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Venda de veículos sobe 26,6% em fevereiro, diz Fenabrave


Com a maioria das lojas fechadas pela pandemia de coronavírus, setor regrediu ao patamar de 1992, segundo federação. Setor tem 7.300 concessionárias e emprega 315 mil pessoas. Imagem de arquivo de uma concessionária em SP
Fábio Tito/G1
Com o tombo histórico nos emplacamentos durante a pandemia de coronavírus, o futuro das concessionárias de veículos no Brasil é incerto. Das 7.300 lojas existente no país, cerca de 2,2 mil podem fechar definitivamente ainda em maio, de acordo com a associação das concessionárias, a Fenabrave.
“30% não suportam mais 15 dias por falta de liquidez”, disse Alarico Assumpção, presidente da federação, ao G1.
De acordo com entidade, além da paralisação das lojas por conta das regras de isolamento, os bancos não estão repassando o dinheiro para crédito, apesar da liberação do Banco Central (BC).
As concessionárias de veículos do Brasil empregam atualmente 315 mil colaboradores. “Precisamos de previsibilidade, não temos um cenário, um norte”, argumenta Alarico.
Efeito coronavírus: montadoras paralisam atividades
Seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), estados e municípios brasileiros empregam a quarentena ou isolamento social para combater o coronavírus, e mantêm o comércio fechado, exceto quando o serviço é considerado fundamental.
O último decreto federal sobre serviços essenciais na pandemia incluiu a comercialização de veículos na lista, porém, cabe a estados e municípios definirem suas regras de isolamento, como decidiu o Supremo Tribunal Federal (STF).
Até a última atualização desta reportagem, o número de casos confirmados de pessoas infectadas pelo novo coronavírus no Brasil havia passado de 128 mil, com mais de 8,6 mil mortos.
Com os sistemas de saúde sobrecarregados, alguns estados determinaram um afastamento social mais drástico: o chamado lockdown.
Além de pedir a reabertura dos negócios, a Fenabrave trabalha junto com as montadoras de veículos para a liberação de R$ 40 bilhões em empréstimos para que o setor automotivo passe pela crise. “Precisamos de capital de giro para que o empresário possa trabalhar. Queremos esse dinheiro ao custo de mercado”, afirmou Alarico.
No mês passado, as montadoras também afirmaram o dinheiro não estava chegando ao consumidor, apesar de os bancos estarem “sentados na liquidez”.
Entre outras reivindicações, os concessionários também estão pedindo aos governos o adiamento de pagamento de impostos por 120 dias e negociando com as montadoras maiores prazos para a quitação de veículos e peças.
Regredindo 28 anos
No acumulado do ano, o setor de veículos registra queda de 27% nas vendas, ao comparar com o mesmo período de 2019, quando 839.417 veículos foram emplacados. Entre janeiro e abril de 2020, o setor atingiu 613.793 unidades, voltando ao patamar de 1992.
O tombo maior foi em abril, quando 55.732 automóveis, comerciais leves (picapes e furgões), ônibus e caminhões foram registrados, contra 231.922 em abril de 2019. Isso representa queda de 76% e fez o mercado regredir a números 22 anos atrás.
Vendas de veículos no Brasil segundo a Fenabrave
G1
