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Senadores dos EUA afirmam que não confiam no plano do Facebook de lançar uma criptomoeda


Histórico do Facebook pesou contra a empresa em audiência de David Marcus, executivo responsável pelo projeto da libra. Ele respondeu a perguntas no Senado nesta terça (16). Criptomoeda do Facebook, libra foi recebida com ceticismo por legisladores dos EUA e por órgãos internacionais.
Wagner Magalhães/G1
O vice-presidente do Facebook, David Marcus, responsável por coordenar o lançamento da libra, a criptomoeda da rede social, prestou depoimento nesta terça-feira (16) ao Senado dos Estados Unidos. Ele também responderá ao Comitê Serviços Financeiros da Câmara dos Deputados na quarta-feira (17).
Marcus respondeu a questões de senadores céticos e preocupados com as intenções da libra, que se propõe revolucionar os sistemas de pagamentos e transferência de dinheiro. Os legisladores mostraram preocupação também com o passado recente do Facebook, permeado por escândalos de privacidade e vazamentos de dados.
A libra é um projeto de moeda digital do Facebook lançada em junho, que pretende ofertar soluções como pagamentos e transferências financeiras por meios digitais. Um dos exemplos seria enviar dinheiro para alguém fora do país pagando poucas taxas e fazendo isso por uma mensagem do WhatsApp, que também pertence à empresa de Mark Zuckerberg, junto do Instagram.
Marcus, que já foi um executivo da empresa de pagamentos digitais PayPal, foi escolhido por Zuckerberg para lider os esforços da libra.
Facebook anuncia entrada em serviços financeiros e detalha planos para a criptomoeda Libra
Após o lançamento, a ideia da moeda foi recebida com certa controvérsia entre economistas e órgãos públicos globais, como o G7, que criou um grupo de trabalho para averiguar a libra. O presidente do Fed, o banco central dos EUA, Jerome Powell também afirmou que a moeda levanta “preocupações sérias” e até o presidente Donald Trump
David Marcus, executivo do Facebook responsável pela libra, participou de audiência com senadores nos EUA.
Erin Scott/Reuters
Já na abertura da audiência, o executivo foi recebido com insatisfação dos parlamentares. O senador democrata Sherrod Brown afirmou que a rede social é “perigosa” e alertou que era preciso olhar para o histórico do Facebook.
“Seríamos loucos se dessemos uma chance a eles de fazer experimentos com as contas bancárias das pessoas, usando ferramentas que eles não entendem, como política monetária”, disse Brown.
Os senadores voltaram, durante a audiência, a discutir temas que assombraram o Facebook no último ano como a disseminação de boatos, a interferência russa nas eleições de 2016 e o vazamento de dados, como o escândalo Cambridge Analytica.
Golpistas criam sites falsos da libra, que ainda nem foi lançada
A senadora Martha McSally afirmou que não confia no Facebook e criticou a empresa que “ao invés de arrumar a própria casa” está tentando começar um novo modelo de negócios.
Em defesa da empresa, Marcus reconheceu os erros do passado do Facebook e afirmou que a rede social não irá seguir adiante com o projeto até que todas as preocupações regulatórias fossem esclarecidas.
“Por que logo o Facebook, dado os últimos anos, deveria fazer isso [lançar uma moeda digital]?”, questionou o senador Chris Van Hollen. Marcus respondeu afirmando que a empresa “não deveria sentar e esperar enquanto tem recursos e talento técnico”.

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Christine Lagarde apresenta pedido de renúncia ao FMI


No início do mês, Lagarde foi indicada para presidir o Banco Central Europeu. Christine Lagarde foi indicada para assumir o Banco Central Europeu
Mariya Gordeyeva/Reuters
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, apresentou nesta terça-feira (16) o seu pedido de renúncia do órgão. No início do mês, ela foi indicada para presidir o Banco Central Europeu.
Lagarde segue no cargo até 12 de setembro.
“Tem sido um privilégio servir aos nossos 189 países membros com os funcionários dedicados desta instituição”, escreveu Lagarde em sua conta no Twitter.
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Em nota, o FMI disse que, com a orientação de Lagarde, a instituição “ajudou com sucesso seus membros a enfrentar um conjunto complexo e sem precedentes de desafios, incluindo o impacto da crise financeira global e seus tremores secundários.”
Com a saída de Lagarde, o Fundo busca agora um novo nome para assumir o cargo de diretor-gerente.

