusão ser aprovada. Porém, possíveis demissões ainda são ponto crítico. FCA, dona da Fiat, e PSA, dona da Peugeot, avançam em negociação de fusão
Regis Duvignau/Reuters
PSA (Peugeot-Citroën) e FCA (Fiat Chrysler) vão manter todas as suas marcas de veículos se a planejada fusão de US$ 50 bilhões for concluída, afirmou nesta sexta-feira (8) Carlos Tavares, o futuro presidente-executivo do grupo combinado.
Tavares, atual presidente-executivo da PSA e considerado responsável pela recuperação da companhia, afirmou em entrevista à emissora de TV francesa BFM Business que as companhias se complementam bem geograficamente e em termos de tecnologia e marcas.
FCA e PSA avançam para fusão e poderão se tornar o 4º maior grupo automotivo do mundo
A FCA obtém 66% de sua receita da América do Norte enquanto a PSA tem apenas 5,7% das vendas na região. A Europa continua sendo o principal gerador de receita para a PSA.
“Não há dúvida que é um acordo muito bom para ambas as companhias. É um ganha-ganha”, disse Tavares à emissora, na primeira entrevista desde que os grupos anunciaram na semana passada negociações para a formação da quarta maior montadora de veículos do mundo.
Já o presidente do conselho de administração da FCA, John Elkann, que vai manter o posto no grupo combinado, disse nesta sexta-feira que a fusão de iguais “criará grandes oportunidades”.
PSA e Fiat afirmaram que têm como objetivo alcançarem um acordo vinculante nas próxima semanas e ainda enfrentam questões sobre potenciais demissões e avaliações sobre se o negócio favorece mais um lado que o outro.
FCA e PSA formariam o quarto maior grupo automotivo do mundo
Arte: Aparecido Gonçalves/G1
Tavares disse que as marcas que ficarão sob o guarda-chuva do grupo combinado vão continuar após a fusão. A PSA tem cinco marcas de carros, incluindo Citroën e Peugeot, enquanto a FCA tem nove, incluindo além da Fiat, Alfa Romeo, Maserati e Jeep.
“Eu não vejo qualquer necessidade de abandonar qualquer marca se o acordo for aprovado. Elas têm suas histórias e suas forças”, disse Tavares.
Poucas montadoras do mundo têm um portfólio de marcas tão grande. A Volkswagen, maior grupo automotivo do mundo, tem 10 marcas de carros, se novas marcas chinesas como a de veículos elétricos Sihao forem incluídas.
Tavares disse que não espera que as companhias tenham que fazer amplas concessões para verem a fusão ser aprovada por autoridades de defesa da concorrência, mas acrescentou que o elas estão preparadas para isso. Ele não deu detalhes.
Um dos pontos mais críticos do acordo são as potenciais demissões. O grupo combinado tem atualmente cerca de 400 mil funcionários e governos da Itália e de Paris estão preocupados com as potenciais implicações da operação na força de trabalho local.
Tavares reafirmou que as montadoras poderão alcançar bilhões de euros em economias anuais de custos sem ser preciso fechar fábricas. Mas ele não excluiu a possibilidade de demissões ao ser questionado a respeito: “Trata-se da indústria de veículos, não da PSA.”
“As margens continuam pressionadas e você tem que ficar constantemente buscando ganhos de produtividade”, acrescentou.
No Brasil, maior mercado da Fiat fora da Itália, a FCA possui duas fábricas de veículos – Betim (MG) e Goiana (PE) – com capacidade total para cerca de 1 milhão de carros por ano, além de duas fábricas de motores capazes de produzir 1,4 milhão de propulsores a cada ano. Já a PSA tem um polo automotivo em Porto Real (RJ), incluindo fábricas de veículos e motores.
Questionado sobre em quanto tempo o acordo poderia ser concluído, Tavares respondeu: “Dadas todas as necessárias aprovações regulatórias que precisamos conseguir, tal acordo não poderá ser concluído em menos de um ano”, disse o executivo.

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Reajuste de apostas de loterias da Caixa começa a valer no domingo; Mega-Sena custará R$ 4,50