De acordo com a Fenabrave, mesmo com o fechamento dos Detrans (Departamentos Estaduais de Trânsito), o que impede a colocação das placas em muitos lugares do Brasil, os dados correspondem ao total de vendas no período.
“Ele é 100% real (o número de emplacamentos). São veículos faturados, independentemente de estarem com o porte ou não da placa. A partir do instante que ele tem a nota fiscal emitida, ele já sai para o sistema do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) nacional automaticamente”, afirmou Alarico.
O G1 entrou em contato com do Denatran e o Detran-SP para esclarecer a relação entre emplacamentos e vendas, mas os órgãos ainda não se pronunciaram.
Desde março, o prazo para o emplacamento de veículos, que antes era de até um mês, foi suspenso por tempo indeterminado em todo o país. Com a decisão, os motoristas que compram veículos novos podem rodar apenas com a nota fiscal.
Concessionários pedem reabertura
De acordo com a Fenabrave, entre 35% a 40% das concessionárias do país estão em funcionamento parcial, operando no regime de dias alternados — um dia aberto e outro fechado. No caso das assistências técnicas, autorizadas desde o início da pandemia, o número chega a 100% das lojas em funcionamento.
Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina já autorizaram a reabertura das concessionárias locais, afirma a Fenabrave.
Para a entidade, o retorno no estado de São Paulo seria crucial para o setor. Com uma representatividade média de 26% das vendas em tempos pré-pandemia, SP teve em abril apenas 0,9% do número total de emplacamentos do país, disse a Fenabrave.
“Vamos perder de 30% a 40% nas vendas no ano, isso se considerarmos uma volta ( de todas as concessionárias) até dia 15 de maio”, afirmou Alarico.
Se isso não acontecer, a queda frente a 2019 será ainda maior, segundo prevê a federação. “Esse é um momento jamais vivido na história do setor, pior que 2014 e 2015”, relembra Alarico, os anos quando o Brasil teve duas quedas seguidas nas vendas de veículos depois de 10 anos de crescimento.
Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Instituto FSB mostra como deverá ser o consumo no Brasil quando o isolamento acabar. Em perguntas estimuladas, as pessoas responderam sobre a compra de carro no pós-pandemia:
Não pretende comprar em momento algum: 65%
Não pretende comprar antes de 1 ano: 18%
Comprar em até 1 ano: 10%
Comprar em até 6 meses: 2%
Comprar em até 3 meses: 3%
Não souberam ou não responderam: 2%
No total, 2.005 pessoas foram ouvidas em todos os estados do país.
Medidas de segurança
Para retornar as operações, as concessionárias propõem as seguintes medidas de prevenção:
Realizar escala de revezamento, visando reduzir o número de colaboradores, utilizando-se das alternativas previstas na MP 936;
Não manter, nas equipes, pessoas consideradas do grupo de risco, tais como idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas;
Controlar acesso ao showroom, evitando aglomeração de pessoas;
Reforço da alternativa de atendimento ao cliente, com agendamento prévio;
Estabelecer controle de condições clínicas e protocolos de atuação/encaminhamento, caso haja manifestação de sintomas por quaisquer colaboradores e/ou seus parentes próximos/de convívio.
“Nossas lojas nunca tiveram aglomerações. Vamos ter álcool gel sempre disponível e higienizar os carros de test-drive também”, afirmou Alarico.