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É #FAKE que abrir perfume com ar-condicionado ligado provoca incêndio dentro de carro


Mensagem diz que quando o ar-condicionado está ligado não se deve abrir frasco de perfume. Vídeo viral publicado em 2015 mostra acidente que ocorreu na verdade quando jovens acenderam isqueiro em ambiente com gás inflamável. Circula pelas redes sociais um vídeo que mostra jovens dentro de um carro e uma súbita explosão. A legenda que acompanha o vídeo diz: “Quando o ar-condicionado está ligado em seu carro não abra nenhum frasco de perfume. Pode causar incêndio. Por favor circule para seus amigos e parentes.” O vídeo é verdadeiro, mas a mensagem que o acompanha é #FAKE.
selo fake
Arte/G1
A explosão de fato aconteceu e o vídeo viral foi publicado no Youtube em 2015. Nas imagens é possível ver que o rapaz que está sentado no banco de trás do carro aciona um isqueiro, pouco antes de a explosão ocorrer. A separação do vídeo em várias fotos mostra em uma das cenas pouco antes da explosão um dos ocupantes com um pano na boca.
É #FAKE que abrir perfume com ar-condicionado ligado causou fogo em carro
Reprodução
Usuários da internet dizem que os jovens estavam usando como droga o gás butano, que é altamente inflamável. Os homens que se queimaram negam que estivessem usando o gás. Eles dizem que a explosão ocorreu após o uso de Fidfad, um spray para roupas, pouco antes de o rapaz acender o isqueiro.
Na época, um dos ocupantes do carro relatou no Instagram: “Eu e meu irmão estamos bem graças a Deus, eu tenho 6% de queimaduras, o que aconteceu foi que estávamos nos divertindo no carro filmando um vídeo com as janelas fechadas e cheiramos algo engraçado, mas não sabíamos foi Fidfad (um spray de roupa) e não lhe demos muita atenção, então meu irmão usou o isqueiro que incendiou o gás, e eu estou feliz em dizer que estamos seguros e todos os rumores que saíram não são verdadeiros e tenha cuidado com vazamentos de gás em qualquer lugar.”
A mensagem falsa que circula em português também tem uma versão idêntica em inglês.
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E já foi alvo de checagens como essa do hindustantimes.
O capitão Marcos Palumbo, do Corpo de Bombeiros de São Paulo, assistiu ao vídeo e diz que a explosão foi causada por atmosfera explosiva combinada com alguma fonte de calor. “Algo na mão do passageiro se queimou. Já tinha visto essa imagem, mas não há possibilidade de o ar-condicionado do carro com perfume acontecer isso daí.”
Especialista em ar-condicionado há 27 anos, Jacy Ferreira dos Santos diz que a ideia propagada pela mensagem falsa, de que ar-condicionado e perfume podem provocar explosão, não tem nenhum sentido. “Isso não tem nada a ver. Tanto que o pessoal higieniza o carro com o ar-condicionado ligado. Não tem risco nenhum”, afirmou.
É #FAKE que abrir perfume com ar-condicionado ligado causou fogo em carro
Reprodução
Vídeo: Veja como identificar uma mensagem falsa
VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE
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Previdência é passo importante, mas não garante retomada do crescimento, dizem economistas


