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Veja concursos e seleções com editais publicados na Paraíba de 15 a 22 de setembro


São quatro editais com 283 vagas. Pelo menos 283 vagas são oferecidas em quatro editais de concursos e seleções publicados na Paraíba nesta semana de 13 a 20 de outubro.
Concursos e seleções na Paraíba têm 977 vagas
Divulgação/Agência Brasil
Seleção da UPA Santa Rita
Vagas: 78
Níveis: fundamental, médio, técnico e superior
Salários: R$ 998 a R$ 2.190
Prazo de inscrição: até este domingo (13)
Local de inscrição: site da organizadora, Instituto Acqua
Edital da seleção da UPA Santa Rita
Seleção da Prefeitura de Riacho dos Cavalos
Vagas: 65
Níveis: fundamental, médio e superior
Salários: R$ 998 a R$ 13,3 mil
Prazo de inscrição: até este domingo (13)
Local de inscrição: site da organizadora, Ápice Consultoria
Taxas de inscrição: R$ 60 (fundamental), R$ 70 (médio/técnico) e R$ 80 (superior)
Provas: 26 de novembro
Edital da seleção da Prefeitura de Riacho dos Cavalos
Seleção do IBGE para o Censo 2020
Vagas: 2.658, sendo 63 na Paraíba
Nível: médio
Remuneração: R$ 1,7 mil a R$ 3,1 mil
Prazo de inscrição: até terça-feira (15)
Local de inscrição: site da organizadora, FGV
Taxa de inscrição: R$ 42,50 e R$ 58
Provas: 8 de dezembro
Edital de seleção do IBGE para o Censo 2020
Concurso da Prefeitura de Serraria
Vagas: 77
Níveis: fundamental, médio e superior
Salários: R$ 998 a R$ 3.339
Prazo de inscrição: até 31 de outubro
Local de inscrição: site da organizadora, Contemax Consultoria
Taxas de inscrição: R$ 40 (fundamental), R$ 45 (médio e técnico) e R$ 50 (superior)
Provas: 8 de dezembro
Edital do concurso da Prefeitura de Serraria

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'Parabéns pra você' e outras 4 ideias simples que viraram negócios multimilionários


Canais de televisão e produtoras de cinema tiveram que pagar até US$ 30 mil (R$ 123 mil) para usar a música. Letra original de ‘Parabéns a você’, de 1893, dizia ‘Bom dia para você’
Getty Images/ BBC
Milhões de pessoas cantam essa música pelo menos uma vez por ano.
A canção “Parabéns pra você”, de 1893, é atribuída a Mildred Hill, uma professora pré-escolar americana. Mas a letra original – com a mesma melodia que conhecemos hoje – dizia “bom dia para você”.
Até que um dia, um desconhecido, do estado americano de Kentucky, substituiu o “bom dia” pelo “parabéns”.
Em 1924, a música foi publicada com as duas letras, e os advogados da família Hill começaram a trabalhar para que ninguém a utilizasse sem pagar os devidos direitos autorais.
Eles processaram o compositor americano Irving Berlin por incluí-la em um de seus musicais. E, depois disso, canais de televisão e produtoras de cinema tiveram que pagar até US$ 30 mil (R$ 123 mil) para usar a música.
Há três décadas, a Warner Music comprou os direitos da canção e faturou até US$ 2 milhões por ano.
Em 2016, no entanto, um juiz de Nova York determinou que a canção nunca deveria ter tido direitos autorais, porque ninguém sabe ao certo quem escreveu a letra.
A Warner Music teve, então, que devolver milhões de dólares àqueles que tinham pago para usá-la.
Atualmente, “Parabéns a você” está livre de direitos autorais.
Conheça outras ideias simples que se tornaram negócios milionários.
1. O guarda-chuva
Mulher caminha com guarda-chuva em Morioka, no Japão, no sábado (12)
Charly Triballeau / AFP
Na China, o guarda-chuva é usado há mais de 10 mil anos. Mas no Ocidente, particularmente na Europa, começou a ser usado por mulheres ricas para se proteger do sol.
Mais tarde, no século 18, o britânico Jonas Hanway começou a usar um guarda-chuva comprado no Oriente para se proteger da chuva.
O problema foi que as pessoas começaram a tirar sarro de Hanway, e os taxistas jogavam comida nele toda vez que passava de guarda-chuva, receosos de que poderia roubar seus clientes.
No entanto, pouco a pouco, o guarda-chuva se tornou parte do figurino dos “cavaleiros britânicos”, até que em 1830 foi aberta, em Londres, a primeira loja de guarda-chuvas do mundo ocidental.
E, em 1928, Hans Haupt inventou o guarda-chuva compacto, o mesmo usado até hoje.
2. Água engarrafada
Garrafas de água mineral em imagem de arquivo
Thomas Coex/AFP
A Evian foi a primeira empresa a vender água engarrafada. Em 1929, começou a engarrafá-la na Suíça. As vendas dispararam, uma vez que naquela época as pessoas estavam aterrorizadas com a possibilidade de contrair cólera ao beber água encanada.
Mas as cidades logo começaram a desinfetar a água com cloro, e as vendas de água engarrafada despencaram.
Em 1977, surgiu a água engarrafada com gás. A Perrier fez um grande lançamento da sua água mineral, vendendo como um produto francês altamente sofisticado.
As vendas atingiram US$ 3 bilhões por ano. E nessa mesma década, as garrafas de vidro foram substituídas pelas de plástico.
Neste contexto, a Coca-Cola e a Pepsi viram uma grande oportunidade comercial e inundaram o mercado com marcas mais baratas.
Atualmente, consumimos 400 bilhões de litros de água engarrafada por ano – e pagamos cerca de US$ 100 bilhões por isso.
O custo é 3 mil vezes mais caro do que beber água encanada.
3. O saco plástico
Antes da invenção dos sacos de plástico, os clientes usavam sacolas de papel para levar os produtos para casa. O problema é que elas não eram tão seguras, e os produtos costumavam cair.
Mas, em 1965, um sueco chamado Sten Gustaf Thulin teve a ideia de vender sacolas plásticas que podiam transportar produtos com mais de mil vezes seu próprio peso.
Em 1982, os supermercados americanos Kroger e Safeway começaram a usá-las – e atualmente as lojas utilizam bilhões de sacolas plásticas por ano.
Mas essa indústria tem causado problemas ambientais gigantescos. As sacolas plásticas demoram de 100 a 400 anos para se decompor, devastam a vida marinha e causam inundações em todo o mundo ao bloquear os sistemas de drenagem.
4. O marca-texto
Marca-texto
Fabio Tito/G1
No início dos anos 1960, o japonês Yukio Horie inventou a caneta com ponta de feltro, conhecida hoje como marca-texto.
Sua tinta à base de água fazia o traçado deslizar suavemente sobre o papel e permitia destacar certas partes de um texto sem cobrir as palavras.
Isso aconteceu em meio ao movimento hippie – foi quando as cores fluorescentes começaram a ser usadas em todas as partes, incluindo roupas, pôsteres e capas de discos.
O segredo dessa explosão de cores está no tipo de tinta, que absorve a luz ultravioleta e infravermelha, convertendo em luzes visíveis.
Em 1971, a empresa alemã Stabilo transformou a cultura hippie das cores em uma “cultura corporativa” com os marcadores Stabilo Boss.
Atualmente, são vendidos por ano mais de US$ 300 bilhões em marca-texto.