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Sem citar fonte, Bolsonaro fala em 10 milhões de desempregados devido ao coronavírus

Presidente utilizou número várias vezes nesta quinta-feira. No fim de março, Brasil tinha 12,9 milhões de desempregados, segundo o IBGE. Bolsonaro vai ao STF e apela por relaxamento de medidas de isolamento
Ao falar ao longo do dia nesta quinta-feira (7) sobre o total de desempregados em razão da crise do coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro citou sem indicar fonte uma estimativa de 10 milhões de empregos formais perdidos durante a pandemia.
O número, se correto, representaria quase um terço dos 33 milhões de empregos formais existentes até março e aumentaria, em 77%, o número total de desempregados no país.
A informação mais recente divulgada pelo governo indica que, no fim de março, o Brasil tinha 12,9 milhões de desempregados. Comparado com dezembro de 2019, o número indica 1,2 milhão a mais de pessoas procurando emprego. Esses dados são da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Ao divulgar os números, no fim de abril, o instituto não fez relação entre o desemprego e o impacto da pandemia. As primeiras medidas de distanciamento social foram decretadas em 11 de março, no Distrito Federal. Em São Paulo e no Rio, as regras foram anunciadas em 16 e 17 de março, respectivamente.
O presidente confundiu o número total de desempregados do país – reflexo de um contexto anterior ao da pandemia – com o impacto específico dos últimos meses. Ele atribuiu a informação dos 10 milhões de desempregados que mencionou ao ministro da Economia, Paulo Guedes.
Técnicos do Ministério da Economia esclareceram que Guedes estava se referindo à taxa de desemprego da economia (12,9 milhões), mas não informaram quantas pessoas, de fato, perderam o emprego desde o início das medidas de isolamento social que levaram ao fechamento de atividades comerciais e industriais.
As falas de Bolsonaro
Ao longo desta quinta, o presidente Bolsonaro usou três vezes a estimativa de 10 milhões para falar sobre o impacto da pandemia e a necessidade de retomada das atividades no país.
“Eu não posso passar por cima do Supremo [Tribunal Federal]. Inclusive [estão] aumentando as medidas protetivas. Pessoal, já está na casa dos 10 milhões de desempregados no Brasil, formais”, declarou pela manhã na saída do Palácio do Alvorada.
Em seguida, Bolsonaro repetiu o dado em reunião com o presidente o STF, ministro Dias Toffoli.
“Trinta e oito milhões de informais e autônomos perderam a renda ou tiveram essa renda substancialmente reduzida. Por parte da formalidade, quem tem carteira assinada, segundo o ministro da Economia me disse agora há pouco, está batendo a casa de 10 milhões de desempregos. Esse número tende a crescer.”
Ao retornar à residência oficial, questionado sobre a origem do número, o presidente voltou a atribuir a informação ao ministro da Economia, Paulo Guedes.
“Vamos arredondar, 10 milhões de carteira assinada, perderam. Os informais, caiu a renda em 80%, alguns caiu para zero […] É do Paulo Guedes. De onde ele tirou isso, eu não sei. Eu até achei que fosse menos. Ele falou que está na casa de 8 milhões e meio, 9 milhões. Eu gostaria que fosse menos, mas é uma realidade”, disse.
Pandemia sem números
Até 2019, o governo federal usava o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia como dado oficial de desemprego. No entanto, o último relatório do Caged divulgado foi o de dezembro do ano passado.
Em nota divulgada em março, o Ministério da Economia suspendeu a divulgação do relatório sob o argumento de que os empregadores não estavam informando dados ao governo, o que poderia “comprometer a qualidade do monitoramento do mercado de trabalho brasileiro”.
O Caged tem uma defasagem menor que a Pnad Contínua, porque lida com um volume menor de dados. Até 2019, o resultado de um mês era divulgado com atraso de cerca de 15 dias.
Como o Caged não é atualizado desde dezembro, na prática, ainda não há dado oficial de emprego que permita medir o impacto da epidemia do coronavírus. Até esta quarta-feira (6), o IBGE também não tinha divulgado dados de abril – as tabelas só devem sair no fim de maio.

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Com impulso de vendas online, Lojas Americanas supera impacto do coronavírus no 1º trimestre


Receita da empresa chegou a R$ 4,06 bilhões, aumento de 14,2% em relação aos primeiros três meses de 2019. Lojas Americanas no Shopping Center Lapa
Phael Fernandes / G1 BA
A Lojas Americanas teve leve melhora dos resultados no primeiro trimestre, uma vez que o forte crescimento das vendas em seu braço digital mais do que compensou os primeiros impactos do isolamento social sobre suas lojas físicas.
A companhia anunciou nesta quinta-feira (7) que teve receita líquida de 4,06 bilhões de reais entre janeiro e março, aumento de 14,2% na comparação com um ano antes. A receita da operação digital teve um salto de 32,3%, para 1,7 bilhão de reais.
Por outro lado, com o início do distanciamento social a partir da segunda quinzena de março, a plataforma física foi impactada pelo fechamento de lojas. A suspensão de funcionamento atingiu principalmente lojas em shopping centers (cerca de 30% do total) mas também impactou de forma pontual as lojas de rua.
Ainda assim, a receita no conceito mesmas lojas foi 2% maior. As lojas de rua tiveram crescimento de 6,5% e as lojas de shopping centers apresentaram queda de 4,2%.
O resultado operacional da Lojas Americanas no trimestre, medido pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou 587,7 milhões de reais, aumento de 4,8% ano a ano. A margem Ebitda caiu 1,3 ponto percentual para 14,5%.
Segundo a Lojas Americanas, um efeito adicional das medidas de contenção da pandemia foi a mudança na demanda, com forte queda em itens como vestuário, brinquedos, enquanto produtos de higiene, cuidado com bebês e bebidas avançaram fortemente.
A companhia teve prejuízo líquido de 49,2 milhões de reais no trimestre, perda 8% menor do que em igual etapa de 2019.
A Lojas Americanas afirmou ter fechado março com caixa e equivalentes de caixa de 12,8 bilhões de reais.