Com a Previdência encaminhada, analistas avaliam que o Brasil precisa endereçar reforma tributária, melhorar o ambiente de negócios, avançar nos projetos de infraestrutura e promover a abertura da economia. Análise econômica: retomada do crescimento exige longa agenda de reformas
A reforma da Previdência é um passo importante para a melhora da atividade econômica, mas, sozinha, não vai garantir um crescimento robusto sustentado ao longo dos próximos anos.
Com a reforma da Previdência encaminhada após a aprovação em primeiro turno na Câmara dos Deputados, o Brasil tem uma agenda extensa para a retomar o crescimento, avaliam os economistas. A pauta de medidas engloba endereçar uma reforma tributária, melhorar o ambiente de negócios do país, avançar nos projetos de infraestrutura e promover a abertura da economia.
Por ora, os analistas avaliam que uma aceleração do crescimento econômico não deve ocorrer tão cedo. Para 2019, estimam um avanço do Produto Interno Bruto (PIB) abaixo de 1%. No ano que vem, há expectativa de uma aceleração, mas nada que empolgue muito. Dificilmente o crescimento deve chegar a 2%, ponderam os economistas.
Plenário da Câmara durante votação de destaques da reforma da Previdência nesta quinta-feira (11)
Luis Macedo/Câmara dos Deputados
A seguir veja a avaliação de economistas sobre a agenda pós-Previdência necessária para o Brasil retomar o crescimento.
Affonso Celso Pastore, presidente do Centro de Debate de Políticas Públicas e da consultoria AC Pastore
Affonso Celso Pastore durante congresso em Campos de Jordão
Divulgação/BM&FBovespa
Qual deve ser a agenda do governo pós-Previdência para retomar o crescimento?
O crescimento econômico requer outras reformas. São reformas extremamente importantes, como a tributária. É a reforma como a que foi proposta pelo Appy (Bernard Appy, diretor do Centro de Cidadania Fiscal), que está na agenda da Câmara dos Deputados. Também precisamos abrir a economia para o setor externo, aumentar a competitividade da nossa indústria, fazer um forte investimento em infraestrutura. É necessária ainda uma extensa agenda de reformas econômicas que mexam com a produtividade do trabalho, com a produtividade do capital. Com isso feito, eu acho que o Brasil terá condições de adquirir um crescimento econômico sustentável.
Quando o país pode vislumbrar uma melhora do crescimento?
Nós temos hoje uma renda per capita que está 9% abaixo do patamar que ela estava no início do ciclo (recessivo, em 2014), e são 13 milhões de desempregados. Quer dizer, não podemos esperar que o consumo das famílias seja uma força propulsora da economia. O país tem uma capacidade ociosa na indústria muito grande, e a maturação dos investimentos em infraestrutura é longa, de forma que nós não temos o investimento sendo uma força propulsora. Não temos também impulso vindo das exportações. E finalmente não é possível usar estímulos fiscais porque o governo está fazendo o contrário, está fazendo um ajuste. Ele corta gastos. Isso significa que a recuperação da economia é lenta. Não há como sonhar uma recuperação muito forte.
Diante desse quadro, como fica o emprego no país?
Há um certo sonho de que a simples aprovação da reforma da Previdência produziria uma explosão de investimentos, e o Brasil voltaria a crescer como jamais cresceu no passado. Isso não é verdade. Infelizmente, nós vamos ver o declínio da taxa de desemprego lentamente ao longo do tempo, assim como a recuperação da renda per capita. Será mais rápido se o país andar mais depressa com as reformas, como a tributária, promover a abertura da economia, e fazer as medidas microeconômicas. Portanto, está na nossa mão acelerar essa recuperação. Se nós dormirmos na glória de termos feito a reforma da Previdência, infelizmente a recuperação será muito mais lenta.
Ana Carla Abrão Costa, sócia da consultoria Oliver Wyman
Ana Carla Abrão Costa, sócia da consultoria Oliver Wyman
Reprodução/GloboNews
Qual deve ser a agenda do governo pós-Previdência?
Há três conjuntos de reformas muito importantes. O primeiro ataca o mercado de crédito. O Banco Central já vem trabalhando nisso: há medidas que ampliam o acesso ao crédito e reduzem o custo para a população. Existem medidas voltadas para a infraestrutura. O país precisa retomar a capacidade de investimento, mas o governo federal e os estados não têm essa capacidade. O Brasil precisa atrair investimento privado e isso exige várias medidas, que também estão sendo formuladas no âmbito do governo federal e que vão ter de passar pelo Congresso. E terceiro, precisamos de reformas que tragam maior produtividade para o setor público.
Por ora, Estados e municípios não foram incluídos na reforma. Qual é a sua avaliação sobre essa ausência?
A não inclusão de estados e municípios tem um impacto muito negativo que não aparece agora no curto prazo, mas que vai aparecer na frente. O déficit da Previdência dos servidores estaduais e municipais é muito grande. O economista Paulo Tafner calculou um déficit em torno de R$ 140 bilhões só em 2019. E esse déficit é crescente. Então, sem uma reforma, o que estamos economizando na reforma federal vai ter de ser desembolsado porque estados e municípios vão recorrer ao governo federal para cobrir seus déficits.