Referência

Regra do teto de gastos pode impor perda de R$ 9,46 bilhões à saúde em 2020

Pela norma anterior, deveriam ser aplicados ao menos R$ 132,4 bilhões em saúde em 2020. Com regra do teto, governo está destinando R$ 122,9 bilhões. Congresso pode mudar isso. A regra do teto de gastos, que estabelece limites para o crescimento do gasto federal, pode impor perdas de R$ 9,46 bilhões à área de Saúde em 2020, segundo cálculo feito pelo G1 e confirmado pela Secretaria de Orçamento Federal, ligada ao Ministério da Economia.
Na proposta orçamentária de 2020, encaminhada ao Congresso Nacional em agosto deste ano, o governo propôs que a área de saúde conte com R$ 122,9 bilhões no ano que vem.
Esse valor é R$ 920 milhões acima do mínimo fixado pela regra vigente do teto de gastos públicos – ou seja, o valor do piso do ano anterior corrigido pela inflação.
Pela regra que vigorava anteriormente, entretanto, o valor mínimo (piso) que deveria ser destinado à saúde em 2020 era de 15% da receita corrente líquida – estimada, na proposta de orçamento, em R$ 882,4 bilhões para o próximo ano.
Com isso, o piso, pela norma anterior ao teto, deveria ser de R$ R$ 132,3 bilhões.
A diferença de R$ 9,46 bilhões entre o valor que deveria ser aplicado pela regra anterior ao teto de gastos (R$ 132,3 bilhões) – que já perdeu validade legal – e o valor proposto pelo governo (R$ 122,9 bilhões) equivale à possível perda de recursos no próximo ano.
Essa destinação menor de recursos para saúde no ano que vem se confirmará se o Congresso Nacional aprovar os valores propostos pelo governo.
Entretanto, pela regra do teto de gastos, se o Legislativo quiser aumentar o orçamento da área de saúde, terá de cancelar despesas em outros setores em igual proporção.
Essa, porém, não seria uma tarefa fácil, porque o “cobertor” já está curto.
“Isso fica cada vez mais difícil. Porque todas as áreas estão sofrendo contingenciamento [bloqueio] grande. Como estamos chegando perto do limite mínimo [para evitar paralisia da máquina pública], tirar de uma área para colocar em outra fica cada vez mais uma não possibilidade”, avaliou Felipe Salto, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal.
Em 2017, o então ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, já alertava que, sem a aprovação da reforma da Previdência Social – que tramita somente neste ano no Congresso –, a regra que criou o teto para gastos públicos se tornaria”incompatível” com a realidade orçamentária do país a partir de 2020.
Isso porque foi estabelecido um limite para gastos, e as despesas obrigatórias – que não podem ser cortadas pelo governo, como aposentadorias e salários de servidores, por exemplo – estão crescendo acima da inflação nos últimos anos e ocupando um espaço maior no orçamento.
Em 2020, essas despesas obrigatórias devem representar cerca de 94% de todos os gastos – restando pouco espaço para os gastos discricionários (que podem ser alterados pelo governo).
Estudo mostra que gasto do governo em saúde é de R$ 3,89 por habitante
Gastos em saúde no Brasil
Estudo divulgado no ano passado pelo Tesouro Nacional mostra que os gastos públicos com Saúde no Brasil equivaleram a 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 e, com isso, ficaram “ligeiramente” acima da média da América Latina e Caribe (3,6% do PIB), mas também se posicionaram bem abaixo da média dos países desenvolvidos – que foi de 6,5% do PIB em 2015.
“Assim, constata-se que a despesa pública em saúde no Brasil está em patamar mediano em comparação com a média internacional, mas relativamente inferior ao volume de recursos empregados nos sistemas de saúde universais dos países europeus, como Reino Unido e Suécia, que apresentam boa qualidade”, diz o documento.
Levantamento divulgado no ano passado pelo Conselho Federal de Medicina concluiu que os gastos públicos por habitante na saúde cresceram bem menos do que a inflação nos últimos dez anos.
“Comparativamente com outros países mais ricos e não tão ricos, o governo coloca, percentualmente, menor quantidade de dinheiro na saúde e esse estudo demonstra com clareza isso. Na própria Argentina, que passa por problemas até piores do que nós, o gasto público em saúde, percentualmente, é o dobro do Brasil”, afirmou, em dezembro, Donizete Giamberardino, coordenador da Comissão Nacional Pró-SUS, naquele momento.
Ipea reforça teto de gastos como premissa para crescimento
Teto de gastos
A regra do teto de gastos, que começou a valer em 2017, limita o crescimento dos gastos públicos, em um ano, à taxa de inflação registrada no ano anterior.
A proposta foi uma das principais apostas do governo Michel Temer para reequilibrar as contas públicas e viabilizar a recuperação da economia brasileira.
Quando foi enviada, Temer e sua equipe econômica, chefiada por Henrique Meirelles, asseguraram que não haveria perdas para saúde e educação.
Parlamentares da oposição, porém, chamaram a proposta de “PEC da maldade” porque, na visão deles, a medida iria congelar investimentos nas áreas de saúde e educação.
O objetivo do teto de gastos é retomar, com o passar dos anos, os chamados “superávits primários” nas contas públicas (receitas menos despesas, sem contar juros) e possibilitar a contenção do crescimento da dívida pública – que se aproxima de 80% do PIB (patamar é considerado elevado para economias emergentes).
