Bolsonaro pediu para CPMF não entrar na reforma tributária, diz Guedes

Bolsonaro pediu para CPMF não entrar na reforma tributária, diz Guedes

Bolsonaro pediu para CPMF não entrar na reforma tributária, diz Guedes


Segundo o ministro, o ex-secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, exonerado esta semana, já havia pedido para deixar o cargo ‘inúmeras vezes’. O ministro da Economia, Paulo Guedes, fala a jornalistas estrangeiros em entrevista coletiva no Rio de Janeiro
Sergio Moraes/Reuters
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira (13) que o presidente Jair Bolsonaro telefonou para ele do hospital, “entubado”, para dizer que não quer a criação de uma nova Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF).
“Estávamos simulando um imposto de transação financeira, só que o presidente sempre foi contra esse imposto e pediu pra não colocar”, afirmou Guedes em entrevista a correspondentes estrangeiros no Rio de Janeiro, da qual a Reuters participou.
O ministro confirmou que a equipe econômica trabalhava com uma alíquota de 0,4% para o tributo sobre pagamentos, mas, mostrando irritação, afirmou que os números não deveriam ter sido levados a público ainda.
Segundo Guedes, o ex-secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, exonerado esta semana, já havia pedido para deixar o cargo “inúmeras vezes” por achar que estava atrapalhando o governo.
“Eu dizia: se você tiver que cair um dia que caia junto com o imposto”, afirmou Guedes.
Secretário exonerado
A exoneração de Marcos Cintra do cargo de secretário da Receita Federal foi publicada na noite desta quinta-feira (12) em edição extra do “Diário Oficial da União”. O decreto é assinado pelo presidente da República em exercício, Hamilton Mourão e pelo ministro Paulo Guedes.
A demissão de Cintra foi confirmada um dia depois da divulgação pelo secretário-adjunto da Receita, Marcelo de Sousa Silva, de um imposto nos moldes da extinta CPMF.
Bolsonaro teria ficado insatisfeito quando soube da apresentação feita pelo secretário-adjunto. Essa exposição pública de uma proposta ainda em discussão resultou na demissão de Marcos Cintra.

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