Estados e municípios vão inevitavelmente enfrentar um problema?
O país vai gastar lá na frente para ter de socorrer estados e municípios que vão colapsar por falta de recursos para cobrir esses déficits e, obviamente, vão bater em Brasília para pedir recursos no governo federal. Os 26 estados e o Distrito Federal precisam de uma reforma da Previdência porque, do contrário, teremos mais situações como a do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro. O problema da Previdência nos Estados está contratado. É estrutural.
Marcos Lisboa, presidente do Insper
O economista Marcos Lisboa, em entrevista ao G1
Marcelo Brandt/G1
Qual deve ser a agenda do governo pós-Previdência?
Há três áreas essenciais para avançar. Não estou falando de grandes reformas. Estou falando em fazer a faxina da casa, arrumar a disfuncionalidade em que o país entrou com uma série de pequenas medidas. Primeiro, a questão tributária. A estrutura tributária brasileira se tornou disfuncional e está asfixiando as empresas do país. A mesma coisa acontece com o comércio exterior. Tem um dever de casa de acertar as tarifas, as barreiras não-tarifárias, a burocracia do comércio exterior. Terceiro, infraestrutura. A gente não vai ver a volta do investimento em energia e transporte com a confusão que se tornou o país para investir em infraestrutura. Você começa um projeto, aí só depois vem as obrigações ambientais e sociais, que podem surpreender. Essa insegurança do investimento em infraestrutura está afastando o setor privado.
Qual será a consequência se o país não endereçar essa agenda?
Se não acertar a questão tributária, do comércio exterior e da infraestrutura, a notícia é ruim. O país chegou na situação em que chegou por tentativas precipitadas de descobrir um atalho, inventar uma novidade, desonerar a folhar, dar um crédito do BNDES, dar um estímulo para um determinado setor. Essas medidas precipitadas é que geraram esse caos institucional que a gente vive no ambiente de negócios. É preciso desfazer o que foi feito na última década para que o investimento volte a crescer e o país volte a gerar mais renda. Essa agenda está demorando para avançar. E quanto mais demora para andar, piora a estagnação.
Nos últimos anos, o PIB per capita caiu e o Brasil ficou mais pobre. Como você vê isso?
É bem preocupante. Já há algumas décadas o Brasil vem ficando para trás. Para dar um dado, entre 1995 e 2016, a renda dos países emergentes fora da América Latina cresceu quase 130% por trabalhador. Nos Estados Unidos, avançou 48%. E no Brasil, cresceu 18%, 19%. Esse problema se agravou a partir de 2010. Até então, o Brasil não crescia tanto como os emergentes, mas pelo menos a gente crescia como o resto do mundo. Era um crescimento menor, medíocre, mas estava de bom tamanho frente ao que viria depois. A partir de 2010, o Brasil descolou do resto do mundo. Estamos ficando mais pobres, estamos ficando para trás e, quanto mais demorarmos para enfrentar esta agenda de melhora institucional e das contas públicas, mais para trás nós vamos ficar.
Alessandra Ribeiro, responsável pela área de macroeconomia da consultoria Tendências
Alessandra Ribeiro, economista e sócia da Tendências Consultoria Integrada
Divulgação
Qual deve ser a agenda do governo pós-Previdência?
O governo tem de agilizar algumas agendas e a principal delas é a do investimento. É preciso avançar no programa de concessões de infraestrutura – rodovias, portos, aeroportos e ferrovias – para o setor privado e, dessa forma, acelerar os efeitos desses investimentos para a atividade econômica e para o emprego. Há outras agendas importantes, certamente, como a reforma tributária, mas essa é uma agenda que vai demorar. É preciso, inclusive, entender qual é o projeto do governo. Isso vai demorar um pouco. Mais imediatamente é agilizar a agenda de investimentos.
O desemprego está elevado, o que também dificulta uma recuperação. Quando será possível ver uma reversão do quadro?
A Tendências projeta um crescimento da economia um pouco abaixo de 1% neste ano. No ano que vem, um avanço de 2%. A economia ganha um pouco mais de tração a partir de 2021. Nesse cenário, a taxa de desemprego cai muito gradualmente, ainda estimamos taxa de desemprego em 11% ao final de 2022. Mas isso não significa que a economia não está gerando emprego. Está, mas é um trabalho mais informal. Nós esperamos este ritmo de criação de emprego ganhando mais tração, crescendo ao redor de 1,5% ao ano, mas com uma mudança na sua composição, de menos informal e mais formal.
E qual é a expectativa para renda?
Esperamos um crescimento da renda mais próximo a 1% este ano. Ela ganha um pouco de tração com a mudança de composição de trabalhador menos informal e mais formal. O trabalhador com carteira tem um salário médio um pouco maior. Então, isso contribui para o aumento do rendimento a partir de 2022 e 2023. Quando nós olhamos a massa de renda, que considera tanto a geração de emprego quanto o salário médio real, a massa de renda deve crescer na casa de 2,5% ao longo dos próximos anos.