Se o crescimento da dívida não for freado, analistas avaliam que isso pode gerar uma contenção de investimentos privados e uma consequente alta da taxa de juros, com reflexos no crescimento da economia brasileira e na geração de empregos.
Economistas opinam
Saiba o que alguns economistas dizem sobre os efeitos do teto de gastos para os serviços públicos nos próximos anos. Além da área de saúde, há previsão de que outros ministérios, e serviços ofertados, sejam afetados.
Parte dos analistas defende a mudança da regra do teto, permitindo que o governo gaste mais do que o previsto anteriormente. Outros propõem que se “quebre o piso”, ou seja, que se alterem as regras de gastos obrigatórios – que prevê a correção de benefícios previdenciários e a reforma administrativa, com impacto nos próximos anos – como forma de manter de pé o limite para gastos.
Waldery Rodrigues, secretário de Fazenda do Ministério da Economia – O número 2 do Ministério da Economia declarou ao G1 que é alto o nível de gastos obrigatórios. Ele defendeu manter o teto, afastou a possibilidade de propor a retirada de despesas previdenciárias ou investimentos do limite, ou de que o valor seja corrigido também pelo PIB (além da inflação). Questionado sobre propostas no Congresso, ele disse que o governo analisa apoiar a interrupção do pagamento do abono salarial caso os limites sejam descumpridos e a redução temporária da jornada de trabalho de servidores, com redução salarial equivalente. Também avalia propor o corte de todas remunerações acima do teto do Supremo Tribunal Federal (STF).
Débora Freire, professora adjunta do Departamento de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais – Em estudo com outros economistas, ela avalia que o cenário austero que teto de gastos estabelece, para um período de 20 anos, implicará o agravamento da desigualdade social no Brasil. “A gente observa que as famílias mais pobres são as que consomem muito mais bens e serviços públicos e que serão as mais prejudicadas em termos do nível de vida com o teto de gastos”, avaliou. Para a professora, é necessário que os gastos sociais em saúde e educação tenham regras distintas. Afirmou ainda que o teto é muito rígido e não segue parâmetros internacionais. Débora Freire também defendeu uma reforma tributária mais progressiva, ou seja, que tribute mais os ricos.
Mansueto Almeida, secretário do Tesouro Nacional – O economista avaliou, no fim de setembro, que qualquer mudança na regra do teto de gastos terá como consequência atrasar o ajuste nas contas públicas brasileiras, e observou que a dívida pública, próxima de 80% do PIB, é muito alta para o padrão dos países emergentes. Ele disse que o gasto com saúde tem garantido o mínimo constitucional (pela regra do teto, com base na variação da inflação), e acrescentou que, apesar de ser uma despesa obrigatória, parte dela não é executada, ficando os recursos “empoçados” por conta da evolução lenta de projetos.
José Luis Oreiro, professor adjunto do departamento de Economia da Universidade de Brasilia (UnB) – O economista avaliou que o teto de gastos é insustentável. Segundo ele, o teto “congela” em termos reais os gastos públicos em um contexto em que população ainda cresce 0,8% ao ano, aumentando também a demanda por serviços públicos. Além disso, as despesas previdenciárias e com pessoal também têm registrado alta anual acima da inflação, diminuindo espaço para os gastos com serviços públicos. “É lógico que vai estourar o teto. O teto foi um artifício feito em 2016 para se aprovar a reforma da Previdência. Que foi [parcialmente] aprovada no Senado. Qual a funcionalidade agora? Nenhuma. Então tira o teto, senão não sai dessa agenda que é uma corrida para o fundo”.
Felipe Salto, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) – O economista defendeu a continuidade do atual formato do teto de gastos. Segundo ele, o teto pode ser descumprido em 2021, mas a discussão deveria ser sobre o reforço de gatilhos – a serem acionados depois disso acontecer – como, por exemplo, redução de jornada de servidores, fim das progressões automáticas de carreiras e combate a remunerações recebidas acima do teto do STF. Ele avaliou que a demanda por recursos para saúde e educação é “infinita”, mas afirmou que, antes ou em paralelo à recomposição desses valores, é preciso fazer avaliações e revisões periódicas sobre essas despesas.
Francisco Funcia, economista e e consultor técnico do Conselho Nacional de Saúde – O analista disse que as necessidades da população não variam de acordo com a inflação. “Se o recurso está congelado [sem alta real, acima da inflação], cai o que se aloca por habitante em saúde”, afirmou. Ele disse que o Reino Unido, exemplo de sistema universal de saúde, gasta 7,9% do Produto Interno Bruto (PIB) com saúde. No Brasil, os gastos de governo federal, estados e municípios são de 4% do PIB, disse ele. “Estamos subfinanciados”, declarou. Funcia afirmou ser a favor do teto de gastos, mas com base no PIB. “Não pode passar, por exemplo, de 19% do PIB. Se o país cresce, a receita e a despesa crescem também”, afirmou.