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Bilionário Elon Musk mostra primeira foto de filho com cantora e posta suposto nome bizarro


Dono da Tesla tuitou na segunda (4) que criança se chamaria X Æ A-12 Musk, mas Califórnia não aceita nomes que contenham algo além das letras do alfabeto inglês. Elon Musk postou foto do filho com a cantora Grimes
Reprodução/Twitter
A polêmica em torno do suposto nome do filho recém-nascido de Elon Musk pode terminar no cartório. O nome X Æ A-12 Musk, postado nas redes sociais pelo pai, na última terça-feira (5), não seria aceito pelas regras de registro da Califórnia, que permite apenas as letras do alfabeto inglês e veta números e símbolos.
Um dos assuntos mais comentados no Twitter no Brasil na terça, o nome inusitado do bebê do bilionário Elon Musk com a cantora Grimes gerou diversas interpretações e memes. Ela chegou a postar o significado de cada parte. E, na quarta (6), no Instagram, respondeu à maior dúvida que permanecia: como é a pronúncia.
Segundo Grimes, o nome significa:
X como a variável desconhecida (incógnita).
Æ é AI, de inteligência artificial, em inglês, e que também pode ser interpretado como “amor”.
A-12 é o “precursor do SR-17 (nossa aeronave favorita)”, disse Grimes, explicado que o avião não tinha armas, “apenas velocidade”. Era “ótimo na batalha, mas não violento”, completou. Musk a corrigiu, dizendo que a aeronave é SR-71, e não SR-17.
Além disso, o A também representa a música “Archangel”, “minha canção favorita”, escreveu a mãe do bebê.
Sobre a pronúncia, Grimes explicou que é falado o X, o A e o I. Algo como “Xai”.
Cantora Grimes explica pronúncia do nome X Æ A-12, de seu filho com o bilionário Elon Musk, dono da Tesla
Reprodução/Instagram
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“Acho que soa como o nome do protagonista de uma história”, respondeu Grimes a um seguidor no Twitter que perguntou se ela sabia que se tratava de uma criança, e não de um EP (uma música).
O primeiro filho de Musk com Grimes nasceu na última segunda (4). O fundador da montadora de carros elétricos Tesla já tem 5 filhos de outros relacionamentos.
Grimes
Divulgação
Colecionador de polêmicas
O nome do filho é apenas mais uma polêmica entre inúmeras de Musk no Twitter. O empresário tem feito uma série de postagens que chamaram a atenção nos últimos dias, incluindo uma em que fala em vender seus bens materiais e ficar sem ter nenhuma casa, e outra em que disse que o preço das ações da Tesla estava superestimado.
Essa mensagem estimulou a venda dessas ações, aumentando ainda mais o valor de mercado da empresa, o que pode colocar o executivo de novo na mira do órgão regulador de mercado nos Estados Unidos.
Em 2018, Musk já causou uma turbulência ao tuitar que estava considerando tirar a Tesla da bolsa, fazendo o valor das ações disparar, e depois voltou atrás na ideia. Por causa disso, ele foi acusado de fraude e teve de deixar a presidência do conselho da montadora de carros elétricos, além de pagar multa.
O bilionário vive respondendo a seguidores e costuma discutir nas redes, como quando chamou de pedófilo um dos mergulhadores que ajudaram no resgate de meninos presos em uma caverna na Tailândia e acabou processado por calúnia, Neste caso, o júri decidiu a seu favor.
Elon Musk deu resposta bizarra a seguidora que perguntou nome do filho recém-nascido dele.
Reprodução/Twitter
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Novo Audi R8 chega ao Brasil no 2º semestre por R$ 1,2 milhão