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Maia defende que Câmara vote projetos da agenda econômica

Índice que corrige os contratos de locação foi de 4,38% para o período, enquanto IPCA foi de 2,23%. Os preços do aluguel de imóveis residenciais aumentaram 3,45% no primeiro semestre, abaixo da alta de 4,38% do IGP-M, o índice que corrige esses contratos no país, segundo dados divulgados nesta terça-feira (16) pela FipeZap. A inflação geral para o período, medida pelo IPCA, foi de 2,23%.
Em junho, os valores subiram 0,35%, também abaixo do IGP-M (0,80%) e acima da inflação (0,01%).
Nos últimos 12 meses, os preços do aluguel acumulam alta de 3,85%, enquanto o IGP-M para o período foi de 6,52% e a inflação geral, de 3,37%.
Preço médio
O preço médio para alugar um imóvel no país ficou em R$ 28,90 por metro quadrado entre as 25 cidades monitoradas pelo índice FipeZap. São Paulo continua sendo a capital mais cara para se morar de aluguel do país, com preço de R$ 38,50/m², seguida por Janeiro (R$ 30,64/m²) e Brasília (R$ 28,95/m²).
Goiânia é a capital mais barata (R$ 16,54/m²), seguida por Fortaleza (R$ 16,63/m²) e Curitiba (R$ 19,02/m²).
Os preços para comprar um imóvel no país subiram 0,29% de janeiro a junho.
Vale a pena comprar para alugar?
A rentabilidade média do aluguel anualizada, medida pela razão entre o preço médio de locação e o preço médio de venda dos imóveis, ficou em 4,60% em junho, acima dos 4,43% apurados em dezembro do ano passado.
O indicador serve para avaliar a atratividade do mercado imobiliário em relação a outros investimentos.

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Preço médio da gasolina nas bombas cai pela 9ª semana seguida, diz ANP


Etanol e gás de cozinha também tiveram recuo semanal; já o valor do diesel subiu, interrompendo uma sequência de 6 quedas. Bomba de combustível abastece carro em posto de São Paulo
Marcelo Brandt/G1
O preço médio da gasolina nas bombas caiu cerca de R$ 0,02 na semana passada, ou cerca de 0,48%, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (15) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Com isso, o valor do combustível registrou a nona queda semanal consecutiva.
Segundo o levantamento semanal, o litro da gasolina terminou a semana custando ao consumidor, em média, R$ 4,378 por litro. O valor é uma média calculada pela ANP com base em dados coletados em diversas cidades. Os preços, portanto, podem variar de acordo com a região.
No ano, o preço da gasolina acumula alta de 0,78% para o consumidor. A variação está bem abaixo do dado mais recente da inflação oficial no país: até junho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta em 2019 de 2,23%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os preços médios do etanol e do botijão de gás de cozinha também caíram na semana passada. Segundo a ANP, o valor médio do etanol nas bombas teve redução de aproximadamente R$ 0,01, ou 0,64%, para R$ 2,779 por litro. No ano, o combustível tem queda de preços acumulada em 1,56%.
A queda do preço do gás foi de cerca de R$ 0,12, ou 0,17%, para o valor médio de R$ 69,15. No ano, o produto tem queda acumulada de 0,08%.
Enquanto isso, o preço médio do diesel para o consumidor terminou a semana em alta. O aumento foi de 0,11%, o que representa menos de R$ 0,01, para R$ 3,555. No ano, há alta acumulada de 3%.
Assim como ocorre com a gasolina, os preços médios informados para o etanol, diesel e gás de cozinha são médias calculadas pela ANP com dados de diversas cidades, e portanto os valores podem variar regionalmente.