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Cerca de 60% das mulheres na Europa já sofreram sexismo no trabalho, diz pesquisa


Ainda de acordo com a pesquisa, 11% das entrevistadas afirmaram ter tido relação sexual ‘forçada ou indesejada’ com alguém de seu círculo profissional. Apenas 16% das mulheres que afirmaram terem sido pressionadas a realizar atos sexuais denunciaram o caso.
Free-Photos/Creative Commons
Em torno de 60% das mulheres na Europa indicaram ter sido vítimas de pelo menos uma forma de violência sexista, ou sexual, no trabalho – aponta um estudo feito online em abril de 2019 e publicado neste sábado (12), com mais de 5.000 mulheres de cinco países da União Europeia.
O relatório do Instituto Francês de Opinião Pública (IFOP) afirmou que 21% das mulheres passaram por essas situações no ano passado, enquanto 42% nos últimos 30 anos.
Ainda de acordo com a enquete, 11% das entrevistadas afirmaram ter tido relação sexual “forçada ou indesejada” com alguém de seu círculo profissional.
Um número que “destaca a zona cinzenta que pode existir em torno do consentimento”, quando este é “ser obtido em um contexto de subordinação, intimidação, ou manipulação”, advertem os autores do estudo, que englobou França, Alemanha, Itália, Reino Unido e Espanha.
Da mesma forma, 46% das mulheres foram submetidas a “assobios, gestos ou comentários rudes, ou olhares inadequados”, um percentual que, na Alemanha, chega a 56%. Além disso, 26% disseram ter de suportar esses gestos, ou comentários, “repetidamente”.
Ao menos 9% das mulheres declararam ter sido “pressionadas” por um colega, em pelo menos uma ocasião, para obter delas “um ato de cunho sexual”, e 18% relataram ter de suportar contatos físicos como mão nas nádegas, abraço forçado, ou beijo roubado.
Apenas 16% das que afirmaram ter sido pressionadas a realizar atos sexuais denunciaram o caso, porém, a algum superior, ou sindicato de sua categoria.