Os primeiros compradores terão até 1,6 milhão de combinações possíveis para personalizar o modelo. Superesportivo de R$ 1.234.990 passou por discretas mudanças. Audi R8
Divulgação/Audi
A Audi confirmou para o segundo semestre deste ano a chegada do novo R8 ao Brasil, que ganha discretas mudanças visuais. Em versão única, mas com livre possibilidade de personalização, o superesportivo sairá por R$ 1.234.990.
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De acordo com a marca, os primeiros compradores do novo R8 no país, que confirmarem seus pedidos até 14 de maio, poderão configurar o carro conforme suas preferências, sem depender de unidades em estoque.
Audi R8
Divulgação/Audi
Com isso, os clientes terão acesso a um catálogo da linha 2021 com as possibilidades de personalização – são quase 1,6 milhão de combinações, segundo a Audi.
Entre as escolhas estão 29 opções de cores externas, 5 acabamentos de side blades, 3 para o conjunto de saias laterais, spoiler dianteiro e molduras do difusor traseiro, 4 para os retrovisores, 6 opções de rodas (sempre de 20 polegadas) e logotipos em preto ou cromado.
Há ainda os acabamentos internos, com mais possibilidades. Os assentos, por exemplo, têm até 18 opções.
Audi R8
Divulgação/Audi
O R8 segue equipado exclusivamente com o motor 5.2 V10 de 610 cavalos de potência e 57,1 kgfm de torque, câmbio de 7 marchas e tração integral. Segundo a marca, o superesportivo vai de 0 a 100 km/h em 3,2 segundos e tem velocidade máxima de 330 km/h.
Entre os equipamentos de série do modelo estão faróis de laser, seletor de modos de condução, controle do ronco saído do escape, quadro de instrumentos digital, central multimídia e sistema de som Bang&Olufsen.
Audi R8
Divulgação/Audi
Audi R8
Divulgação/Audi
Audi R8
Divulgação/Audi
Audi R8
Divulgação/Audi

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Vendas de veículos usados caem 83% em abril, diz Fenauto


A comparação é com o mesmo mês de 2019. No acumulado do ano, a queda já é de quase 26%. Loja de carros usados em São Paulo
Fábio Tito/G1
As vendas de veículos usados e seminovos caíram 83,2% em abril no mercado brasileiro, segundo a federação das revendedoras multimarcas, a Fenauto. A queda mostra grande impacto das medidas tomadas para conter o avanço da pandemia do coronavírus no país.
Emplacamentos de veículos têm queda de 76% em abril, diz Fenabrave
Montadoras paralisam atividades por causa do coronavírus
De acordo com a entidade, foram comercializados 153.737 automóveis, comerciais leves e veículos pesados (ônibus e caminhões) no mês passado, contra 915.931 do mesmo mês em 2019. A média de unidades vendidas por dia útil também caiu 82,2% – de 56.070 para 9.995.
No acumulado de 2020, foram 2.585.994 unidades, contra 3.492.979 no mesmo período em 2019. A queda neste ano foi de 26%.
As motos usadas viram suas vendas caírem 82,7% em abril, com 42.512 unidades vendidas. No acumulado, a queda foi de 24,4%.
O presidente da entidade, Ilídio dos Santos, reforçou que a situação é “complicada” e que “atingiu fortemente” o setor.
“Estamos com lojas sem abrir há 45 dias e, para tentar contornar a questão do distanciamento social, os lojistas intensificaram os trabalhos de vendas online, mas esbarram na finalização do processo, registro e emplacamento do veículo junto aos DETRANs, que estão fechados por todo o país”, acrescentou.
Ilídio revelou que a Fenauto enviou uma correspondência conjunta ao Governo Federal e aos governadores estaduais sugerindo a flexibilização das medidas de isolamento para a retomada gradativa das atividades produtivas e do comércio.
Usados ‘jovens’ são mais procurados
Apesar da queda nas vendas e da crise enfrentada pelo país, as posições de vendas por idade não mudaram no último mês. Os usados “jovens”, com 4 a 8 anos de uso, representaram 35,5% das vendas. Os “velhinhos”, com 13 anos de uso ou mais, ficaram com 26,2% do total. Veja a tabela abaixo.
Vendas por tempo de uso
Os 20 mais vendidos de abril
VW Gol – 13.050
Fiat Uno – 7.275
Fiat Palio – 6.780
Fiat Strada – 4.946
Ford Fiesta – 4.161
Chevrolet Celta – 3.883
VW Saveiro – 3.760
Ford Ka – 3.704
Toyota Corolla – 3.639
Chevrolet Onix – 3.480
Hyundai HB20 – 3.331
Chevrolet Corsa – 3.267
Toyota Hilux – 2.930
Chevrolet S10 – 2.644
Chevrolet Montana – 1.291
Ford Ranger – 1.200
Fiat Toro – 1.005
Mitsubishi L200 – 902
VW Amarok – 781
Fiat Fiorino – 701

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Três em cada quatro brasileiros vão manter consumo reduzido após pandemia, diz pesquisa da CNI