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Maia defende que Câmara vote projetos da agenda econômica

Em junho, o governo aprovou resolução para abrir mercado de gás natural; associação que reúne as distribuidoras defende a revisão de pontos da proposta. A espanhola Naturgy, responsável pela distribuição de gás canalizado do Rio de Janeiro, apresentou à agência reguladora do Estado embargos contra uma reforma no mercado de gás natural colocada em curso pelo governo estadual, afirmou nesta segunda-feira (15) diretor da associação que reúne as distribuidoras no Brasil.
A reforma, que foi aprovada há cerca de um mês pela Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa), está alinhada com planos ambiciosos do governo federal para a criação de um ambiente mais competitivo para o segmento de gás no Brasil.
Governo aprova resolução para abrir mercado do gás natural
Medida tenta reduzir preço do gás natural; ENTENDA
O movimento da Naturgy, contudo, ilustra alguns dos desafios que deverão ser enfrentados pelos governos que buscam a participação de mais agentes no setor de distribuição.
Em deliberação, a reguladora estadual havia aprovado a redução do volume mínimo necessário para a caracterização de consumidor livre, criou regras para auto produtores e auto importadores e deu mais autonomia para a construção de gasodutos por terceiros.
No entanto, as medidas dependem de um aditivo ao contrato da Naturgy, que vence apenas em sete anos, para que possam valer, segundo avaliação da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás).
A associação vê distorções nas novas regras e acredita que elas poderiam prejudicar a atuação da distribuidora.
“Essa regulação não para de pé”, disse o diretor de Estratégia e Mercado da Abegás, Marcelo Mendonça.
Ele evitou entrar em detalhes sobre os pontos questionados pela Naturgy.
A espanhola não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários.
Para a Abegás, dentre as questões que precisam ser revistas está uma regra que permite que empresas construam seu próprio gasoduto, sem a participação da distribuidora, e ainda possam atender a outros mercados com ele. O diretor também criticou a criação de múltiplas tarifas para um mesmo serviço.
Mendonça destacou ainda uma falta de clareza em alguns pontos da proposta da Agenersa, como a previsão de redução de tarifa para o segmento térmico sem que sejam explicados como essa diminuição se dará.
“Criou mais confusão no mercado. Cria uma proposta que remete a um contrato de concessão. Por que então não vamos negociar o contrato de concessão, acordar o que tem que ser feito e depois faz uma regulação?”, questionou Mendonça.
A expectativa da Abegás é que a Agenersa se posicione sobre os embargos apresentados na próxima reunião do órgão, marcada para 30 de julho. O diretor da Abegás não descarta que a questão acabe judicializada, caso Naturgy e Agenersa não entrem em um entendimento.

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Maia defende que Câmara vote projetos da agenda econômica

O G1 errou ao informar que o acordo firmado pelo governo federal e o Ministério Público Federal (MPF) reduziu de 8 mil para 1 mil o número de radares a serem instalados nas rodovias federais não concedidas à iniciativa privada.
O número 8 mil, na verdade, corresponde ao total de pontos que seriam monitorados pelos radares nessas estradas, e não ao número de aparelhos. A redução, no caso, será de 8 mil faixas para 2,2 mil.
A informação foi corrigida às 16h20. Leia mais

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Fábrica de carros de luxo falsificados é descoberta em SC