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Operadores dizem que energia eólica ficará mais cara devido a decisão da Aneel; agência contesta


Eólica é fonte de energia que mais cresce no país. Preço aumentaria porque risco de não entrega da energia passou do consumidor para o operador. Medida beneficia consumidor, diz Aneel. Parque eólico na Bahia
João Ramos/Ascom SDE
Uma decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pode afetar o preço da energia de usinas eólicas que vierem a ser contratadas a partir dos próximos leilões. A associação que representa as eólicas afirma que a energia dessas usinas ficará mais cara.
A Aneel admite que o “preço nominal” da energia eólica pode subir, mas considera que a decisão beneficia os consumidores, que não ficarão mais sujeitos ao pagamento de custos adicionais, agregados à tarifa (leia mais abaixo).
As eólicas se expandiram fortemente nos últimos anos. São as usinas que mais crescem no Brasil. Atualmente, o vento já é a terceira principal fonte de energia do país, atrás das hidrelétricas e das termelétricas.
Além disso, as eólicas vêm se destacando pelo baixo preço da energia produzida. Nos últimos três leilões realizados pela Aneel, a energia eólica foi a mais barata em dois, e a segunda mais barata no terceiro.
Para alguns agentes do setor elétrico, porém, a decisão da Aneel – que gerou debate acalorado até mesmo entre diretores da própria agência – pode levar ao encarecimento da energia eólica no país.
Risco da geração
A geração das usinas eólicas é intermitente. Ou seja, essas usinas só produzem quando há vento.
Em leilões passados, a regra previa a transferência para os próprios consumidores do risco de as eólicas não conseguirem gerar toda a energia que elas se comprometem a entregar.
Pela decisão tomada pela Aneel em setembro, a partir de agora são as próprias usinas que terão de assumir esse risco.
A mudança elimina a possibilidade de os consumidores terem de bancar, a custo que pode ser alto, a compra de energia de outras fontes para compensar o que não foi gerado pelas eólicas. Mas as eólicas podem ter que vender a energia a um preço mais elevado nos leilões para poder compensar o risco de não cumprir o contrato.
A presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum, afirma que, como operadores de usinas eólicas terão de assumir o risco, vão ter que incluir esse risco no preço da energia.
“Ele tende a cobrar mais caro, vai passar para a tarifa e quem vai pagar é o consumidor”, disse Elbia Gannoum.
O teste da nova regra será o leilão de energia do próximo dia 18. A Abeeólica chegou a recorrer à Aneel para pedir que fosse mantida no leilão a regra antiga, o que foi negado. A decisão, porém, não foi unânime.
Durante debate do recurso da associação pela diretoria da Aneel, na terça-feira (8), a diretora Elisa Bastos criticou a mudança, que, segundo ela, foi tomada em “um passe de mágica” e com base em “avaliação subjetiva.”
“Exigir que as usinas [eólicas] assumam obrigações contratuais que as distanciem da forma como o sistema será operado implicará ineficiência econômica e sobrecusto para os consumidores”, avaliou Elisa Bastos.
O diretor Efrain Pereira, autor da proposta que levou à mudança na regra para as eólicas, criticou a colega, que, segundo ele, estava “atacando” e colocando “em cheque” a diretoria da Aneel.
“A decisão desse colegiado, eu entendo que é uma decisão soberana, é uma decisão em última instância desta casa, e deve ser respeitada ao extremo”, disse Efrain.
O diretor-geral da Aneel, André Pepitone, defendeu a mudança feita pela agência. Ele afirmou que a medida torna o custo da energia das usinas eólicas mais transparente. “Agora o custo que o consumidor vai ter é o custo do leilão”, disse.
Segundo ele, a alteração segue o “princípio de modernização” do setor elétrico que está para ser lançado pelo Ministério de Minas Energia.
Produção de energia eólica bate recorde no Nordeste
Setor dividido
Ex-diretor da Aneel, Tiago Correia também é crítico da mudança, que ele chamou de “equivocada.”
“O efeito da medida é o aumento do preço da energia eólica. Ainda vai ter oferta suficiente para recontratação no próximo leilão e elas vão continuar sendo protagonistas, só que vamos pagar um preço que não precisávamos pagar”, disse Correia.
Ex-presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia, e atual presidente da consultoria PSR, Luiz Barroso, defendeu a alteração feita pela Aneel.
Ele avalia que as usinas eólicas têm condições de gerenciar o risco que a agência atribuiu a elas e disse acreditar que o preço da energia dessa fonte não deve ficar mais alto no leilão da próxima semana.
“Mas se o preço sair mais alto [no leilão], acho que esse é um preço mais honesto, mais transparente e que não esconde subsídios implícitos que existem hoje”, disse.
“É melhor ter mais transparência e ter competição do que dar benefício para uma tecnologia”, completou.
O presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales, também se disse favorável à mudança feita pela Aneel.
“Não tenho a menor dúvida que é melhor a gente pagar a energia mesmo que um pouco mais cara mas não pagar subsídio”, disse.