Roupas e calçados são itens que população tem mais intenção de comprar depois do fim da pandemia. Medo de perder emprego atinge metade dos brasileiros. De cada 4 brasileiros, 3 vão manter o nível de consumo reduzido após a pandemia do coronavírus, mostra uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Instituto FSB, divulgada nesta quinta-feira (7). No total, 2.005 pessoas foram ouvidas em todos os estados do Brasil.
A pesquisa revelou ainda que, de um grupo de 11 bens de consumo, apenas dois terão maior procura durante os três meses após o fim da pandemia: roupas (34%) e calçados (31%).
Em todos os outros nove grupos de bens (como eletrodomésticos, eletroeletrônicos e móveis), há menos interesse na retomada do consumo. Menos de 10% das pessoas afirmam que pretendem comprar esses produtos no prazo de 90 dias pós-isolamento.
Porém, quando se leva em consideração o período de até um ano após o fim das medidas restritivas, além de roupas (70% das pessoas pretendem comprar nesse prazo) e calçados (66%), despontam móveis (28%), celulares (27%), eletroeletrônicos (23%) e eletrodomésticos (23%), todos acima do patamar de 20% de intenção de compra em até um ano.
Compra de roupas terá maior procura após a pandemia
Pixabay
Volta ao comércio
A pesquisa também sondou a intenção do brasileiro em voltar a frequentar supermercados, bares e restaurantes, shopping e o comércio de rua.
A menor mudança se dará na frequência aos mercados: 76% falam em voltar a fazer como antes ou até ampliar a frequência, enquanto 24% projetam reduzir o número de idas a esses estabelecimentos.
No caso do comércio de rua, 57% falam em manter ou ampliar, enquanto 41% esperam reduzir. Já em relação aos shoppings, a população se divide: 47% falam em manter ou aumentar a frequência e 48%, em reduzir. Por fim, há 44% dizendo que manterão ou ampliarão e 52% dizendo que reduzirão a ida a bares e restaurantes.
Faturamento dos setores de comércio e serviços cai quase 40% no país
Medo de perder emprego
O medo de perder o emprego é um dos motivos que contribui para a expectativa dos brasileiros de continuar freando o consumo. A pesquisa da CNI mostrou que metade dos trabalhadores (48%) tem um medo grande de perder o emprego. Somado ao percentual daqueles que têm medo médio (19%) ou pequeno (10%), o índice chega a 77%.
Muitos dos entrevistados já sentiram o efeito da crise no bolso. Do total, 23% já perderam totalmente a renda, e outros 17% tiveram redução no ganho mensal. Isso significa dizer que quatro em cada 10 brasileiros acima de 16 anos perderam poder de compra desde o início da pandemia.
“Há muito a ser feito nos próximos meses, mas devemos manter a confiança na ciência e na resistência da nossa economia. Certamente, com persistência e atuação conjunta, conseguiremos vencer o novo coronavírus, esse poderoso inimigo, superar a crise decorrente da pandemia e retomar a rota do desenvolvimento econômico e social do Brasil”, afima o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.
Endividamento
A pesquisa mostra também que mais da metade dos brasileiros (53%) está endividada. E, dentre quem possui alguma dívida, 28% a contraíram nos últimos 40 dias, ou seja, após o início do período de isolamento social.
Endividamento se acentua e pode ser um dos legados da crise do coronavírus
A inadimplência provocada pela crise também preocupa: 40% dos endividados disseram que já atrasaram o pagamento de algum débito, sendo que, desses, mais da metade (57%) começou a ficar inadimplente nos últimos 40 dias. Além disso, só 52% dos endividados afirmam que conseguirão quitar todas as suas dívidas nos próximos 30 dias.
População é favorável ao isolamento
Apesar das perdas econômicas, os dados mostram que a população brasileira segue favorável ao isolamento social (86%) e quase todo mundo (93%) mudou sua rotina durante o período de isolamento, em diferentes graus.
No cenário pós-pandemia, só 30% dos brasileiros falam em voltar a uma rotina igual à que tinham antes. Sobre o retorno ao trabalho após o fim do isolamento social, a maior parte dos trabalhadores formais e informais (43%) afirma sentir-se segura, enquanto 39% se dizem mais ou menos seguros e apenas 18%, inseguros.
“As atenções dos governos, das empresas e da sociedade devem estar voltadas, prioritariamente, para preservar vidas. Entretanto, é crucial que nos preocupemos também com a sobrevivência das empresas e com a manutenção dos empregos. É preciso estabelecer uma estratégia consistente para que, no momento oportuno, seja possível promover uma retomada segura e gradativa das atividades empresariais”, comentou Andrade.
Quase todos os entrevistados (96%) consideram importante que as empresas adotem medidas de segurança, como a distribuição de máscaras e a adoção de uma distância mínima entre os colaboradores. E, para 82% dos trabalhadores, essas medidas serão eficientes para proteger os empregados.
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Copom acelera passo e tamanho do corte da Selic surpreende, dizem analistas