Donos do local, pai e filho serão indiciados. Eram feitas falsificações das marcas Ferrari e Lamborghini. Fabricação de falsificações de carros de luxo em Itajaí
Polícia Civil/Divulgação
Uma fábrica de carros falsificados das marcas Ferrari e Lamborghini foi descoberta em Itajaí, no Vale, informou a Polícia Civil. Nesta segunda-feira (15), foram apreendidas oito réplicas que estavam sendo montadas. Os donos do local, pai e filho, serão indiciados.
Na ação desta segunda, a polícia encontrou chassis, moldes, ferramentas e fibras usadas na fabricação. A produção clandestina era feita no bairro Itaipava.
Fabricação de falsificações de carros de luxo em Itajaí
Polícia Civil/Divulgação
Os carros eram montados por encomenda e tinham venda divulgada pelas redes sociais. Eles custavam cerca de 8% do valor dos originais.
Nesta segunda, pai, filho e um funcionário que estava no local foram ouvidos e liberados, de acordo com o delegado responsável pelo caso, Angelo Fragelli. A identidade deles não foi revelada pela polícia. O crime contra a propriedade industrial é considerado de menor potencial ofensivo.
Fabricação de falsificações de carros de luxo em Itajaí
Polícia Civil/Divulgação
Há informações de que a fábrica ilegal tinha mais trabalhadores. “Se eles têm conhecimento dos fatos, da irregularidade do que eles estavam produzindo, de fato todos eles podem responder por crime contra a propriedade industrial”, explicou o delegado.
As próprias marcas entraram em contato com a Polícia Civil e fizeram a denúncia. Os carros eram vendidos para todo o país.
Veja mais notícias do estado no G1 SC

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Ministro não vê 'problema nenhum' em rejeição a propostas de mudanças na lei de trânsito


Tarcísio Freitas comentou pesquisa que avaliou projeto de lei apresentado por Bolsonaro ao Congresso que, por exemplo, livra de multa quem transportar criança fora da cadeirinha. Datafolha divulga pesquisa de opinião sobre mudanças na legislação de trânsito
O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, afirmou nesta manhã que não vê “problema nenhum” na avaliação divulgada nesta segunda-feira (15) sobre projeto de lei do governo que propõe mudanças em trechos do Código Brasileiro de Trânsito.
Pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal “Folha de S. Paulo” mostrou que a proposta de aumentar o limite de pontos para suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) é reprovada por 56% dos entrevistados. Já o afrouxamento da punição para quem transportar crianças de até 7 anos sem cadeirinha teve reprovação de 68% dos entrevistados.
“E não tem problema nenhum. Se for essa a percepção de momento, a percepção histórica, ótimo, isso não vai passar no Congresso. Porque o projeto foi submetido ao Congresso”, disse durante coletiva de balanço de 6 meses do Ministério da Infraestrutura.
A proposta foi apresentada pelo presidente Jair Bolsonaro ao Congresso no início de junho. Para que as mudanças entrem em vigor, o projeto precisará ser discutido no âmbito das comissões e, depois de aprovado, apreciado pelo plenário da Câmara e do Senado.
Segundo o ministro, a proposta de trocar a multa de quem transporta criança sem cadeirinha por advertência é para ver se a sociedade brasileira está madura o suficiente para perceber que o uso do equipamento é importante.
“Qual a resposta que eventualmente a sociedade está dando: não, eu preciso ser multado, se eu não for multado eu não vou preservar a vida do meu filho. Esse é o debate”, afirmou o ministro.
A pesquisa ouviu 2.006 pessoas com 18 anos ou mais, em 130 municípios brasileiros, entre os dias 4 e 5 de julho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Projeto
O projeto do governo também prevê a ampliação da validade da habilitação, de cinco para dez anos. A habilitação dos idosos também terá validade ampliada de dois e meio para cinco anos.
Principais pontos do projeto:
Aumenta de 20 para 40 o limite de pontos, em um período de um ano, para suspensão da CHN;
Amplia a validade da CNH de 5 para 10 anos;
Amplia a validade da CNH para idosos de 2 anos e meio para 5 anos;
Mudança nas regras para o transporte de crianças nos veículos;
Possibilidade de o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) liberar bicicletas elétricas sem maiores exigências;
Fim da exigência de exame toxicológico para motoristas profissionais.
Ao comentar o projeto, o ministro destacou que a decisão do presidente Jair Bolsonaro é de reduzir a burocracia e o custo para a população e que isso foi feito como um projeto de lei para que o Congresso pudesse considerar a opinião da população.

Rodrigo Sanches e Wagner Magalhães

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