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De falta de esgoto a moradores demais, os problemas de lares brasileiros que atrasam o desenvolvimento de crianças


O ambiente em que a criança vive em seus primeiros anos de vida importa porque interfere diretamente em sua saúde e desenvolvimento cerebral em um período crucial. Local onde Riacho Salgadinho deságua no mar, na Praia da Avenida, em Maceió (Alagoas)
Marcelo Brandt/G1
Moradias de renda insuficiente, com excesso de pessoas, sem saneamento básico. A descrição se encaixa em um número considerado preocupante de lares brasileiros que abrigam crianças de zero a seis anos, com impactos sobre seu bem-estar, aprendizado e desenvolvimento ao longo de toda a sua vida futura – e com grande chance de isso se reverter em mais custos futuros para o Estado.
Das 18,4 milhões de crianças que o Brasil tinha em 2017, 41,3% delas habitavam casas com ao menos uma inadequação de saneamento, seja ausência de esgoto, abastecimento de água ou coleta de lixo. Quase um quarto das casas delas tinha ao menos uma inadequação de moradia, ou seja, sem banheiro próprio, paredes de materiais não resistentes, adensamento excessivo (mais de três pessoas dividindo cada dormitório) ou custos de aluguel que não cabiam no bolso da família.
No que diz respeito a renda, eram quase 2,8 milhões de crianças de zero a seis anos vivendo em lares com rendimento real per capita de no máximo US$ 5,50 por dia – linha de pobreza definida pelo Banco Mundial e equivalente, na cotação atual, a R$ 22 por pessoa por dia.
Os dados foram levantados na pesquisa do IBGE Pnad Contínua para a BBC News Brasil pelo economista Naercio Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, que traçou um quadro sobre a vulnerabilidade de lares que abrigam crianças pequenas para o Simpósio Internacional de Equidade na Primeira Infância, realizado na última semana, em São Paulo.
De acordo com o levantamento, 5,4% dos lares com crianças pequenas estavam em situação de pobreza extrema, vivendo com o equivalente a menos de R$ 8 por dia por pessoa.
O ambiente em que a criança vive em seus primeiros anos de vida importa porque interfere diretamente em sua saúde e desenvolvimento cerebral em um período crucial: é na primeira infância que “o cérebro constrói a base das habilidades cognitivas e de caráter necessárias para o sucesso na escola, na saúde, na carreira e na vida”, segundo costuma descrever o economista americano James Heckman, ganhador do Nobel e referência em pesquisas do desenvolvimento humano do ponto de vista econômico.
“Em um país como o Brasil, que chegou a ser a sétima economia do mundo, é muito impressionante que a gente não esteja investindo nessas crianças e não deixando que elas cresçam em ambientes minimamente protegidos”, diz Naercio Menezes Filho.
“Essas crianças vão se tornar jovens e vão ter problemas de aprendizado, de evasão escolar – muito provavelmente muitas não vão concluir o ensino médio –, vão pegar um emprego informal, ou se tornar nem-nem (grupo que nem estuda, nem trabalha) e podem depender do Estado para o resto da vida”, diz ele.
“O melhor é investir agora, resolver esses problemas (de condições básicas de vida), e economizar dinheiro no futuro. (…) A primeira infância tem a maior taxa de retorno no ciclo de vida das políticas públicas.”
Um estudo da ONG britânica Shelter apontou que as crianças do país que viviam em condições inadequadas de habitação tinham maior chance de desenvolver problemas mentais, comportamentais e educacionais – e, em consequência, maior dificuldade em conseguir empregos e sair da pobreza.
A Unicef, agência da ONU para a infância, estima que o desperdício de potencial humano na primeira infância tenha impacto de 20% na produtividade futura dessas crianças quando adultas.
“O que acontece nesses primeiros anos é crucial para o desenvolvimento de qualquer criança. É um período de grande oportunidade, mas também de vulnerabilidade a influências negativas”, diz a entidade. “Esforços para melhorar o desenvolvimento de crianças pequenas são um investimento, e não um custo. Intervenções indicam que para cada dólar investido em melhorar o desenvolvimento na primeira infância tem retorno de quatro a cinco vezes maior que a quantia investida, ou até mais em alguns casos.”
A agência destaca, ainda, que a falta de acesso a condições sanitárias adequadas e maus hábitos de higiene chegam a responder, historicamente, por cerca de metade dos casos globais de desnutrição infantil – o que, por sua vez, também impacta negativamente o desenvolvimento cognitivo, motor e socioemocional das crianças, com efeitos diretos em seu desempenho escolar.
População do bairro Riacho Doce, na Zona Norte de Maceió: ninguém tem coleta de esgoto no bairro
Marcelo Brandt/G1
Diferenças regionais e raciais
Ainda segundo os dados levantados por Menezes, quase 42% dos brasileiros que moram com crianças pequenas têm rendimento domiciliar per capita de no máximo US$ 5,50 (R$ 22) por dia. E, apesar de viverem na pobreza, 14% dessas pessoas não recebem nenhum tipo de transferência de renda estatal.
O estresse que a pobreza e as condições inadequadas de habitação impõem sobre os adultos pode refletir nas crianças, explica o economista.
“É muito difícil morar em domicílios com adensamento excessivo, sem transferência de renda, sem saneamento. (…) Se mães sozinhas ficarem deprimidas por essa situação, será um fator importante, que dificulta sua interação (com os filhos) e prejudica o desenvolvimento infantil. Alguns estudos mostram que os problemas (de saúde mental) da mãe se transferem para os filhos.”
Menezes identificou, também, significativas diferenças regionais entre as condições habitacionais de crianças pequenas.
Em Estados como Alagoas, Maranhão, Acre e Piauí, por exemplo, um terço das crianças pequenas vive em lares com renda efetiva diária de até US$ 5,50 – o dobro da média nacional.
As diferenças se evidenciam também no recorte racial. As inadequações em saneamento básico (acesso a esgoto, água ou coleta de lixo) afetam os lares de cerca de 30% de meninas e meninos brancos, mas o índice sobe para cerca de 50% entre meninas e meninos negros e pardos.
Outro levantamento prévio, feito pela Fundação Abrinq, também com base em dados do IBGE, aponta que o Brasil tem 9,4 milhões de crianças e adolescentes em situação domiciliar de pobreza extrema, ou seja, com renda per capita mensal inferior ou igual a um quarto do salário mínimo (quantia equivalente a R$ 250).
Perspectivas opostas
Menezes aponta que é possível enxergar os dados de pobreza sob duas perspectivas opostas: o quadro maior dá sinais positivos, enquanto o cenário de curto prazo é pessimista.
“Historicamente, houve uma redução muito grande na proporção (de lares vulneráveis), porque o Brasil vivia em situação de alta pobreza nos anos 1980 e 1990, sem mecanismos de proteção social e quando o saneamento era pior ainda”, afirma.
“O Brasil melhorou muito desde a Constituição (de 1988) até agora. Mas a crise econômica pode ter contribuído para piorar um pouco (o cenário) desde 2015. O IBGE mostra que houve um aumento (na vulnerabilidade dos mais pobres) entre 2016 e 2017, provavelmente também entre as crianças. Alguns dados mostram que a desigualdade também aumentou nesse período.”
Esse aumento foi contido, segundo Menezes, pela rede de políticas públicas e transferência de renda criada nas últimas décadas, incluindo o Bolsa Família, a expansão do Sistema Único de Saúde (SUS), seguro-desemprego e programas como Criança Feliz (de atendimento à primeira infância em lares vulneráveis) e Saúde da Família.
“Tudo isso serve para impedir que em momentos de crise você tenha um aumento muito grande” na pobreza, diz.
Desigualdade de oportunidades
Ao mesmo tempo, Menezes explica que essa soma de adversidades logo no início da vida impede que tantas crianças tenham condições de atingir seu pleno potencial para competir com quem teve suas necessidades básicas atendidas desde a primeira infância.
“Não existe meritocracia no sentido estrito do termo no Brasil, à medida que você tem tanta desigualdade de oportunidades”, afirma Menezes.
“Talvez exista meritocracia entre as pessoas que já nascem sem esses problemas todos (relacionados à pobreza extrema), daí o esforço e a garra são recompensados. Mas quando você vê uma parcela grande de (crianças com) ao menos uma inadequação na moradia – essas crianças não vão ter igualdade de oportunidades, e se não conseguirem sucesso na vida não vai ser unicamente por causa do esforço delas, mas pelas condições em que cresceram (e o impacto disso) no desenvolvimento futuro delas.”