Expectativa majoritária no mercado era de redução de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros. Analistas dizem que Selic pode chegar a 2,25% ao ano. A redução de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros promovida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira (6) foi considerada agressiva e surpreendeu os analistas consultados pelo G1. A expectativa majoritária era de que o corte seria de 0,5 ponto.
Com a nova redução, a taxa de juros chegou a 3% ao ano e foi ao menor patamar desde 1999, quando entrou em vigor o regime de metas para a inflação.
A leitura é de que Copom deixou a porta aberta para um novo corte na próxima reunião de política monetária, em junho, e que os sinais de fraqueza da economia provocados pela pandemia de coronavírus pesaram na decisão de promover um ajuste na Selic maior do que o esperado.
Selic cai de 3,75% para 3% ao ano e dólar chega a R$ 5,70
“Ainda estamos digerindo o comunicado do Copom. Estávamos trabalhando com um corte de 0,50 ponto”, afirmou o superintendente de pesquisas macroeconômicas do banco Santander, Mauricio Oreng, destacando que os membros do BC “aceleraram o passo do corte de juros”.
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Reprodução/JN
Sinais de fraqueza da economia
Nos últimos dias, os indicadores mostraram que os efeitos do coronavírus na economia brasileira têm sido intensos. Em março, a produção industrial despencou 9,1% na comparação com fevereiro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o pior desempenho para o mês desde 2002, quando teve início a série histórica.
“O BC está com medo dos efeitos da pandemia se aprofundarem sobre a atividade econômica e, consequentemente, prejudicarem o cumprimento das metas de inflação”, afirma Alessandra Ribeiro, economista da consultoria Tendências. Para ela, o Copom indicou que pode fazer mais um corte de até 0,75 ponto na próxima reunião e que deixou “a porta aberta” para mais reduções após junho.
No comunicado desta quarta, o próprio BC reconheceu a piora da atividade econômica e citou que indicadores de abril “mostram que a contração da atividade econômica será significativamente superior à prevista na última reunião do Copom”. Por ora, com toda essa fraqueza, os analistas já estimam que o PIB deve recuar perto de 4% em 2020.
“Os dados da produção industrial foram bem importante no sentido de demonstrar ao Comitê o tipo de cenário que se espera para o PIB neste ano”, diz Oreng.
Incerteza fiscal limita mais corte
A dificuldade de promover um corte mais profundo da Selic nos próximos encontros do Copom se dá pela incerteza com cenário fiscal do país. Para uma economia em desenvolvimento, o Brasil já é considerado um país bastante endividado e que agora lida com a pressão de ter de aumentar os gastos públicos para dar conta de ajudar empresas e famílias a superarem a crise provocada pelo coronavírus.
No comunicado desta quarta, o Copom aponta que a políticas fiscais de resposta à pandemia podem piorar a trajetória fiscal do país e que há um risco de frustração com a agenda de reformas, o que pode, segundo o Comitê, “elevar os prêmios de risco e gerar uma trajetória para a inflação acima do projetado no horizonte relevante para a política monetária”.
“Apesar da forte contração do PIB e das expectativas estarem ancoradas, o Copom coloca a política fiscal como um fator negativo no seu balanço de riscos para inflação”, afirma a economista-chefe da Claritas Investimentos, Marcela Rocha. Ela projeta mais um corte de 0,75 ponto em junho.
Na semana passada, a Secretaria do Tesouro Nacional estimou o rombo nas contas do setor público consolidado (governo, estados, municípios e empresas estatais) deverá se aproximar de R$ 600 bilhões neste ano, o equivalente a cerca de 8% do Produto Interno Bruto (PIB). Se confirmado, esse será o maior valor da série histórica do BC, iniciada em 2001.
“Notícias ruins em relação ao fiscal, como contratação permanente de despesas, vão acabar limitando espaço para o BC reduzir os juros”, afirma Alessandra, da Tendências. “Sem contratar despesas permanentes, nós já vamos sair [da pandemia] com uma dívida pública encostando em 90%. É verdade que o mundo inteiro vai sair endividado. Mas será que vamos conseguir sair dessa dívida e fazer reformas fiscais se continuarmos em turbulência política?”, diz.