Novos valores foram autorizados pelo Ministério da Economia no dia 31 de outubro. Bilhetes para apostas nas loterias
Marcelo Brandt/G1
Começam a valer no próximo domingo (10) os novos valores das apostas de loterias da Caixa Econômica Federal. O reajuste, que foi autorizado no final de outubro pelo Ministério da Economia, valerá para os sorteios que serão realizados a partir de segunda-feira (11).
A Mega-Sena, que hoje custa R$ 3,50, passará a R$ 4,50, um aumento de 28,6%. A última atualização no preço da aposta da Mega-Sena ocorreu em 2015, quando passou de R$ 2,50 para R$ 3,50.
Veja abaixo os novos valores:
Dupla-Sena: a aposta simples, ou mínima, passa de R$ 2,00 para R$ 2,50
Loteca: a aposta múltipla mínima obrigatória passa de R$ 2,00 para R$ 3,00
Lotofácil: a aposta simples, ou mínima, passa de R$ 2,00 para R$ 2,50
Lotogol: a aposta simples, ou mínima, passa de R$ 1,00 para R$ 1,50
Lotomania: a aposta única passa de R$ 1,50 para R$ 2,50
Mega-Sena: a aposta simples, ou mínima, passa de R$ 3,50 para R$ 4,50
Quina: a aposta simples, ou mínima, passa de R$ 1,50 para R$ 2,00
Timemania: a aposta única passa de R$ 2,00 para R$ 3,00
Por conta do reajuste, as apostas para os concursos que acontecem depois de sábado só poderão ser feitas a partir da 00h01 de domingo (10). E na segunda-feira (11), já será possível fazer apostas para a Mega da Virada.
Veja na tabela abaixo as datas de início das apostas para os próximos concursos:
Início das apostas para os próximos concursos
Reprodução/CEF
Mudança da premiação
De acordo com a portaria que autorizou os reajustes, as loterias Lotofácil e Timemania terão os valores de premiação alterados:
Lotofácil
R$ 5,00 para apostas vencedoras com acerto de 11 números
R$ 10,00 para apostas vencedoras com acerto de 12 números
R$ 25,00 para apostas vencedoras com acerto de 13 números
Timemania
R$ 3,00 para apostas vencedoras com acerto de 3 números
R$ 9,00 para apostas vencedoras com acerto de 4 números
R$ 7,50 para apostas vencedoras com acerto do “Time do Coração”

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Conteúdo local é 'retrocesso' que atrasa desenvolvimento da indústria petroleira, diz presidente da Petrobras


Roberto Castello Branco fez diversas críticas à regra que exige percentual mínimo de produtos e serviços brasileiros na exploração de petróleo no país. Para ele, economia brasileira é uma das mais fechadas do mundo. Roberto Castello Branco, Petrobras, em imagem de arquivo
Mauro Pimentel/AFP
O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou nesta sexta-feira (8) que as regras de conteúdo local atrasam o desenvolvimento da indústria petroleira no Brasil. Segundo ele, além de provocar atrasos na execução de projetos, ela afasta o interesse de investidores.
Leilão da ANP arrecada R$ 5 bilhões, mas termina com 4 áreas ‘encalhadas’
Cessão onerosa: governo arrecada R$ 69,96 bilhões com megaleilão do pré-sal
Em evento sobre reavaliação do Risco Brasil, promovido pela Fundação Getúlio Vargas, no Rio, o executivo afirmou que o país tem “uma das economias mais fechadas do mundo”.
“O que nós temos de errado é que é fundamental para atração de investimentos a criação de um ambiente que seja amigável ao investidor. Esse é o sucesso dos EUA e de outros países na atração de investimentos, tanto de dentro quanto de fora”, disse Castello Branco.
Nos dois leilões de áreas de extração de petróleo realizados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) esta semana, a participação dos estrangeiros foi praticamente nula. Apenas duas empresas chinesas participaram – e como minoritários nas ofertas apresentadas pela Petrobras.
Conteúdo local
Segundo Castello Branco, no caso da indústria de óleo e gás, um dos maiores entraves é o conteúdo local, que promoveu uma “história desastrosa, perda de produtividade e corrupção”.
“Graças ao conteúdo local, a plataforma que menos atrasou levou 31 meses para ficar pronta. Isso atrasou a produção de petróleo no Brasil, a arrecadação de impostos pelo governo e contribuiu para o crescimento da dívida pública”, enfatizou.
A regra de conteúdo local estabelece percentuais mínimos obrigatórios de equipamentos e serviços brasileiros para as empresas que vencem leilões para explorar campos de petróleo e gás no Brasil. Castello Branco afirmou que ela “trouxe enorme prejuízo, não somente para a Petrobras, mas para todo o país”.
“Quando a Petrobras descobriu a Bacia de Campos, não existia conteúdo local. Vieram empresas estrangeiras para cá, investiram, produzem aqui e o Brasil já é exportador de vários equipamentos. Nos tornamos competitivos sem que tivesse conteúdo local”, disse.
Castello Branco exemplificou o entrave ao citar que, pelo casco de uma plataforma, um estaleiro brasileiro cobra cerca de R$ 600 milhões, enquanto na China ele seria produzido por R$ 180 milhões. Ele classificou como “criaturas do pântano” os que criticam o livre mercado.
“A nossa indústria encolheu porque foi viciada a viver com artificialismo – juros subsidiados do BNDES, barreiras à exportação, em favor de um grupo de capitalistas contrários ao capitalismo”, disse.
Em sua apresentação, o presidente da Petrobras disse que o conteúdo local provocou prejuízo de R$ 7 bilhões ao país. O diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Décio Oddone, que também defende mudança na regra, apontou outra cifra: “Eu fiz uma conta uma vez de R$ 70 bilhões o custo de termos atrasado investimentos por conta de conteúdo local”.

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