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Veja os destaques do Globo Rural deste domingo (13/10/2019)

Programa mostra a rotina dos artesãos de violas, os luthiers. E mais notícias do campo. Veja os destaques do Globo Rural deste domingo (13/10/2019)
No Globo Rural deste domingo (13), você vai ver quem são os artesãos responsáveis por fabricar violas. Os luthiers, como são conhecidos, aliam tradição e modernidade para produzir o instrumento musical mais famoso dos campos brasileiros.
Veja todos os vídeos do Globo Rural
Tem ainda as notícias sobre a produção de grãos no Paraná, do confinamento de gado em Mato Grosso do Sul e da colheita da jabuticaba em Goiás. E mais notícias do campo.
Não perca. O Globo Rural começa neste domingo às 7h45.

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Maia defende que Câmara vote projetos da agenda econômica

Campos terrestres foram vendidos para a Imetame Energia Lagoa Parda Ltda, subsidiária integral da Imetame Energia. A Petrobras informou nesta sexta-feira (11) que fechou um acordo para vender a totalidade de suas participações nos campos terrestres do Polo Lagoa Parda, localizado no Estado do Espírito Santo, para a Imetame Energia Lagoa Parda Ltda, subsidiária integral da Imetame Energia, por US$ 9,3 milhões.
O Polo Lagoa Parda compreende três concessões terrestres em produção — Lagoa Parda, Lagoa Parda Norte e Lagoa Piabanha. A Petrobras é operadora com 100% de participação nos três campos. A produção média atual do polo é de aproximadamente 300 barris de óleo por dia (bpd) e 5,5 mil metros cúbicos ao dia de gás, diz o comunicado.
Segundo a Petrobras, o valor será pago em duas parcelas, a primeira, de US$ 1,4 milhão, na assinatura do contrato, e o restante, US$ 7,9 milhões, no fechamento da transação.
O fechamento da transação está sujeito ao cumprimento de condições precedentes, tais como a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
“A transação está alinhada à otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à geração de valor para os nossos acionistas”, diz trecho do comunicado.