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Bancos suspenderam R$ 35 bilhões em parcelas de empréstimos desde o início da crise, diz Febraban


Com prazos de carência de 60 a 180 dias, valor dos débitos pertencem a 6 milhões de contratos para pessoas físicas ou jurídicas. Febraban: seis milhões de contratos foram renegociados, somando um crédito contratado de R$ 355 bilhões
Marcos Santos/USP Imagens
Os principais bancos do Brasil suspenderam R$ 35 bilhões em parcelas de dívidas e financiamentos desde o inicio da crise causada pelo novo coronavírus. O levantamento é da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), divulgado nesta quarta-feira (6).
Endividamento se acentua e pode ser um dos legados da crise do coronavírus
Após liberação de recursos para bancos, BC diz que empréstimos sobem e juros recuam
O número da conta das parcelas de empréstimos para pessoas físicas e jurídicas, suspensas entre 16 de março e 24 de abril deste ano. A carência para os pagamentos, a depender do banco, vai de 60 a 180 dias.
A Febraban afirma que mais de 6 milhões de contratos foram renegociados, somando um crédito contratado de R$ 355 bilhões. O levantamento não distingue quanto desse valor corresponde a empresas ou a pessoas físicas.
Crédito contratado
As novas contratações de linhas de crédito somaram R$ 267,9 bilhões. Do montante, 75% foram para empresas dos mais variados portes. A renovação de créditos contratados chegaram a R$ 78 bilhões, sendo 35% para pessoas físicas.
A soma de novas contratações, suspensão das parcelas de contratos de empréstimo e as renovações de crédito, somam-se R$ 381,5 bilhões de injeção dos bancos na economia desde o estouro da pandemia.
Pequenos negócios serão beneficiados por nova linha de crédito
A Febraban também compara o volume de crédito contratado entre o período de levantamento deste ano com mesmo momento de 2019. O aumento de procura por crédito pelas empresas foi de 78%.
“Isso ocorreu em razão do expressivo aumento na demanda por crédito bancário em geral, por conta da forte incerteza do cenário econômico, da redução das operações no mercado de capitais e do cancelamento de linhas de financiamento externo para o Brasil”, diz a federação em nota.
Febraban: levantamento do mercado de crédito entre 16 de março e 24 de abril de 2020
Divulgação/Febraban
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Corridas compartilhadas em Chicago caem após apps elevarem preços


Medidas serão tomadas pela queda na demanda pelos serviços, causada pela pandemia do coronavírus. UBER: Lei de Chicago exige que empresas divulguem dados sobre tarifas em corridas e permitiu uma análise que mostrou aumento no valor das tarifas em corridas compartilhadas.
Mike Blake/Reuters
A Uber anunciou nesta quarta-feira (6) que cortará cerca de 3.700 empregos e o presidente-executivo Dara Khosrowshahi renunciará ao seu salário-base pelo restante do ano. As medidas ocorrerão pelo impacto da pandemia do coronavírus.
A empresa disse que as demissões incluem equipes de suporte e captação de clientes e espera gastar cerca de US$ 20 milhões em custos de indenizações e encargos relacionados.
A Uber e a rival Lyft suspenderam suas perspectivas financeiras para o ano, uma vez que a demanda por serviços de transporte de aplicativos caiu drasticamente em todo o mundo após governos imporem medidas de isolamento social para conter a transmissão da Covid-19.
Como a Uber é mais diversificada do que a Lyft, pode se apoiar em parte nos seus negócios de entrega de alimentos.
A Lyft divulgará seus resultados trimestrais nesta quarta, e a Uber deverá reportar seu balanço nesta quinta-feira (7).
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