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Preços dos combustíveis nos postos têm nova semana de alta


Segundo a ANP, houve aumento no valor do diesel, da gasolina e do etanol. Postos repassaram o aumento da gasolina ao consumidor
Marcelo Brandt / G1
Os preços médios dos combustíveis para o consumidor final voltaram a registrar aumento nesta semana, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta sexta-feira (11). Segundo a agência, houve elevação no valor do diesel, da gasolina e do etanol.
Levantamento semanal de preços – combustíveis
Os preços divulgados representam uma média caculada pela ANP a partir de dados coletados em postos em diversas cidades pelo país. O valor, portanto, pode variar de acordo com a região.
O resultado desta semana representa a quinta alta seguida do preço da gasolina nos postos e a sexta do diesel. Já o etanol teve seu terceiro aumento semanal consecutivo.
Preços da Petrobras
As altas ocorrem após a Petrobras ter elevado os valores do diesel e da gasolina por três vezes ao longo do mês anterior.
A empresa reajustou pela última vez a gasolina em 27 de setembro, com uma alta na sequência de turbulências no mercado de petróleo depois de ataque sobre instalações produtivas da Arábia Saudita em meados do mês passado. Já o diesel não tem alterações desde 19 de setembro.
Os repasses dos ajustes no preço nas refinarias para ao consumidor final, nos postos, dependem de diversos fatores, como impostos, margens de distribuição e revenda e mistura de biocombustíveis.
O consumo dos estoques das distribuidoras também influenciam na velocidade que os repasses ocorrem para os postos.
As cotações da estatal nas refinarias têm como base a paridade de importação, formada pelos preços internacionais mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, por exemplo, além de uma margem que cobre os riscos.

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Confiança da indústria fluminense aumenta após aprovação da reforma da Previdência


Pesquisa da Firjan mostra, no entanto, que empresários avaliam o momento atual de forma negativa. Pesquisa feita pela Firjan mostra que o nível de confiança do empresário industrial fluminense atingiu 57,7 pontos, o que indica otimismo sobre a economia.
Firjan/Divulgação
A confiança do industrial fluminense avançou em setembro e atingiu 57,7 pontos, devido à aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.
Esse é o resultado do mais recente Índice de Confiança do Empresário Industrial Fluminense, feito pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Feita entre os dias 2 e 12 de setembro deste ano, a pesquisa já é realizada desde 2010.
A divulgação do índice é feita a cada três meses. Na mais recente, em junho, o percentual de confiança do empresariado industrial fluminense era de 52,6 pontos.
Pela metodologia da pesquisa, o índice varia de zero a 100 pontos, com os resultados acima de 50 indicando melhora ou otimismo e abaixo deste valor apontando piora ou pessimismo.
“A confiança do empresário fluminense estava alta no início do ano, por conta da expectativa em relação às reformas econômicas prometidas pelo novo governo – a questão é que essas não se concretizaram. A aprovação da reforma da Previdência e a Lei da Liberdade Econômica ajudaram a retomar esse otimismo”, explicou o gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Jonathas Goulart.
Presente e futuro
Jonathas Goulart: “A aprovação da reforma da Previdência e a Lei da Liberdade Econômica ajudaram a retomar o otimismo”.
Carlos Brito
No indicador de condições atuais, entretanto, o estudo mostra que a avaliação dos empresários é negativa. Foram 49,9 pontos – o pessimismo ocorre por conta da situação econômica do Estado do Rio.
O quadro muda quando se olha para o futuro – o indicador de perspectivas para os próximos meses atingiu 61,5 pontos, registrando otimismo em relação à economia brasileira, do estado e da própria empresa.
Sérgio Duarte: “A perspectiva a longo prazo é positiva”.
Renata Mello
“A perspectiva a longo prazo é positiva, pois vemos disposição do governo em desburocratizar e melhorar o ambiente de negócios”, avaliou o vice-presidente da Firjan, que também é presidente do Conselho de Economia da Federação, Sérgio Duarte.
No caso específico do Rio de Janeiro, a volta de um possível aquecimento da indústria depende sobretudo da recuperação do setor de óleo e gás – movimento já percebido pelos estudos da federação.
“O cenário atual ainda é de crise, em especial na Região Metropolitana, mas já conseguimos notar uma melhora nas empresas do setor industrial que operam nessa área, com o crescimento dos números nas atividades relacionadas à extração de petróleo e gás. Esse quadro será fundamental para a recuperação econômica do Rio, sobretudo a partir de 2020”, previu Goulart.

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